Salvador, 24 de agosto de 2026
Editor: Chico Araújo

Estudantes de Serra do Ramalho implantam horto medicinal como alternativa para a saúde

Com objetivo de promover de forma prática e construtivista o resgate da utilização das plantas medicinais para a saúde e o bem-estar, os estudantes Adilson Serafim, Kammily Victória Silva e Gisele dos Santos, que concluíram o curso técnico em Agricultura no Colégio Estadual Anísio Honorato Godoy, no município de Serra do Ramalho, implantaram na unidade escolar um horto medicinal, no formato do Relógio do Corpo Humano, uma ferramenta da cultura chinesa. A realização da pesquisa proporcionou a ampliação e o compartilhamento dos conhecimentos adquiridos em sala de aula.

O estudante Adilson Serafim, 18, falou sobre a importância do horto medicinal. “O intuito é valorizar e resgatar as plantas medicinais que estão sendo menos usadas, pois hoje em dia as pessoas dão prioridade a remédios comprados em farmácia. No nosso horto medicinal, que é montado de forma circular e dividido em 12 partes, cada hora representa um órgão do corpo humano e em cada parcela são cultivadas plantas medicinais comprovadas pela Ciência para auxiliar nos transtornos de saúde do órgão correspondente. Além de serem naturais, as plantas medicinais trazem vários benefícios para a saúde”.

Para o fígado, por exemplo, são cultivadas plantas como Alcachofra e Cardo Mariano; para o pulmão, Pulmonaria e Violeta; para o intestino grosso, Linum usitatissimum (linhaça) e Tanchagem; e para o estômago, Manjericão e Hortelã.  Já no tratamento de doenças do coração, são plantados pés de Alecrim e Gervão; enquanto que enfermidades nos rins são utilizadas plantas como Carqueja e Quebra-pedra.

A estudante Kammily Victória Silva, 18, reforça que o horto medicinal é uma tradição milenar criada pelos chineses, que acreditam que o cultivo das plantas pode ser utilizado para o tratamento de diversas doenças. “Para a realização desse projeto, elaboramos uma pesquisa sobre as plantas, seus benefícios à saúde e o órgão para o qual é indicado fazer o tratamento. Fizemos a demarcação do local, reviramos o solo junto com esterco bovino para que as plantas absorvam os nutrientes, plantamos mudas e sementes e implantamos um sistema de irrigação por microaspersão”.

A pesquisa, que integrou os Seminários Territoriais da Educação Profissional e Tecnológica, foi apresentada pelos estudantes durante o Encontro Estudantil da Rede Estadual de Educação, realizado no mês de dezembro de 2024, na Arena Fonte Nova, em Salvador. O evento, também, contou com a exposição de diferentes projetos selecionados para a 12ª Feira de Ciências, Empreendedorismo Social e Inovação da Bahia (FECIBA).

Fotos: Denise Queiroz/ASCOM SEC

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