Salvador, 28 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Consumo de álcool aumenta riscos cardiovasculares e afeta a saúde de forma ampla, alerta cardiologista

Cardiologista do Núcleo TB, Carolina Thé, reforça que não existe dose segura para o coração

O consumo de bebidas alcoólicas, mesmo em pequenas quantidades, pode trazer sérios prejuízos à saúde, especialmente ao sistema cardiovascular. O alerta é da cardiologista Carolina Thé, do Núcleo TB, que chama atenção para os impactos do álcool no organismo e para a necessidade de conscientização da população sobre seus riscos.

De acordo com a médica, o álcool está associado ao aumento da pressão arterial, ao desenvolvimento de arritmias cardíacas, como a fibrilação atrial, além de contribuir para o risco de infarto e insuficiência cardíaca. “Durante muito tempo se acreditou que o consumo moderado de álcool poderia ser benéfico para o coração, mas evidências científicas mais recentes mostram que não existe uma quantidade segura quando falamos em saúde cardiovascular”, explica a cardiologista.

Além dos efeitos diretos no coração, o álcool também prejudica outros sistemas do corpo. A substância é classificada como cancerígena e está relacionada ao aumento do risco de diversos tipos de câncer, além de provocar danos ao fígado, ao pâncreas e ao cérebro. “O consumo frequente de álcool gera um estado inflamatório no organismo, danifica órgãos de forma silenciosa e sobrecarrega o metabolismo, o que impacta negativamente a saúde como um todo”, destaca Carolina Thé.

A cardiologista do Núcleo TB acrescenta que o álcool também interfere no funcionamento do sistema nervoso, podendo desencadear ou agravar quadros de ansiedade, prejudicar a qualidade do sono e comprometer funções cognitivas ao longo do tempo, inclusive com a redução do volume cerebral. “Esses efeitos costumam ser subestimados, mas impactam diretamente o bem-estar, a memória, a concentração e até a motivação no dia a dia”, pontua.

Outro ponto de atenção, segundo a especialista, é a influência do álcool no ganho de peso e na redução da eficácia de medicamentos, inclusive os utilizados no tratamento de doenças cardíacas. “Para quem já possui fatores de risco, como hipertensão, diabetes ou colesterol elevado, o consumo de álcool potencializa ainda mais as chances de complicações”, afirma.

Para Carolina Thé, a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. “Reduzir ou evitar o consumo de álcool é uma escolha que traz benefícios reais e mensuráveis para a saúde física e mental. Nosso papel, como profissionais, é orientar com base na ciência e ajudar as pessoas a tomarem decisões mais conscientes”, conclui.

Sobre o Núcleo TB

O Núcleo TB é um centro dedicado à promoção da saúde, prevenção de doenças e cuidado integral do paciente, reunindo profissionais especializados e atuando com base em evidências científicas e abordagem multidisciplinar.

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