Salvador, 5 de novembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Diabetes tipo 1 e tipo 2 exigem abordagens diferentes para diagnóstico, tratamento e prevenção

Conhecer os sintomas e os fatores de risco entre os dois tipos da doença é fundamental para uma melhor qualidade de vida

Embora aumentem os níveis de glicose no sangue, o diabetes tipo 1 e o tipo 2 possuem causas, formas de tratamento e estratégias de prevenção bem distintas. Enquanto a primeira é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, a segunda está relacionada, principalmente, à resistência à ação desse hormônio e à perda progressiva da função pancreática.

No Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas vivem com diabetes, sendo que o tipo 2 representa 90% dos casos e tem como principais fatores de risco o excesso de peso e obesidade, falta de atividade física, idade avançada e condições como hipertensão e dislipidemia. A médica endocrinologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Thaisa Trujilho, explica que os sintomas da diabetes, em ambos os tipos, incluem sede excessiva, aumento do volume urinário, perda de peso, fome intensa, fadiga e visão turva.

“A insulina é fundamental para que a glicose entre nas células musculares e adiposas, e seja utilizada como fonte de energia. Nos dois tipos de diabetes, esse mecanismo é comprometido, fazendo com que a glicose se acumule na corrente sanguínea, enquanto as células recebem menos energia. Esse desequilíbrio desencadeia uma série de alterações metabólicas prejudiciais”, explica a especialista.

Ela destaca que a investigação da doença é feita por meio de exames laboratoriais, além da pesquisa de autoanticorpos específicos, que permite diferenciar os outros tipos de diabetes. “O diagnóstico é feito quando a pessoa apresenta sintomas típicos da doença, junto com uma taxa de açúcar no sangue igual ou superior a 200 mg/dL em um exame feito em qualquer horário do dia. Se a pessoa não apresenta sintomas, é necessário a realização de exames, como a glicemia de jejum, o teste de tolerância à glicose e a hemoglobina glicada, que avalia o nível de açúcar no sangue nos últimos três meses”, informa.

Tratamentos

O manejo das duas condições apresenta diferenças importantes. Enquanto o diabetes tipo 1 – que atinge mais crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos – depende obrigatoriamente da terapia com insulina por toda a vida, o tratamento do diabetes tipo 2 costuma começar com mudanças no estilo de vida e o uso de medicamentos orais.

“O tratamento com insulina é essencial para as pessoas com diabetes tipo 1, porque a característica marcante da doença é a função ausente ou quase ausente das células beta pancreáticas. A terapia intensiva com múltiplas injeções diárias ou infusão subcutânea contínua de insulina melhora o controle da doença e está associada a melhores desfechos a longo prazo”, ressalta a médica, acrescentando que o tratamento exige reposição de insulina desde o diagnóstico.

Para o tipo 2, a especialista explica que a adoção de hábitos saudáveis, com uma alimentação equilibrada, priorizando alimentos in natura ou minimamente processados, praticar ao menos 150 minutos de atividade física por semana e controlar o peso corporal. “Além de favorecer a perda de peso, a atividade física melhora a sensibilidade à insulina e o controle glicêmico, contribuindo para a redução do risco de progressão para diabetes. Os benefícios dessas intervenções são duradouros e também incluem melhora da saúde cardiovascular, da pressão arterial, do perfil metabólico e da qualidade de vida”, conclui.

Grupo Sabin

Com 42 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com 7.500 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas. O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente, com 366 unidades distribuídas de norte a sul do país.

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde – Rita Saúde – solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência

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