Salvador, 27 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Longevidade ativa: manter estímulos promove envelhecimento saudável

Especialista explica como o aprendizado contínuo faz a diferença para qualidade de vida na terceira idade

A população brasileira tem passado por uma transformação demográfica: os dados do último Censo1 apontam que a população com mais de 65 anos aumentou em 57,4% de 2010 a 2022, o que em números absolutos significa que o Brasil tem mais de 32 milhões de idosos. O assunto ganhou mais força com o tema da redação do Enem 2025 “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, em que os estudantes foram motivados a refletir sobre iniciativas que valorizem a qualidade de vida dos idosos no Brasil.

 

Envelhecer com qualidade vai muito além da saúde física. A manutenção da memória, da atenção e da agilidade mental é determinante para garantir independência e participação ativa na sociedade. Bruna Duarte Vitorino, pedagoga e especialista em educação na rede Kumon, destaca que atividades que estimulam foco, associação de ideias e resolução de problemas são fundamentais para manter o cérebro ativo. “Práticas como a leitura frequente, desafios graduais, cálculos, exercícios de lógica e o aprendizado de novos idiomas fortalecem as conexões neurais, contribuindo para uma mente mais ágil, desperta e resiliente”, afirma.

 

Com isso, tem surgido a filosofia de lifelong learning, que prega o aprendizado contínuo por toda a vida, que se estende além da educação formal. A especialista explica que o conceito “propõe que aprender não é uma etapa limitada à infância ou juventude, mas um hábito que pode, e deve, ser cultivado em qualquer fase. Quando o estudo se incorpora à rotina, mesmo em pequenos intervalos diários, oferece estímulo constante ao cérebro, amplia a sensação de autonomia e cria um ambiente propício para manter a cognição ativa na maturidade”.

 

Mesmo com tantos benefícios, ainda é comum que pessoas na terceira idade acreditem, de forma equivocada, que já não precisam ou não conseguem aprender. A pedagoga conta como combater esse estigma: “A melhor forma de combater essa ideia é mostrar que aprender não é só adquirir conhecimento, mas cuidar do cérebro, da autonomia e da autoestima. Como o cérebro continua criando conexões ao longo da vida, estudar no próprio ritmo transforma a sensação de ‘não dou conta’ em motivação. Enfrentar desafios intelectuais fortalece a memória, aumenta a confiança e amplia a independência”.

 

Ivanilda de Lourdes, aluna da unidade Kumon São Bernardo do Campo – Alves Dias, encontrou no Kumon uma nova forma de ampliar horizontes. Aos 70 anos, ela estuda inglês pelo tablet e escolheu o curso para se sentir mais preparada nas viagens que costuma fazer sozinha e para conseguir conversar melhor com a família e os amigos da filha, que mora na Carolina do Norte (EUA), já que muitos deles não falam português.

 

Ela conta que o aprendizado trouxe benefícios que vão além da comunicação: sua memória para palavras, antes uma dificuldade, apresentou grandes melhorias. “Eu percebi que minha memória ficou muito mais ativa. Antes, eu esquecia palavras simples. Hoje, com o Kumon, sinto que estou evoluindo e me sinto mais segura para conversar e viajar sozinha”, afirma Ivanilda.

 

Por fim, Bruna também chama atenção para os impactos positivos para o idoso e para a sociedade: “Para o indivíduo, o hábito de exercitar a mente traz benefícios diretos: melhora da memória, maior capacidade de concentração, mais confiança para lidar com situações do dia a dia e sensação de propósito. Já para a sociedade, adultos mais velhos atuantes e engajados significam inclusão, troca intergeracional e menor impacto futuro nos sistemas de saúde e assistência, um movimento essencial para um país que envelhece rapidamente”, explica.

 

O método Kumon incentiva um estudo contínuo, constante e estruturado, pensado para todas as idades. Com atividades graduais e personalizadas, o estudante desenvolve disciplina, autonomia e capacidade de concentração, habilidades essenciais para manter o cérebro ativo em qualquer fase da vida.

 

Nas disciplinas, esse desenvolvimento se amplia: a Matemática fortalece o raciocínio lógico e a resolução de problemas; o Português impulsiona a alfabetização, o vocabulário, a leitura e a escrita, especialmente para alunos que retomam os estudos após muitos anos; e o Inglês estimula novas conexões cognitivas ao expandir a compreensão e o uso de um segundo idioma.

 

Ao integrar essas habilidades, o método oferece uma jornada de aprendizado permanente, que acompanha e transforma o aluno ao longo de toda a vida. Para mais informações acesse o site kumon.com.br

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