Salvador, 26 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Esporotricose em gatos: saiba identificar sintomas e como buscar atendimento em Salvador

Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

A esporotricose, micose causada por fungos e popularmente conhecida como “doença do jardineiro”, preocupa por sua capacidade de infectar tanto felinos quanto humanos. Somente neste ano, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já notificou 151 casos da doença em gatos na capital baiana. Para conter o avanço da zoonose, a Prefeitura, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), mantém uma estrutura especializada para diagnóstico, que inclui uma Unidade Móvel de Zoonoses, inaugurada em 2022.

Desde então, a equipe de médicos-veterinários do CCZ realiza a avaliação contínua de animais com suspeita da doença, atuando diretamente no controle da disseminação do fungo. O serviço não funciona por demanda espontânea: é necessário solicitar atendimento pelo canal Fala Salvador, no número 156. Após o registro, a avaliação é agendada por contato telefônico.

A subcoordenadora de Apoio e Diagnóstico do CCZ, Ivana Barbosa, alerta que a infecção exige atenção redobrada dos tutores, especialmente diante de sinais clínicos sugestivos da doença. “Os animais podem apresentar feridas na pele que não cicatrizam, nódulos, quadro respiratório, aumento de volume nasal, espirros e dificuldade para respirar. Ao observar qualquer um desses sinais, o responsável deve procurar um médico-veterinário para avaliação clínica do animal”, orientou.

A transmissão para humanos ocorre, principalmente, pelo contato com o fungo presente nas lesões e secreções de animais infectados, mas também pode acontecer em ambientes com matéria orgânica, como solo, cascas de árvores e espinhos de plantas. Por isso, medidas simples podem reduzir o risco de contágio. “Durante o manejo dos animais, é importante utilizar luvas e higienizar as mãos, manter o animal doente isolado, dar destinação adequada a cadáveres e evitar que os animais tenham acesso à rua. A castração também ajuda a reduzir fugas. Recomenda-se, ainda, a limpeza de quintais para evitar acúmulo de matéria orgânica, já que o fungo vive nesses ambientes”, explicou.

Tratamento – A esporotricose tem tratamento, e o abandono de animais infectados agrava o problema de saúde pública. Segundo a subcoordenadora, a prática deve ser combatida, pois, além de contribuir para a disseminação da doença, configura crime e transforma o animal em vetor descontrolado do fungo.

Além do suporte diagnóstico, a Prefeitura oferece tratamento gratuito para animais cujos responsáveis comprovem hipossuficiência financeira. Para ter acesso, é necessário atender a critérios como garantir o isolamento do animal, apresentar prognóstico clínico favorável e assegurar a posse responsável. O tratamento é acompanhado pela equipe do CCZ até a cura, com a realização de revisões periódicas obrigatórias.

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