Salvador, 27 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Câncer de colo de útero é o tumor ginecológico mais comum no Brasil embora seja evitável

Setembro é o mês de conscientização sobre os canceres ginecológicos, que devem acometer cerca de 37 mil brasileiras em 2026

Conscientizar a população feminina sobre a importância da vacinação HPV e da realização das consultas ginecológicas e dos exames periódicos de rastreamento são alguns dos objetivos da campanha realizada em setembro, mês dedicado à conscientização sobre os canceres ginecológicos que acometem cerca de 37 mil mulheres brasileiras a cada ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). “A campanha busca sensibilizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dos cânceres que acometem o aparelho reprodutor feminino, como o câncer de colo de útero, o terceiro tipo de tumor mais frequente dentre as brasileiras embora seja um dos mais evitáveis”, destaca o oncologista Daniel Brito, da Oncoclínicas.

Além das consultas e exames periódicos e da imunização contra o HPV, disponível na rede pública para meninas e meninos de 9 a 14 anos, a adoção de um estilo de vida saudável também é um fator de proteção contra o câncer. “Ter uma alimentação equilibrada, evitar consumo de alimentos ultraprocessados, praticar atividade física regularmente, manter-se no peso adequado, não fumar e evitar consumo excessivo de álcool também são hábitos que reduzem o risco de desenvolver câncer”, explica a oncologista Daniela Barros, da Oncoclínicas.

A oncologista Camila Chiodi, da Oncoclínicas, ressalta a importância da atenção aos sinais e sintomas. “Ao notar qualquer alteração persistente, como, por exemplo, alteração do fluxo menstrual, corrimento escuro ou com forte odor e dor durante relação sexual, a mulher deve buscar logo seu médico para avaliação”, afirma. A especialista lembra que o diagnóstico precoce pode significar um tratamento menos invasivo e, principalmente, maiores chances de cura.

A infecção persistente por determinados tipos de HPV (Papilomavírus humano) é o principais fator de risco para o câncer de colo de útero. “O HPV-16 e o HPV-18, considerados de alto risco oncogênico, são responsáveis por mais de 90% dos casos de câncer de colo de útero”, afirma a oncologista Hamanda Nery, da Oncoclínicas.

Os cânceres ginecológicos afetam órgãos do sistema reprodutor feminino, como útero, ovários, vulva e vagina. O câncer de colo de útero, ou câncer cervical, é o mais comum, dentre eles, com previsão de 19310 mil novos casos por ano no Brasil e representa o terceiro tipo de tumor que mais afeta as mulheres brasileiras (atrás do câncer de mama e do colorretal), segundo o INCA. Na Bahia, a estimativa é de 1370 novos casos em 2026, de acordo com o Instituto.

Os especialistas chamam atenção para sintomas que não devem ser subestimados:

Alteração do fluxo menstrual

Corrimento com sangue escuro e/ou forte odor

Aumento de gases ou indigestão

Dor durante relação sexual

Perda de peso sem causa aparente

Inchaço abdominal

Dor pélvica

Sensação de pressão no abdômen ou pelve

Fadiga persistente

Fatores de risco e estilo de vida

Idade avançada, histórico familiar da doença, infecção por HPV, tabagismo, obesidade, menarca precoce (antes dos 12 anos) ou menopausa após os 52 anos e uso prolongado de contraceptivos orais são alguns dos fatores que podem aumentar o risco para desenvolvimento de um câncer ginecológico. Não ter tido filhos e multiplicidade de parceiros sexuais também são fatores de risco.

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