Os governos dos Estados Unidos e do Irã anunciaram neste domingo (14) a conclusão de um acordo de paz que prevê o encerramento imediato e permanente das operações militares entre os dois países. A informação foi divulgada inicialmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e posteriormente confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Em publicação na rede social X, Sharif afirmou que o entendimento põe fim às ações militares em todas as frentes do conflito, incluindo operações no Líbano. Segundo o premiê paquistanês, a assinatura oficial do acordo está prevista para ocorrer na próxima sexta-feira (19), na Suíça.
O líder paquistanês agradeceu aos governos dos Estados Unidos e do Irã pelo compromisso com uma solução diplomática e destacou o papel de países como Catar, Arábia Saudita e Turquia na mediação das negociações.
“Gostaríamos de agradecer aos Estados Unidos da América e à República Islâmica do Irã pelo seu compromisso em encontrar uma solução diplomática para o conflito”, escreveu Sharif.
Ainda de acordo com o primeiro-ministro, representantes dos países envolvidos participarão de reuniões ao longo da semana para definir detalhes técnicos e preparar a implementação do acordo antes da cerimônia oficial.
Pouco depois, o presidente Donald Trump confirmou o anúncio por meio da plataforma Truth Social.
“O acordo com a República Islâmica do Irã está completo. Parabéns a todos!”, publicou o chefe da Casa Branca.
Na mesma mensagem, Trump anunciou o fim imediato do bloqueio naval norte-americano no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
“Autorizo totalmente a abertura sem pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!”, declarou.
O anúncio também foi repercutido pela agência estatal iraniana IRNA, que reproduziu as declarações de Trump e de Shehbaz Sharif, reforçando a confirmação do entendimento entre Washington e Teerã.
Caso seja formalizado na próxima sexta-feira, o acordo representará um marco nas relações entre os dois países, encerrando oficialmente as hostilidades e abrindo caminho para uma nova etapa de negociações diplomáticas com apoio de aliados da região.

