Salvador, 26 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Dia mundial da asma expõe necessidade de estar atento ao tratamento e prevenção da doença

Chiado e aperto no peito, falta de ar, tosse, despertar noturno, excesso de muco ou catarro e dificuldade para realizar algumas tarefas. Esses são alguns dos sintomas de pessoas que têm uma das condições mais comuns do mundo: a asma. Trata-se de uma doença crônica que prejudica a rotina e a qualidade de vida dos portadores. Nesta terça-feira, 07, é lembrando o dia mundial da asma, que expõe a necessidade dos cuidados com tratamento e prevenção da doença.

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia (Hupes-UFBA) e vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) possui ambulatório especializado para tratamento da doença com cerca de 500 pacientes em acompanhamento, dos quais 50 evoluíram para casos graves. A unidade hospitalar é referência no tratamento da asma em geral e de casos graves.

A doença requer tratamento à base de corticoides além do uso imunobiológicos – medicação mais sofisticada e aplicada em paciente que estão em estágios mais avançados da asma. No entanto, a pneumologista Margarida Neves, também docente da UFBA e coordenadora do programa de Residência Médica do Hupes-UFBA/Ebserh explica que medidas preventivas da doença são bastante eficazes para se evitar crises. “Muitas vezes, os pacientes negligenciam os sintomas e não fazem o tratamento adequado. Quando isso acontece e a crise é grave, o risco é enorme. Métodos simples de prevenção como capas antiácaros para travesseiros e controle ambiental podem ser determinantes no combate à doença”, disse.

Estratégias de controle

Outras estratégias podem ser adotadas para o controlar da asma. Entre elas, está o controle emocional, que envolve lidar com as dificuldades emocionais relacionadas à abstenção de animais domésticos e outras emoções específicas. A dieta também desempenha um papel importante, sendo necessário atentar para intolerâncias alimentares, tais como lactose, chocolate, corantes, ovo, condimentos, frutos do mar, sementes, castanha, nozes, abacaxi e kiwi.
Outra medida é controlar o refluxo gastroesofágico, mesmo na ausência de sintomas digestivos, e não subestimar a rinite alérgica, devido ao impacto que a inflamação da via aérea superior pode ter na função de filtragem. Também é importante evitar drogas que possam desencadear reações alérgicas ou ativar os mecanismos fisiopatológicos da asma, como alguns anti-hipertensivos e antiarrítmicos.
Uma doença que precisa ser tratada
“A primeira coisa é reconhecer que tem asma, pois muitas pessoas, principalmente pais de crianças, ainda têm a asma como um estigma. A asma é uma doença como outra qualquer e precisa ser tratada”, destacou a pneumologista do Hupes-UFBA, Margarida Neves. A asma pode se manifestar de diferentes formas, com variações de intensidade no tratamento. Por isso, é essencial que cada paciente seja avaliado individualmente por um pneumologista, para definir o melhor plano de ação.
Além disso, a médica destacou a importância de estar preparado para lidar com as crises de asma, mantendo sempre à mão as medicações de resgate, bem como reconhecer os sintomas e saber quando recorrer a um serviço de emergência. No caso de idosos, é importante considerar as condições clínicas que podem agravar ou se confundir com a asma, como o refluxo gastresofágico, cardiopatias e a associação com outras doenças pulmonares. A abordagem do tratamento deve levar em conta essas particularidades.
Portanto, a asma é uma condição que demanda atenção e cuidados específicos, mas com o acompanhamento adequado é possível controlar a doença e garantir uma melhor qualidade de vida para os pacientes. Quando se trata de asma, é fundamental contar com o suporte de uma equipe médica qualificada, que possa orientar sobre o uso correto dos medicamentos, identificar e evitar os fatores desencadeantes e oferecer suporte emocional para lidar com os desafios da doença.
Cuidados para o controle ambiental inclui:
  • Manter o ambiente ventilado, com boa circulação de ar, evitando umidade e mofo.
  • Realizar a limpeza de filtros de ar-condicionado e de hélices do ventilador com um pano úmido.
  • Limpar móveis e piso com pano úmido, evitando o acúmulo de poeira.
  • Evitar tapetes, acumular objetos embaixo de cama e acima de guarda-roupa, e amontoar caixas, livros e revistas.
  • Colocar travesseiro e colchão no sol pelo menos uma vez por semana e trocar o travesseiro anualmente.
  • Usar forros impermeáveis para travesseiro e colchão, lavando-os com regularidade.
  • Evitar produtos de limpeza com cheiros fortes e animais domésticos de pelos longos.
  • Observar e ajustar o ambiente de trabalho para melhorar o desempenho.
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  • Sobre a Rede Ebserh
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  • Desde outubro de 2012, o Hupes-UFBA é filiado à Rede Ebserh. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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