Salvador, 1 de novembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Como a atividade física pode ajudar quem tem TDAH

O TDAH, ou Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, é um tipo de transtorno neurobiológico, com causas genéticas, que aparece na infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a vida. Dados do Ministério da Saúde revelam que cerca de 2 milhões de pessoas sofrem com o transtorno no Brasil. Entre os sintomas estão desatenção, inquietude e impulsividade. Por conta disso, a pessoa com TDAH costuma ter dificuldade de organizar e planejar atividades do dia a dia, e consequentemente, de concluir o que começa. O tratamento psicológico é essencial, mas, praticar atividades físicas funciona como tratamento complementar, graças aos benefícios proporcionados.

O exercício promove liberação de dopamina, que é um neurotransmissor responsável por sentimentos de prazer e recompensa. Nas pessoas com TDAH, os níveis de dopamina no cérebro tendem a ser ligeiramente mais baixos do que os da população em geral. Muitos medicamentos para pessoas com TDAH buscam aumentar os níveis de dopamina como um meio de melhorar o foco mas, outra maneira de fazer isso, é por meio da prática de exercícios regulares. Em alguns casos, isso pode resultar em uma diminuição total da dependência de medicamentos, embora seja importante consultar o médico antes de fazer qualquer alteração na medicação. “As atividades físicas podem ser boas aliadas no tratamento de TDAH, além de melhorarem o humor e o desempenho cognitivo, liberando dopamina e seratonina, com efeito semelhante ao de medicamentos estimulantes”, explica Luiz Evandro, Diretor Técnico da Rede Alpha Fitness.

Em pessoas com TDAH, o exercício regular pode ser um método de tratamento promissor para melhorar a função executiva, que é um dos principais grupos de habilidades afetados pela doença. Elas incluem tarefas como: prestar atenção, gerenciar o tempo, organização e planejamento, ser multitarefa e recordar detalhes. A atividade física ajuda a regular o comportamento das crianças, já que muitas são hiperativas e o exercício pode ser uma saída positiva para liberar a energia reprimida, evitando comportamentos agressivos, melhorando a ansiedade e causando menos problemas no convívio social. Além desses efeitos nos sintomas usuais do TDAH, a pessoa que sofre com esse transtorno tem alguns efeitos colaterais importantes, como: insônia severa; gastrites intensas; nervosismo frequente; diminuição do apetite e cefaleias constantes e cada vez mais fortes. O exercício físico frequente ajuda a regular todas essas áreas, melhorando a qualidades de vida em geral para quem tem TDAH.

“Crianças com 6 anos ou mais devem fazer pelo menos 1 hora de atividade física por dia para promover o desenvolvimento adequado. Alguns exemplos de como uma criança pode fazer 60 minutos de atividade física por dia incluem: passear de bicicleta; praticar esportes; pular corda ou jogar amarelinha; fazer uma caminhada com a família; e participar de exercícios em grupo para crianças. Já o adulto com TDAH, deve manter uma combinação de treinamento aeróbico e de treino de força para maximizar os benefícios gerais à saúde”, finaliza o especialista da Rede Alpha Fitness.

 

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