Salvador, 24 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Julho Roxo: câncer de bexiga pode registrar mais de 11 mil novos casos este ano no Brasil

O câncer de bexiga é uma doença que se desenvolve, na maioria dos casos, a partir da camada interna da bexiga, chamada urotélio. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 11 mil novos casos ocorrendo por ano entre 2023 e 2025. A entidade previu 340 novos diagnósticos no estado do Ceará, apenas para o ano de 2023.

De acordo com o urologista Diego Capibaribe, cerca de 50% dos casos da doença estão associados ao consumo de cigarro, já que substâncias presentes na fumaça do tabaco são eliminadas pela urina e entram em contato direto com a mucosa da bexiga.

“Outros fatores incluem exposição ocupacional a substâncias químicas, como corantes industriais e derivados de petróleo, além de infecções urinárias crônicas, histórico familiar da doença e idade avançada, visto que a maioria dos pacientes tem acima de 55 anos”, explica o médico.

Por fumarem mais e ocuparem em maior parte os postos de trabalho em indústrias químicas, metalúrgicas e de petróleo, os homens são os mais afetados pelo câncer de bexiga, com uma proporção de cerca de três casos masculinos para cada caso feminino. Além disso, alguns estudos têm investigado a relação entre a testosterona, hormônio presente em maior quantidade nos homens, e o desenvolvimento de tumores uroteliais.

  Identificando os primeiros sintomas

É consenso que diagnosticar precocemente qualquer tipo de câncer pode fazer toda a diferença no sucesso do tratamento, e é esta a tônica deste Julho Roxo, mês de conscientização sobre o câncer de bexiga no Brasil. O sintoma mais comum do problema, mesmo em estágios iniciais, é a presença de sangue na urina (hematúria), visível pela cor rosada ou avermelhada do líquido. Quando em nível microscópico, a hematúria é detectada por meio de exames laboratoriais.

O paciente com câncer de bexiga também pode perceber dor ou ardência ao urinar, urinar com frequência, ou, ainda, sentir urgência para fazê-lo, mesmo que haja pouco conteúdo a ser eliminado.

O tratamento vai depender do estágio em que a doença se encontra no momento do diagnóstico. “Nos casos iniciais, podemos retirar o tumor por meio de um pequeno aparelho inserido pela uretra, sem a necessidade de fazer cortes. Também é comum aplicar medicamentos diretamente dentro da bexiga, como o BCG, que ajudam o corpo a combater as células doentes”, afirma Capibaribe.

Para prevenir o câncer de bexiga, a atitude mais importante é eliminar o tabagismo. Além disso, é importante evitar se expor a agentes químicos cancerígenos e manter hábitos saudáveis: hidratar-se bem e ir ao médico regularmente.

 

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