Salvador, 26 de agosto de 2026
Editor: Chico Araújo

Selo da Diversidade ultrapassa 200 empresas e organizações reconhecidas por ações de equidade racial em Salvador

Foto: Otávio Santos/ Secom PMS

Mais de 200 empresas e instituições que desenvolvem ações de promoção da igualdade racial e enfrentamento ao racismo no ambiente de trabalho já foram reconhecidas pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), com o Selo da Diversidade Étnico-Racial.

Concedida anualmente, a certificação busca estimular práticas de inclusão e ampliar a diversidade nas organizações. Na lista daquelas que foram contempladas estão o Aeroporto de Salvador, administrado pela Vinci Airports, a Bracell, Salvador Shopping, Salvador Norte Shopping, Shopping Center Lapa, MC Donald’s, Rede Bahia, Braskem, Solar Coca-Cola, Atakarejo, Atento, entre outras.

Para a diretora de Promoção da Igualdade Étnico-Racial da Semur, Oilda Rejane Ferreira, o selo busca transformar compromissos em ações permanentes dentro das organizações.

“O Selo da Diversidade Étnico-Racial é um importante instrumento de reconhecimento, mobilização e fomento de práticas de equidade racial. A iniciativa certifica empresas e instituições que assumem, em parceria com o poder público, compromissos concretos de inclusão, enfrentamento ao racismo e reparação racial. Ao articular sensibilização, responsabilidade social e aprimoramento das práticas de gestão, o programa estimula ambientes organizacionais mais diversos, inclusivos e competitivos”, explicou.

O programa contempla tanto instituições com políticas já consolidadas quanto aquelas que estão começando a desenvolver ações na área. Segundo a supervisora do Selo da Diversidade Étnico-Racial da Semur, Jaqueline Sobral, a proposta é estimular uma evolução contínua.

“O selo contempla tanto organizações que já possuem políticas de equidade racial quanto aquelas que estão iniciando essa trajetória. O objetivo é estimular uma evolução contínua: das primeiras ações de sensibilização à adoção de medidas estruturantes, como diagnóstico racial do quadro funcional, formação de lideranças e equipes, revisão dos processos de recrutamento e ascensão profissional, criação de comitês ou grupos de afinidade e ampliação da representatividade negra nos diferentes níveis da organização”, afirmou a supervisora da iniciativa.

Funcionamento – Para participar, as organizações precisam se inscrever no programa, apresentar a documentação exigida e, conforme a categoria, elaborar um diagnóstico sobre a composição racial do quadro de funcionários e um plano de ações.

Segundo a Semur, entre os avanços observados estão maior atenção à representatividade em processos seletivos e cargos de decisão, capacitações e criação de grupos internos voltados ao tema.

Uma das empresas certificadas foi o Aeroporto de Salvador. Segundo a diretora de Comunicação da Vinci Airports Brasil, Daniela Franco, o reconhecimento também serve para avaliar o que ainda precisa avançar.

“O Selo da Diversidade Étnico-Racial reconhece um compromisso que precisa ser construído todos os dias. Para o Aeroporto de Salvador, ele mostra que estamos avançando de forma intencional na criação de um ambiente mais inclusivo, representativo e conectado à identidade da Bahia, tanto nas relações de trabalho quanto na experiência de quem passa pelo terminal”, afirmou.

Entre as iniciativas estão o Ocupa Aero Cultural, que abre espaços do terminal para manifestações artísticas e ações relacionadas à cultura afro-brasileira.

Salvador Shopping e Salvador Norte Shopping também desenvolvem iniciativas relacionadas à diversidade étnico-racial em áreas como cultura, empreendedorismo e formação profissional.

“Ambos trabalham a diversidade étnico-racial de forma transversal, por meio de ações de conscientização, programação cultural, empreendedorismo, formação profissional e geração de oportunidades”, disse a coordenadora de Sustentabilidade dos empreendimentos, Clezyane Araújo.

Entre as ações estão iniciativas com afroempreendedores durante o Carnaval, parceria com o Centro Público de Economia Solidária (Cesol) e o Quiosque Social, que disponibiliza espaços para organizações e projetos. Os shoppings também realizam treinamentos e formações de letramento racial para as equipes.

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