Salvador, 12 de fevereiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Carnaval na Bahia reforça alerta para prevenção às ISTs

Testar, tratar e se proteger ainda é a forma mais eficaz de reduzir novas infecções e cuidar da própria saúde.

 

A chegada do Carnaval na Bahia acende o alerta, especialmente para o público mais jovem, sobre a importância da prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A combinação de maior sociabilidade, consumo de álcool e relações sexuais sem proteção pode aumentar o risco de exposição durante o período de festa, e a prevenção continua sendo a principal estratégia. Nesse contexto, especialistas reforçam a necessidade de adotar medidas de prevenção e ampliar a conscientização sobre os riscos durante o período festivo.

“Em períodos como o Carnaval, a recomendação é reforçar ainda mais os cuidados: usar camisinha, evitar relações sob efeito intenso de álcool e, diante de qualquer situação de risco, procurar um serviço de saúde o quanto antes. Entre os jovens, ainda há baixa percepção de risco e redução do uso do preservativo em algumas situações, o que contribui para o aumento das infecções”, afirma Filipe Bonfim, professor de Enfermagem do Centro Universitário Ages, integrante do maior e mais inovador ecossistema de educação de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima.

As ISTs seguem como um problema relevante de saúde pública no Brasil e na Bahia. Entre as infecções mais frequentes estão sífilis, gonorreia, clamídia, HPV e HIV. Especialistas lembram que muitas delas podem não apresentar sintomas no início, o que facilita a transmissão e contribui para o diagnóstico tardio. Quando não tratadas, as ISTs podem causar complicações sérias, como infertilidade, câncer relacionado ao HPV, problemas neurológicos associados à sífilis e comprometimento do sistema imunológico, no caso do HIV.

A principal forma de prevenção continua sendo o uso do preservativo em todas as relações sexuais. Além disso, o sistema de saúde oferece outras estratégias importantes, como testagem rápida, vacinação contra HPV e hepatite B e o acesso à profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e à profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP), medidas eficazes de prevenção ao vírus.

PrEP, PEP e DoxiPEP

A PrEP é um medicamento de uso contínuo indicado para pessoas com maior risco de exposição ao HIV, reduzindo significativamente as chances de infecção. Já a PEP é uma medida de urgência, que deve ser iniciada em até 72 horas após uma possível exposição ao vírus, como em casos de relação sexual sem proteção ou rompimento do preservativo.

Outra estratégia em estudo é a DoxiPEP, que consiste no uso de antibiótico após a relação sexual desprotegida para reduzir o risco de algumas infecções bacterianas, como sífilis, clamídia e gonorreia. A PrEP e a PEP estão disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a DoxiPEP deve ser utilizada apenas com orientação de um profissional de saúde.

“É importante que as pessoas tenham informações sobre a PrEP, a PEP e a DoxiPEP, pois ainda são estratégias pouco conhecidas por boa parte da população. Ampliar esse entendimento é uma forma de fortalecer a prevenção ao HIV. Mas é fundamental reforçar que nenhuma delas substitui o preservativo, que continua sendo a principal forma de prevenção contra as ISTs. O ideal é adotar a prevenção de forma combinada”, ressaltou Filipe Bonfim.

O reforço das estratégias de prevenção é fundamental diante do cenário epidemiológico. Dados do Ministério da Saúde apontam aumento dos casos de sífilis nos últimos anos, principalmente entre jovens, enquanto o HIV ainda registra milhares de novos casos anualmente no país, com maior concentração na faixa de 15 a 29 anos. Na Bahia, os números seguem expressivos: entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, foram diagnosticados 11.187 casos de HIV/Aids em todas as idades no estado. Destes, 5.212 casos (47%) ocorreram entre pessoas de 20 a 34 anos, faixa etária mais afetada.

Sobre a Ages

Há 43 anos, a Ages nasceu com o propósito de levar educação de qualidade ao interior do Nordeste, ampliando as oportunidades para as pessoas da região. Com raízes firmes em Paripiranga (BA), a instituição expandiu sua atuação para os municípios baianos de Jacobina, Irecê e Senhor do Bonfim. Desde 2019, a Ages integra o Ecossistema Ânima, o maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do Brasil. Atualmente, oferece mais de 40 cursos de graduação e pós-graduação. Na área de serviços à comunidade, a instituição se destaca por meio da CliAges, que já realizou mais de 25 mil atendimentos nas áreas de saúde e bem-estar. Reconhecida por sua excelência acadêmica, a Ages recebeu nota máxima do MEC no campus de Paripiranga, que hoje é um Centro Universitário. Saiba mais em: www.ages.edu.br

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