Salvador, 26 de agosto de 2026
Editor: Chico Araújo

Centro de Atenção à Mulher no Campo Grande realizou mais de 700 acolhimentos nos primeiros dias de Carnaval

Com o intuito de acolher e de orientar as mulheres vítimas de violência no Carnaval de Salvador, a Prefeitura montou um Centro de Referência de Atenção à Mulher (CRAM), na Praça do Campo Grande, no Circuito Osmar. Nos três primeiros dias de festa, mais de 700 mulheres passaram pelo local, que prestou atendimentos psicossociais e jurídicos. Desse total, 98 denunciaram crimes de importunação sexual praticados na folia.Além dos serviços no posto físico, equipes da Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) circulam pelos percursos da festa fazendo busca ativa de casos de violência e prestando orientações às mulheres. As ações integram a campanha “Meu não é lei! Depois do não, tudo é assédio”, desenvolvida pela pasta.Apaixonada pelo Carnaval,  Ângela de Carvalho Pinto, de 42 anos, faz questão de curtir todos os dias. Neste ano, veio acompanhada das duas filhas, de 18 e 12 anos. Segundo ela, a festa tem sido muito tranquila. “Graças a Deus, estou com minhas meninas na rua e não passamos por nenhum tipo de constrangimento. Mas, se alguém mexer ou fizer qualquer tipo de provocação, sei bem onde gritar”, disse a carnavalesca enquanto recebia orientações da equipe do CRAM.O posto funciona com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador. No espaço, 10 profissionais, incluindo psicólogos, assistentes sociais e profissionais jurídicos prestam as primeiras orientações às vítimas. Um outro CRAM funciona no Circuito Dodô com a mesma estrutura.A psicóloga Brenda Santos atua no posto e também nas abordagens nas ruas. Segundo ela, as mulheres precisam ficar atentas a todos os tipos de violência que incluem os crimes de assédio, importunação sexual, violência psicológica, agressões ou empurrões.“Estamos aqui para acolher, cuidar e orientar. Não aceite nada que te fira, esse é nosso recado. Lembrar também que é preciso sororidade, mulheres ajudam mulheres. Caso alguma mulher presencie uma outra sendo vítima, ajude, grite, denuncie”, orientou a profissional.No trabalho de campo, equipes de abordagem circulam pelos circuitos entregando o “Violentômetro”, um folheto que traz uma escala com os graus de violência que uma mulher pode sofrer, desde o xingamento até o feminicídio.Nos casos de violência em que a vítima precisa ser afastada do agressor, os profissionais orientam sobre o Centro De Atendimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce (CAMSID), que também atua com funcionamento ininterrupto de 24h, como suporte para acolhimento provisório das vítimas. A Casa da Mulher Brasileira também está preparada para atender casos que necessitem de deslocamento.

Veja também

unnamed
Breno Lopes valoriza vitória do Coritiba sobre o Corinthians e destaca força do Coxa no Brasileirão
O Coritiba conquistou mais uma importante vitória no Campeonato Brasileiro. Jogando diante da torcida,...
crime
Justiça determina prisão preventiva de grupo suspeito de envolvimento na morte de torcedor antes do Ba-Vi
Os seis homens presos no último domingo (23), suspeitos de envolvimento no assassinato do torcedor José...
Foto Naiade BianchiGOVBA1
Policiais militares são capacitados para conduzir cães em buscas por pessoas desaparecidas
Policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque da Polícia Militar da Bahia (PMBA) participaram,...
Isaquias Queiroz
Isaquias Queiroz vence bateria e avança à semifinal do C1 1000m no Mundial de Canoagem
Isaquias Queiroz começou o Mundial de Canoagem Velocidade com o pé direito. Nesta quarta-feira (26),...

Opinião

advs
Eleições na era digital: o uso da Inteligência Artificial nas eleições de 2026