Onze pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (22), em uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas e homicídios, em 15 bairros de Salvador. Três alvos foram baleados durante confrontos com as forças de segurança.
Dois dos três baleados foram atingidos após confrontos no bairro da Barra. Um deles aconteceu na Rua Francisco Otaviano, por volta das 5h30, em uma casa ocupada de forma irregular. As investigações apontaram que pessoas traficavam drogas no local.
A outra troca de tiros que terminou com um alvo baleado ocorreu no bairro do Alto do Cabrito, no subúrbio de Salvador. Os três alvos foram socorridos e levados para hospitais da cidade. O estado de saúde deles não foi revelado.
A “Operação Hégira”, deflagrada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), cumpre 37 mandados de prisão e 53 de busca e apreensão contra suspeitos de integrar um grupo criminoso.
Segundo informações da Polícia Civil, a organização criminosa é comandada por internos do sistema penitenciário da Bahia e fazem parte de um grupo de São Paulo. Os suspeitos são investigados há 22 meses.
“Os líderes da organização se valiam de comparsas em liberdade para praticar os crimes”, explicou a diretora do Draco, delegada Márcia Pereira.
As investigações realizadas pelo Draco também apontaram a atuação do grupo em crimes contra o patrimônio, praticados na orla de Salvador e alguns deles durante o carnaval de 2024. As vítimas eram turistas ou moradores de bairros nobres.
Sete internos do sistema prisional e suspeitos monitorados por tornozeleira eletrônica também são alvos da operação. Um deles é Averaldo Ferreira da Silva Filho, mais conhecido como “Averaldinho” apontado como o chefe de uma organização criminosa de tráfico de drogas que atua no bairro do Calabar, na capital baiana.
Além dos mandados, a Justiça decretou o bloqueio de contas bancárias e congelamento de ativos financeiros dos investigados.
Equipes dos Departamentos Especializado de Investigações Criminais (Deic), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Polícia Metropolitana (Depom), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) também participam da operação.
G1

