Salvador, 24 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Quais órgãos podem ser afetados pela endometriose?

A doença pode afetar órgãos como ovários, trompas, bexiga e intestino, comprometendo a saúde e a qualidade de vida da mulher

 

A endometriose ocorre quando o endométrio — tecido que reveste o útero e que é eliminado durante a menstruação — passa a crescer fora da cavidade uterina. De acordo com o ginecologista e especialista em cirurgia minimamente invasiva Alexandre Amaral, referência no tratamento da doença, trata-se de uma condição benigna que provoca inflamação crônica e pode causar cólicas menstruais incapacitantes, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais e urinárias, além de dificuldade para engravidar.

“Embora a causa exata da endometriose ainda não seja conhecida, acredita-se que uma combinação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais esteja relacionada ao seu desenvolvimento. Os órgãos mais frequentemente acometidos são os da região da pelve como útero, ovários, as trompas, intestino e bexiga, mas em casos mais raros a doença pode atingir também o pulmão e diafragma”, explica.

Quanto mais cedo a endometriose for diagnosticada, mais eficaz será o tratamento e menor o impacto na qualidade de vida da mulher. “O diagnóstico deve ser feito por um ginecologista especialista em endometriose, por meio de uma anamnese detalhada, avaliação dos sintomas e histórico de saúde da paciente. Além disso, exames de imagem, como ultrassonografia com preparo intestinal e/ou ressonância magnética de pelve ou abdômen total, são indispensáveis para planejar o tratamento mais adequado”, explica.

Segundo o médico, o tratamento pode incluir medicamentos hormonais e anti-inflamatórios para aliviar a dor. “Em alguns casos, a intervenção cirúrgica minimamente invasiva é indicada para remover os focos de endometriose e promover uma melhora duradoura no bem-estar da paciente”, acrescenta.

Alexandre também destaca que mudanças no estilo de vida contribuem para reduzir a inflamação e amenizar os sintomas. “Praticar atividade física ao menos três vezes por semana, manter uma alimentação equilibrada, controlar o estresse, dormir bem e contar com acompanhamento psicológico são medidas essenciais para enfrentar a endometriose”, conclui.

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