Salvador, 22 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Frio de junho pode ressecar a garganta e afetar a voz

Com a queda das temperaturas em junho, é comum que muitas pessoas sintam desconforto na garganta, pigarro constante e até mudança na qualidade da voz. O ar frio e seco, característico dessa época do ano, resseca as mucosas da faringe e da laringe, comprometendo a lubrificação natural das pregas vocais.

A otorrinolaringologista e especialista em laringologia, Érica Campos, explica que o principal problema é a desidratação das estruturas vocais causada pela baixa umidade do ar. “Quando a umidade do ar diminui e o organismo não está suficientemente hidratado, as estruturas da voz sofrem. O ressecamento torna a vibração das pregas vocais menos eficiente, o que leva ao cansaço vocal e à irritação local”, afirma.

Segundo Érica, a voz pode ficar mais fraca, rouca ou até falhar em dias frios, sintomas que costumam ser comuns, mas que merecem atenção para evitar complicações. “Manter-se hidratado, evitar ambientes muito secos e, se possível, utilizar umidificadores são cuidados simples e eficazes para preservar a saúde vocal durante o inverno”, destaca.

A médica também alerta para quem usa muito a voz no dia a dia ou profissionalmente, pois o ressecamento pode causar maior desgaste vocal e aumentar o risco de lesões. “A voz é uma ferramenta valiosa e precisa de cuidados especiais, especialmente em condições climáticas que prejudicam a lubrificação natural das pregas vocais”, reforça.

Cuidados para preservar a voz no frio:

  • Hidrate-se constantemente: Beber bastante água mantém as mucosas úmidas e as pregas vocais lubrificadas, facilitando a vibração natural da voz.

  • Evite ambientes muito secos: Use umidificadores ou coloque bacias com água nos ambientes para aumentar a umidade do ar.

  • Proteja a garganta do frio: Use cachecol para aquecer a região do pescoço, evitando ressecamento e irritação.

  • Evite falar em excesso ou em voz muito alta: O esforço vocal pode agravar o cansaço e a irritação nas pregas vocais.

  • Evite fumar e o consumo excessivo de álcool: Ambos ressecam as mucosas e prejudicam a recuperação da voz.

  • Procure orientação médica se os sintomas persistirem: Rouquidão que dura mais de 15 dias, pigarro constante ou irritação frequente merecem avaliação especializada.

 

Sobre Erica Campos

Referência em transição da voz, Érica Campos tem Fellowship em Laringologia e Otorrino Pediatria Avançada (UNICAMP), é Mestre em Neurolaringologia (UNICAMP) e tem formação complementar no Mount Sinai Hospital, em New York/USA, e no Massachusetts General Hospital & Harvard Medical School, em Massachusetts/USA. É Membro Titular da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial) e Full Member da IATVS (International Association of TransVoice Surgeons). Também atua como preceptora no Serviço de Laringologia do Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (UFBA) e Hospital Otorrinos. Mais informações: https://www.instagram.com/dra.ericacampos/

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