Salvador, 19 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Municípios baianos têm acesso à água com instalação de poços pela Codevasf

Água para consumo humano, atividades domésticas e dessedentação animal. Graças à perfuração e instalação de poços proporcionadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), 3.046 famílias de 39 municípios na Bahia passaram a ter acesso ao recurso hídrico no ano passado.

A ação foi executada por meio da 2ª Superintendência Regional, com sede em Bom Jesus da Lapa (BA), e atendeu a 78 municípios daquela área de atuação. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 8,2 milhões para perfurar e instalar 107 poços na região.

Para Raimundo da Silva Fernandes, residente no município de Carinhanha, a iniciativa trouxe alívio para os moderadores da localidade Baixa do Mucambo. “O poço, pra nós, foi uma bênção de Deus. Antes, era muito sofrido, e agora melhorou bastante. A gente usa para o consumo de casa, pra lavar roupa, pra dar de beber aos animais. Não tenho nem palavras pra agradecer”, comemora.

Solução para convivência com a seca

O poço tubular, conhecido popularmente como poço artesiano, é uma obra de engenharia para captação de água subterrânea dos aquíferos. A perfuração e instalação de poços, assim como o fornecimento de reservatórios para acúmulo de água, são ações empreendidas pela Codevasf para atender a regiões onde a falta de recursos hídricos é agravada pela estiagem prolongada.

Essas tecnologias de convivência com a seca servem ao abastecimento de famílias, de modo coletivo, e facilitam o desenvolvimento de atividades agrícolas, com consequente melhoria da qualidade de vida da população.

O geólogo Manoel Teixeira, do Escritório de Apoio Técnico da Codevasf em Irecê, explica que a execução desse serviço pela Companhia se inicia com processo licitatório e contratação de empresa especializada. “Após a indicação das comunidades que serão atendidas, é feita avaliação da necessidade, e a empresa contratada envia um geólogo para indicar o ponto ideal a ser perfurado o poço, sendo feita, nesse momento, a coleta de documentos para os trâmites ambientais. Após a perfuração, encontrando-se água, outra equipe vai a campo realizar o teste de bombeamento de 12 horas, para verificar a vazão real, e a coleta para análise físico-química e bacteriológica”, esclarece.

Ainda de acordo com Teixeira, em função do resultado da análise da água, mobiliza-se outra equipe para o processo de instalação, montando-se um sistema de distribuição com energia fotovoltaica, um reservatório de 10 mil litros e chafariz. Após a conclusão, a obra é transferida para as associações ou prefeituras para a manutenção do sistema.

 

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