Salvador, 7 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Estudo revela os principais efeitos da insegurança na saúde e qualidade de vida das brasileiras

Two girls stroll through the evening lights of the city

Estresse, dor de cabeça, insônia são alguns dos efeitos

Dados acabam de ser revelados pela Verisure, que investigou o impacto da 

falta de segurança no bem-estar de centenas de entrevistadas

Em um contexto marcado pela sensação constante de vulnerabilidade, quais são os impactos da insegurança na saúde e no bem-estar das brasileiras?

Um estudo recente ouviu centenas de entrevistadas de diferentes regiões e descobriu a resposta: hoje, 7 em cada 10 mulheres admitem se sentir mais estressadas ou em frequente estado de alerta por medo de furtos, roubos e da violência, preocupação que também têm gerado cansaço mental (47,9%) e problemas com sono (34,9%).

Os dados são da Verisure, empresa de alarmes monitorados que, recentemente, buscou entender como a percepção de risco afeta o equilíbrio emocional e os hábitos cotidianos em diferentes regiões — entre os maiores receios, a interferência no dia a dia e estratégias para se sentir mais protegido, dentro e fora de casa.

Mais do que se refletir no próprio corpo, de acordo com as respondentes, medos como ser roubada ou ter a própria residência invadida vêm levando a uma série de hábitos e mudanças, como alterar rotas e trajetos diariamente (59,9%), recorrer a itens de autoproteção (32,5%) e investir em soluções como câmeras, sensores e alarmes (47,2%).

Mulheres revelam os efeitos da insegurança na saúde e no bem-estar

Se, no começo de janeiro, uma pesquisa do Instituto Ipsos revelou que o crime e a violência são as maiores preocupações, hoje, no país (à frente de questões como a corrupção e saúde), o levantamento da Verisure identificou que essa insegurança não está associada a um único cenário, mas atravessa diferentes espaços do cotidiano dos brasileiros… em especial, delas.

Quando questionadas sobre seus principais receios no dia a dia, as respostas das entrevistadas não causaram surpresa: 70,5% delas apontaram ter medo constante de roubos e furtos, enquanto outras temem sofrer violência física (64,7%) ou ter a própria residência invadida (64,7%) — preocupação muito mais considerável do que entre os homens (42,7% e 58,1%).

Mais do que algo pontual, aliás, a pesquisa mostra que a sensação de insegurança tem impactado diretamente a saúde emocional das brasileiras.

De um lado, por exemplo, 7 em cada 10 respondentes disseram que medos relativos à segurança as tornaram mais estressadas ou amplificaram a sensação constante de alerta. De forma similar, 47,9% reconheceram que isso costuma vir junto de certo cansaço mental, parcela similar à das que enfrentam problemas de sono (34,9%) em decorrência de barulhos suspeitos, movimentos ou demais sinais de que sua casa está sob risco.

Além do bem-estar: como a insegurança impacta a rotina das brasileiras?

Para além dos impactos emocionais, ao longo do levantamento, uma parcela expressiva das entrevistadas admitiram que receios relacionados à violência as levaram a repensar algumas dinâmicas e decisões práticas no dia a dia — o que, por sua vez, tem levado a mudanças de hábito com o objetivo de cuidar da própria segurança.

No campo do lazer e da circulação urbana, as restrições aparecem de forma ainda mais evidente. Evitar sair de casa à noite, por exemplo, foi algo mencionado em 70,5% das respostas (entre os homens, o medo é menor e aparece em 60%), decisão tão comum quanto deixar de retornar para casa em determinados horários por medo de algo pior (55,4%).

Dentro de casa, o medo também tem imposto alguns limites. Deixar crianças ou idosos sozinhos (37,6%) ou atender à porta em determinadas situações (40,4%) — seja pelo horário, seja pela ausência de familiares — foram algumas das situações mais compartilhadas pelas mulheres consideradas, que também procuram não viajar ou ficar longos períodos fora (29,7%) e deixar o pet sozinho (22,2%).

Práticas e soluções para se sentir protegida

Diante da percepção crescente de insegurança, algo que a Verisure descobriu é que, em 2026, muitas brasileiras têm adotado medidas práticas para reduzir riscos e incidentes no cotidiano.

Entre as iniciativas mais comuns para as entrevistadas está evitar deixar objetos de valor visíveis, comportamento adotado por 67,4%. Há quem também faça o possível para alterar rotas e trajetos no dia a dia (59,9%), bem como manter contato frequente com familiares ou vizinhos para o caso de eventuais problemas (55,8%).

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