Salvador, 25 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Professores da rede estadual da Bahia apresentam experiências antirracistas no exterior

Quatro professores da rede estadual da Bahia participam do Programa Caminhos Amefricanos, iniciativa do Ministério da Igualdade Racial e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que promove intercâmbios acadêmicos e culturais entre o Brasil e países da África, América Latina e Caribe. Representando Salvador, Catu, Vitória da Conquista e Maracás, os educadores baianos estão no Peru apresentando práticas pedagógicas que fortalecem a educação antirracista.

A professora Ana Cristina da Silva Pereira, do Colégio Estadual David Mendes Pereira, em Salvador, ressalta que a experiência amplia horizontes e fortalece a luta contra o preconceito. “O intercâmbio possibilita aprendizados e trocas de saberes que reafirmam a importância de uma educação emancipatória”. O professor Delmaci Ribeiro, do Colégio Estadual de Tempo Integral de Catu, reforça a relevância do trabalho realizado com os alunos. “Trabalhar a educação antirracista contribui para desenvolver equidade, consciência social e protagonismo dos estudantes”.

Também integram o grupo a professora Fernanda Viana de Alcântara, do Colégio Estadual Dom Climério de Almeida Andrade, em Vitória da Conquista, e o professor Roniel Figueiredo, do Colégio Estadual de Tempo Integral Iracy Marlene da Hora Passos, em Maracás. Para eles, a inserção da temática racial em diversas áreas do conhecimento reafirma o papel da escola pública. “A escola é um espaço de transformação social”.

Educação inspiradora

A Secretaria da Educação do Estado (SEC) incentiva ações afirmativas e projetos inovadores que estimulem um ambiente escolar inclusivo, promovam a identidade negra e indígena e garantam a permanência dos estudantes. São diversas atividades pedagógicas, implementadas de forma multidisciplinar, indo além das aulas de História, as quais, obrigatoriamente, pelas leis n° 10.639/2003 e 11.645/2008 devem ensinar a cultura e a trajetória afro-brasileira.

A coordenadora de Educação Antirracista da SEC, Cláudia Nogueira, avalia que a iniciativa fortalece o papel da rede estadual. “A experiência internacional projeta os docentes como protagonistas de uma educação transformadora, amplia repertórios pedagógicos e inspira outras unidades escolares”.

A diretora do Colégio Estadual David Mendes Pereira, Marília Malhado de Araújo, afirma que o enfrentamento ao racismo é parte da rotina escolar, com rodas de conversa, projetos de leitura, oficinas e debates. “A participação da professora Ana Cristina em edital internacional representa um reconhecimento coletivo, fortalecendo a missão de tornar a luta antirracista uma prática cotidiana”.

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