Salvador, 24 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Laboratório Maker leva inovação e fortalece pesquisa científica entre estudantes indígenas, em Coroa Vermelha

A ciência ganhou novos caminhos no Colégio Estadual Indígena Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, com a implantação de um Laboratório Maker por meio do Programa Mais Ciência na Escola, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a Secretaria da Educação do Estado (SEC). Equipado com impressora 3D, televisão de 50 polegadas, impressora multifuncional, aparelho celular e outros recursos tecnológicos, o espaço amplia as experiências práticas dos estudantes indígenas da rede estadual e fortalece os clubes de Ciência da unidade.

Resultado de um processo contínuo de fortalecimento da educação escolar indígena, o colégio se consolidou como referência no território Pataxó, ao longo dos últimos anos. Atualmente, atende a cerca de 600 jovens de aldeias dos municípios de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro, com estrutura moderna, salas climatizadas, laboratório de informática, quadra poliesportiva e espaços voltados às práticas tradicionais do povo Pataxó. A escola também ampliou a oferta do Ensino Médio com unidades anexas em diferentes comunidades indígenas.

A coordenadora de Educação Escolar Indígena do Núcleo Territorial de Educação da Costa do Descobrimento (NTE 27), Siuane Pataxó, destacou que a implantação do laboratório nasceu do interesse despertado nos estudantes durante visitas e projetos científicos realizados em parceria com a Fiocruz Bahia. “A instalação do laboratório representa um acréscimo significativo às nossas pesquisas. Nosso trabalho com plantas medicinais e remédios caseiros será ainda mais valorizado, enriquecendo a produção científica do colégio indígena”. Ela também ressaltou o entusiasmo dos alunos com os primeiros testes realizados na impressora 3D e o fortalecimento do Clube de Ciência da escola.

O diretor da unidade escolar, Railson Braz, afirmou que a chegada do Laboratório Maker inaugura uma nova etapa no processo de ensino e aprendizagem da unidade. “Nossos alunos serão os maiores beneficiados, pois o laboratório oferecerá condições para um aprendizado de qualidade, essencial em nosso contexto atual”. Segundo ele, o novo espaço amplia as oportunidades de formação tecnológica e incentiva os estudantes a desenvolverem projetos científicos conectados à realidade das comunidades indígenas.

Entre os estudantes, a expectativa é a de mais possibilidades para pesquisa, cultura e inovação. Maria Eduarda, da 2ª série do Ensino Médio em Tempo Integral, afirmou que o espaço poderá fortalecer conhecimentos em tecnologia e valorizar manifestações culturais indígenas. Já Amanda Monteiro, integrante do Clube de Ciências, destacou que o laboratório facilitará pesquisas desenvolvidas em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). “A implementação do laboratório tornará as pesquisas mais acessíveis e práticas, além de promover um aprimoramento em nosso processo de aprendizado.”

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