Salvador, 8 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Mais de 70 integrantes da torcida Bamor são conduzidos para delegacia com bombas caseiras e facas

Setenta e sete integrantes da torcida organizada Bamor Nova Era, sendo 32 deles menores de idade, foram conduzidos para uma delegacia de Salvador, no sábado (25), com bombas caseiras, facas, soqueiras, foguete, taco de beisebol, barras de madeira, entre outros equipamentos. A situação aconteceu no bairro da Boca do Rio, antes do jogo do Bahia contra o Santos.

Segundo apuração da TV Bahia, o grupo foi abordado por agentes do 39º Batalhão da Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) enquanto se reunia antes de seguir para o estádio, na Praça Agnelo de Brito, onde acompanharia a partida.

A abordagem aconteceu após denúncias de moradores sobre a aglomeração. Em um vídeo, é possível ver o momento em que equipes policiais conduzem os envolvidos.

Durante a ação, os agentes apreenderam equipamentos de som usados no evento, além de outros materiais, como bombas caseiras, facas, soqueiras, um foguete, um taco de beisebol, barras de madeira e uma balaclava — acessório utilizado para ocultar a identidade.

Todos os suspeitos foram encaminhados à Central de Flagrantes, juntamente com o material apreendido, onde assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados.

Ainda no sábado, dois homens e duas mulheres foram detidos com drogas e soqueiras no bairro de Nazaré.

Denúncias de abuso de autoridade
No domingo (26), a Bamor Nova Era emitiu uma nota de repúdio nas redes socias contra ações da Polícia Militar nas imediações da sede social do grupo, no bairro de Nazaré. Na publicação, o grupo denunciou supostos casos de abuso de autoridade.

“A Torcida Organizada Bamor vem, por meio desta, manifestar o nosso mais veemente repúdio a todos os atos de abuso de autoridade e covardia policial sofridos de forma recorrente nas imediações da nossa Sede Social”, afirmou.

No texto, o grupo criticou ações que, segundo o grupo, teriam sido marcados por truculência e uso excessivo da força contra integrantes da torcida, incluindo mulheres e crianças.

“São inúmeras as ocorrências marcadas por truculência e excesso, muitas delas sem qualquer tipo de justificativa, que têm atingido até mesmo ambulantes, mulheres e crianças que frequentam o nosso espaço. Há meses vêm sendo divulgadas imagens que denunciam a péssima atuação das guarnições comandadas pelo Major Cleiton de Jesus e evidenciam a falta de preparo das mesmas”, disse em nota.

A organizada cobrou ainda apuração sobre os fatos para identificar possíveis excessos cometidos por agentes durante as ações.

“Após mais um grave episódio na noite de ontem e diante de todas as provas coletadas ao longo de diversos jogos, a TORCIDA BAMOR exige que a Corregedoria da Polícia Militar da Bahia instaure uma rigorosa e imediata apuração dos fatos, a fim de identificar e responsabilizar os agentes envolvidos, garantindo a integridade física e moral de todos os cidadãos presentes nos jogos do Esporte Clube Bahia”.

G1

Veja também

Joá SouzaGOVBA (1)
Desfile cívico-militar marca celebração dos 204 anos da Independência do Brasil em Salvador
Programação reúne representantes das forças de segurança, estudantes e representantes da sociedade civil...
Desfile de 7 de Setembro é realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Programação do Dia da Independência contou com desfile cívico-militar e blocos temáticos sobre soberania...
larissa-cruz-morata-foi-encontrada-morta-na-casa-em-que-morava-com-o-marido-o-policial-militar-vinicius-costa-silva-em-embu-das-artes-1788791461119_v2_1136x956
Policial militar é preso suspeito de feminicídio em Embu das Artes
Larissa Morata, mulher do PM, morreu com um tiro na cabeça A Polícia Civil cumpriu, na tarde desta segunda-feira...
corinthians_-_brasileirao_feminino
Brasileiro Feminino: Corinthians vai às semifinais e enfrenta o Bahia
Brabas superam Cruzeiro e mantém vivo sonho do oitavo título nacional O Corinthians, pela décima vez...

Opinião

WhatsApp Image 2026-08-24 at 12.03
Opinião: Formação profissional em jornalismo: o debate que o futuro exige