Salvador, 24 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Dor durante a relação, ressecamento íntimo e desconforto não são problemas exclusivos da menopausa

Especialista alerta que sintomas ainda cercados de tabu podem afetar mulheres em diferentes fases da vida e comprometem a qualidade de vida, a autoestima e a saúde sexual

Embora muitas vezes sejam associados apenas à menopausa, sintomas como ressecamento vaginal, dor durante as relações sexuais e desconforto íntimo podem surgir em diferentes fases da vida da mulher. Pós-parto, amamentação, alterações hormonais, uso de alguns medicamentos e outras condições ginecológicas também podem estar relacionados ao problema.

A dor durante a relação sexual, conhecida como dispareunia, afeta cerca de uma em cada dez mulheres, segundo estudos internacionais, mas ainda é um tema pouco discutido nos consultórios. Muitas pacientes convivem com os sintomas por anos, acreditando que fazem parte da rotina ou que não há tratamento.

Para a ginecologista Dra. Camila Bolonhezi, do Instituto Macabi, esse é um dos principais desafios quando o assunto é saúde íntima feminina.

“É muito comum atender mulheres que chegam ao consultório dizendo que aprenderam a conviver com o desconforto. Muitas sentem vergonha de falar sobre o assunto ou acreditam que a dor faz parte da idade, da maternidade ou das mudanças hormonais. Mas esses sintomas merecem investigação e não devem ser normalizados.”

Segundo a especialista, o primeiro passo é identificar a causa dos sintomas, já que diferentes condições podem provocar alterações na região íntima e exigir tratamentos distintos.

“Cada paciente tem uma história clínica e necessidades específicas. Antes de qualquer tratamento, é fundamental uma avaliação individualizada para entender a origem da queixa e definir a melhor abordagem.”

Nos últimos anos, a ginecologia ampliou as opções terapêuticas disponíveis para essas pacientes. Além dos tratamentos clínicos convencionais, novas tecnologias passaram a integrar o cuidado em casos selecionados.

Foi com esse objetivo que o Instituto Macabi incorporou o Laser Monalisa Touch DuoGlide à sua estrutura. A tecnologia pode ser indicada, após avaliação médica, para mulheres com determinadas queixas relacionadas à saúde íntima, como ressecamento vaginal, desconforto durante as relações sexuais e alterações decorrentes de mudanças hormonais ou do pós-parto.

“O laser é mais uma ferramenta disponível dentro da ginecologia moderna. Ele não substitui outros tratamentos e sua indicação depende de uma avaliação criteriosa. O mais importante é mostrar às mulheres que elas não precisam conviver com sintomas que comprometem sua qualidade de vida e que hoje existem diferentes possibilidades de cuidado”, conclui a médica.

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