Segundo mapeamento da Mensa Brasil, que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais e afiliada da Mensa Internacional, há 3,1 mil crianças e adolescentes e 3,9 mil adultos mapeados no País
– A Associação Mensa Brasil, principal entidade no País que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais no País e representante oficial da Mensa Internacional, maior organização de alto QI do mundo, acaba de registrar a a marca de 7 mil brasileiros identificados com superdotação, também chamados de “superinteligentes”, incluindo 3,1 mil crianças e adolescentes e 3,9 mil adultos mapeados.
A marca coloca o Brasil na oitava colocação do ranking mundial da entidade com maior número de indivíduos identificados com alto QI. Segundo mapeamento, do total de pessoas identificadas no Brasil, o estado de São Paulo lidera a lista, com 2645 superinteligentes. Em seguida estão Rio de Janeiro, com 686 pessoas, Minas Gerais, com 599, Paraná, com 561, e Distrito Federal, com 439 (veja lista completa abaixo).
De acordo com a entidade, cerca de 44,3% dos identificados são menores de idade. A primeira criança entrou na entidade em setembro de 2006, quando tinha 9 anos. Os identificados mais novos atualmente pela Mensa Brasil possuem 2 e 3 anos de idade. Já o identificado com mais idade possui atualmente 75 anos.
O marco atingido no Brasil acontece em meio a publicação, no dia 18/6, da Lei nº 15.436, que institui a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD). Para a entidade, a matéria representa um importante passo para a educação brasileira e para milhões de estudantes que, por décadas, permaneceram invisíveis às políticas públicas, mas ainda é necessária uma regulamentação adequada e a efetiva implementação prática nas escolas brasileiras.
A aprovação da nova política atende a uma demanda histórica de famílias, educadores, pesquisadores e entidades que atuam na defesa das pessoas superdotadas. No entanto, o verdadeiro sucesso da medida dependerá da sua implementação prática, no cotidiano das escolas
Na avaliação de Julio Cesar Campos Filho, presidente da Associação Mensa Brasil, o País precisa, no entanto, avançar em mecanismos e iniciativas que acelerem os processos de identificação de pessoas com inteligência significativamente acima da média. “Vale lembrar que identificar indivíduos com alto QI, uma iniciativa que desenvolvemos periodicamente no Brasil, com testes a cada dois meses, vai muito além da formação de um grupo associativo. Trata-se de reconhecer talentos, conectar potenciais e evitar que capacidades extraordinárias passem despercebidas ao longo da vida”, comenta.
“O Brasil ainda desperdiça muitos desses potenciais simplesmente porque essas pessoas nunca foram identificadas”, afirma Julio Cesar. “Muitas crescem sem compreender suas próprias características, sem estímulo adequado e, muitas vezes, sem encontrar espaços onde possam desenvolver plenamente suas habilidades. A Mensa Brasil quer contribuir justamente com essa luta: ajudar essas pessoas a se reconhecerem, se conectarem e perceberem que não estão sozinhas”, conclui.
Superdotados identificados por estado
Acre (AC): 4
Amapá (AP): 10
Amazonas (AM): 28
Pará (PA): 48
Rondônia (RO): 12
Roraima (RR): 4
Tocantins (TO): 14
Alagoas (AL): 35
Bahia (BA): 273
Ceará (CE): 121
Maranhão (MA): 37
Paraíba (PB): 54
Distrito Federal (DF): 439
Goiás (GO): 114
Mato Grosso (MT): 84
Mato Grosso do Sul (MS): 50
Espírito Santo (ES): 134
Minas Gerais (MG): 599
Rio de Janeiro (RJ): 686
São Paulo (SP): 2.645
Paraná (PR): 561
Rio Grande do Sul (RS): 334
Santa Catarina (SC): 360
Não informado: 381

