Salvador, 21 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

CooperOnco inspira criação de cooperativas no Norte e Nordeste

A Cooperativa dos Cirurgiões Oncológicos da Bahia (CooperOnco), fundada em julho de 2015, tem se consolidado como referência nacional na defesa da valorização profissional e na promoção de um cuidado oncológico integrado e humanizado. O modelo ético e colaborativo da cooperativa está inspirando a formação de novas entidades semelhantes em estados como Amazonas, Pernambuco, Maranhão e Rio Grande do Norte — um reflexo do impacto positivo que sua atuação vem gerando no sistema de saúde suplementar.

Um dos principais diferenciais da CooperOnco é a integração qualificada entre os cirurgiões oncológicos e outras especialidades médicas que atuam no enfrentamento do câncer, como mastologia, urologia, coloproctologia, cirurgia torácica, de cabeça e pescoço, e cirurgia geral. Essa abordagem interdisciplinar tem se mostrado fundamental para a tomada de decisões clínicas mais assertivas, melhora do prognóstico e fortalecimento da confiança entre médico e paciente. Trata-se de um modelo que pode e deve ser replicado em outras regiões do país.

“O exemplo da CooperOnco fortalece o modelo cooperativista como alternativa ética e sustentável diante dos desafios enfrentados pelos médicos, especialmente nas negociações com operadoras de saúde. Nossa missão sempre foi valorizar o trabalho médico com responsabilidade, transparência e foco no paciente”, afirma o cirurgião oncológico presidente da CooperOnco, Fábio Neves.

Ao longo de sua trajetória, a CooperOnco firmou contratos com mais de uma dezena de operadoras de saúde de renome, como SulAmérica, Golden Cross, Cassi, GEAP, Postal Saúde e CNU. Essas parcerias demonstram a capacidade técnica e organizacional da cooperativa para negociar em nome dos seus cooperados, assegurando condições justas de trabalho, previsibilidade e respeito profissional.

Segundo dados enviados pela cooperativa ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), mais de 90% do faturamento da entidade é revertido para adequada remuneração de serviços médicos, “fato que reafirma seu compromisso com a sustentabilidade da atividade médica”, destaca o cirurgião oncológico e diretor da CooperOnco, André Bouzas

Cooperativismo – Reconhecida também por sua atuação legalmente respaldada, a CooperOnco pauta-se nos princípios do cooperativismo médico, sem impor exclusividade ou tabelas obrigatórias. Assim, a cooperativa atua de forma legítima na representação coletiva dos cirurgiões oncológicos, com total respeito à livre negociação individual e à autonomia profissional. Suas tabelas de honorários têm caráter orientativo e são fruto de processos transparentes, democráticos e negociados.

Ao inspirar a criação de novas cooperativas de cirurgiões oncológicos, a CooperOnco marca um novo ciclo para a oncologia no Nordeste, reforçando a possibilidade real de conciliar excelência assistencial, valorização profissional e inovação na organização médica. Estados que buscam soluções estruturadas para desafios comuns no setor encontram nesse modelo uma fonte concreta de transformação.

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