Salvador, 26 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Em reunião da ONU, ministro Silvio Almeida condena ocupação de Israel em Gaza e solicita que Hamas liberte todos os reféns

O ministro de Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, disse nesta segunda-feira (26) que a ocupação de Israel em Gaza é ilegal e que condena os ataques no Hamas na Faixa de Gaza, solicitando que todos os reféns sejam libertados imediatamente.

“[Demonstro] nossa profunda indignação com o que acontece em gaza. Já em mais de uma oportunidade condenamos os ataques impetrados pelo Hamas e demandamos a libertação imediata e incondicional de todos os reféns”, afirmou o ministro durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Ele declarou também que a criação de um Estado Palestino Livre e soberano que conviva com estado de Israel “é condição imprescindível para a paz”. Almeida ressaltou esperar que a ONU reconheça que a ocupação israelense em territórios palestinos é ilegal e viola normas internacionais.

“Incitamos que Israel cumpra integralmente com as medidas emergenciais determinadas pelo tribunal [da ONU], no sentido que cessem as graves violações dos direitos humanos”, afirmou. Ele citou o artigo II da Convenção de 1948 sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio como justificativa para o governo israelense interrompa os ataques.

 

O artigo II diz que qualquer um dos seguintes atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso é considerado genocídio:

  • Matar membros de um grupo;
  • Causar sérios danos físicos ou mentais a membros do grupo;
  • Submeter intencionalmente o grupo a condições de vida que podem ocasionar a morte;
  • Impor medidas destinadas a impedir o nascimento de crianças no grupo;
  • Realizar a transferência forçada de crianças

 

Por fim, o ministro declarou que o Brasil deve se opor firmemente a toda forma de antissemitismo e islamofobia.

Conflito entre Brasil e Israel

 

Há cerca de uma semana, Lula (PT) classificou como “genocídio” e “chacina” a resposta de Israel na Faixa de Gaza aos ataques terroristas promovidos pelo Hamas no início de outubro. Ele comparou a ação israelense ao extermínio de milhões de judeus pelos nazistas chefiados por Adolf Hitler no século passado.

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus”, disse Lula.

 

O petista fez a afirmação após ser questionado sobre a decisão de alguns países de suspender repasses financeiros à Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês). Horas depois, o governo de Israel declarou Lula como uma “persona non grata”.

O termo só seria retirado se o presidente brasileiro pedisse desculpas — o que não de acontecer. Segundo o blog da Daniela Lima, o governo descartou um pedido o de desculpas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A primeira-dama, Janja, disse apenas que seu marido ‘se referiu ao governo genocida, e não ao povo judeu’ ao comparar ação de Israel em Gaza ao Holocausto.

G1

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