Projetos imobiliários exploram conceitos de gentileza urbana e walkability para atender um público conectado ao dinamismo e praticidade
Os comportamentos e expectativas das gerações mais jovens seguem moldando a experiência de morar. Seja por motivos relacionados à independência ou futuro profissional, como sair da casa dos pais ou mudar de cidade para estudar e trabalhar, o foco desse público deixou de ser apenas a conquista da primeira moradia. Hoje, fatores atrelados ao estilo e qualidade de vida ganham cada vez mais prioridade.
Segundo um recente levantamento da Brain Inteligência Estratégica, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), 59% dos brasileiros entre 21 e 28 anos pretendem adquirir um imóvel nos próximos meses, índice que torna a Geração Z a faixa etária com maior desejo de compra do país. Mais do que o interesse em construir o próprio lar, especialistas ressaltam que esse movimento também tem influenciado a crescente busca por ambientes que proporcionam bem-estar, sensação de pertencimento e facilidades no dia a dia.
Gabriel Maia, Coordenador Comercial do Grupo Civil, reforça que os atributos atualmente apreciados pelos jovens evidenciam a necessidade de projetos imobiliários capazes de acompanhar rotinas mais dinâmicas e conectadas à cidade. “Existe uma procura e valorização muito maior de empreendimentos que contribuem para uma vida mais equilibrada. Além de tradicionais atrativos como localização estratégica e segurança, isso envolve ambientes multifuncionais, natureza integrada ao cotidiano e relação com o entorno onde está inserido”, explica.
Moradia ligada aos propósitos
Os planos para quem está começando a vida adulta, em busca de formação ou iniciando os primeiros passos na carreira ainda refletem na concepção dos empreendimentos, inclusive no segmento de alto padrão. Além de garantir os tão sonhados metros quadrados, os compradores almejam o acesso às oportunidades que o bairro e as redondezas oferecem. Em meio aos empreendimentos, essas condições têm elevado a exigência no que diz respeito à arquitetura pensada para melhorar a rotina e infraestrutura de serviços.
Em Salvador, o conjunto de fatores que vai muito além do tamanho do imóvel é encontrado em projetos como o Alive Horto, empreendimento do Grupo Civil em parceria com a Dona Empreendimentos e Leão Engenharia. Com um conceito que aposta na criação de um ambiente sustentável, ativo e saudável, o residencial investe em mobilidade, paisagismo e soluções direcionadas ao meio ambiente para um público que prefere residir em um endereço onde tudo se resolve, a poucos passos.
“Estamos vendo constantemente uma transformação nos critérios de compra. Agora, as características mais requisitadas são aquelas que levam à simplificação do dia a dia e ampliação do uso do imóvel. Por isso, a ideia é prezar por projetos que fazem sentido para a mudança na maneira como as pessoas entendem o ato de morar, unindo conforto, acessibilidade, um clima menos acelerado ao chegar em casa e vínculo permanente com a natureza”, afirma o Coordenador Comercial.
Viver o bairro no andar
Tornar o cotidiano mais prático e, ao mesmo tempo, qualificar a relação com a cidade também direciona o olhar para a gentileza urbana. Partindo do princípio de que projetos imobiliários podem gerar benefícios que ultrapassam os limites de seus muros, o conceito aparece em fachadas mais abertas, integração com as calçadas, ampliação do passeio público, áreas verdes e soluções que tornam a rua mais agradável, segura e convidativa tanto para os futuros moradores quanto para a vizinhança e todos que circulam pelo entorno. Outro destaque são as lojas comerciais previstas no empreendimento, que facilitam o acesso dos moradores a diferentes serviços.
Essa proposta também dialoga com outra tendência de ocupação: walkability (ou “caminhabilidade”). Valorizando a saúde e o convívio social, essa possibilidade prega a independência do carro, privilegiando a facilidade do deslocamento a pé. No Horto Florestal, isso se traduz nas iniciativas de requalificação promovidas pelo Horto Boulevard, com comércio e serviços próximos, presença de arborização, mobiliários urbanos, praças e rotas para ciclistas e pedestres.
Para Gabriel Maia, o chamado estilo walkable (“caminhável”) representa a redescoberta do prazer de viver o bairro a pé. “A caminhabilidade é uma nova forma de enxergar o que é qualidade de vida. Locais como o Horto Florestal, com estrutura consolidada e favorável aos deslocamentos sem a necessidade de transporte, disponibilizam mais do que comodidade: entregam uma lógica em que tempo, flexibilidade e bem-estar se convertem em valor real para as pessoas”, finaliza.

