Salvador, 5 de novembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Teste do pezinho é aliado fundamental na prevenção de doenças e no cuidado precoce dos recém-nascidos

Entre 2023 e 2025, a Bahia realizou cerca de 427 mil exames, de acordo com o MS; especialistas recomendam uma maior abrangência do teste e das doenças investigadas

Realizado nos primeiros dias de vida do bebê, o teste do pezinho, que tem o dia nacional celebrado neste sábado, 6, é uma das principais ferramentas de prevenção e cuidado na saúde infantil. O exame permite identificar precocemente doenças genéticas, metabólicas e infecciosas que, na maioria dos casos, não apresentam sinais ou sintomas ao nascimento. A hematologista Silvana Fahel, médica consultora do Sabin Diagnóstico e Saúde, destaca que, quando detectadas de forma antecipada, essas condições podem ser acompanhadas e tratadas adequadamente.

“O exame do teste do pezinho é um exame de triagem, não é de diagnóstico. Por isso, a gente analisa o resultado juntamente com o histórico do bebê: se é um prematurinho, se é um bebezinho de baixo peso, se está na UTI, qual é a alimentação que está tomando, quando o exame foi colhido, como foi feita a coleta. Então, tudo isso tem influência no resultado de alguns exames. Com base nessas informações iniciais, o teste pode ser repetido ou complementado com outros exames para se ter um diagnóstico definitivo”, explica.

A especialista recomenda que a coleta para o teste do pezinho seja realizada entre 36 e 48 horas após o nascimento do bebê, período considerado ideal para garantir maior confiabilidade dos resultados sem comprometer a rapidez necessária para o início dos cuidados ou acompanhamento especializado. “A detecção precoce ajuda a reduzir o risco de sequelas permanentes e até mesmo de mortalidade, além de contribuir para uma melhor qualidade de vida da criança e de toda a família”, pontua.

Números no Brasil e na Bahia

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), entre os anos de 2023 e 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou aproximadamente 6,13 milhões de testes do pezinho em todo o Brasil. Já na Bahia, no mesmo período, o registro foi de cerca de 427 mil exames. A pasta ainda informou que regulamentou a ampliação do teste do pezinho em todo o país e que, no ano passado, aumentou o orçamento da área em 30%.

O Ministério da Saúde informou que a regra publicada em 2025 permite que estados e municípios ampliem o número de doenças analisadas conforme a capacidade e que, atualmente, o Programa Nacional de Triagem Neonatal já inclui doenças como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, outras hemoglobinopatias, fibrose cística, além de hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. A Atrofia Muscular Espinhal (AME) já é rastreada em alguns lugares por iniciativa local, como Minas Gerais e o Distrito Federal.

Teste do pezinho do Sabin investiga 72 patologias

Silvana Fahel destaca que a ampliação do acesso e do número de doenças investigadas é considerada fundamental para assegurar que todos os recém-nascidos tenham as mesmas oportunidades de diagnóstico e cuidado, independentemente de onde vivem. Nesse cenário, o Sabin Diagnóstico e Saúde investe continuamente em inovação, tecnologia e atualização científica para oferecer exames cada vez mais completos e seguros.

A empresa, que é um dos maiores grupos de diagnóstico e saúde do país, acompanha a evolução das metodologias e das doenças passíveis de rastreamento, buscando ampliar a capacidade de detecção precoce. O avanço tecnológico também tem permitido a incorporação de análises de biologia molecular, aumentando a precisão dos resultados.

Entre os diferenciais oferecidos pelo Sabin está o Pezinho Premium, versão ampliada do exame que reúne um conjunto abrangente de metodologias bioquímicas, enzimáticas e moleculares para investigar 72 patologias, como doenças raras e genéticas. Dentre elas, a AME, imunodeficiência combinada grave (SCID) e doenças lisossômicas. O perfil é indicado para qualquer recém-nascido e pode ser uma opção para as famílias que desejam uma investigação mais ampla ou que possuem histórico familiar de determinadas condições hereditárias.

“A ampliação do número de patologias para rastreamento é extremamente importante, especialmente no contexto da saúde pública. Estamos falando de um grande conjunto de doenças graves, que precisam ser diagnosticadas precocemente e para as quais já existem cuidados e tratamentos instituídos”, ressalta ela, acrescentando que “o Sabin está sempre analisando às patologias que podem ser incluídas no teste do pezinho, quais são as melhores metodologias, o que que a gente pode fazer para ter esse diagnóstico mais completo, esse diagnóstico com mais cuidado e atenção para as crianças”.

A hematologista conclui complementando que a identificação antecipada permite iniciar rapidamente a investigação e, quando necessário, o tratamento, modificando de forma significativa a evolução natural de diversas doenças que poderiam comprometer o desenvolvimento da criança ao longo da vida.

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