O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, se entregou à Polícia Civil do Rio de Janeiro no início da noite desta terça-feira (22), após a Justiça fluminense ter acolhido um pedido de prisão temporária contra ele. O artista havia anunciado, em vídeo publicado nas redes sociais, que se apresentaria às autoridades. “Não sou bandido”, afirmou, pedindo desculpas aos fãs.
A decisão judicial ocorre após uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) no entorno da casa do artista, no bairro do Joá, zona oeste do Rio, na noite de segunda-feira (21). Durante a ação, Oruam se envolveu em uma confusão com os agentes e foi indiciado por desacato, resistência qualificada, lesão corporal, ameaça e dano ao patrimônio público.
De acordo com a Polícia Civil, esta foi a segunda vez, em menos de seis meses, que integrantes do Comando Vermelho foram localizados na residência do artista. Em nota, a corporação afirmou que um dos suspeitos já havia sido identificado anteriormente em outra operação.
O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou à imprensa que Oruam também será indiciado por associação para o tráfico de drogas. Segundo ele, o cantor teria vínculos com o Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do estado.
O pedido de prisão temporária, encaminhado pelo Ministério Público, foi analisado pela Vara do Plantão Judicial da Capital. Além de Oruam, o pedido também inclui Pablo Ricardo da Silva de Morais, preso em flagrante durante a mesma operação por crimes como desacato, resistência qualificada, lesão corporal, ameaça, dano e associação para o tráfico.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Até o momento, a defesa do artista não se manifestou publicamente.

