Josevan Dionísio dos Santos, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira, a Mãe Bernadete, foi condenado a 28 anos de reclusão em regime inicial fechado. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (13), no Fórum Ruy Barbosa, localizado no bairro do Campo da Pólvora, na capital baiana.
O réu foi considerado culpado pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri. Os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) e reconheceram a prática de homicídio qualificado, cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Josevan, que já se encontrava preso preventivamente, teve a execução provisória da pena determinada pela Justiça logo após a leitura da sentença.
A sessão do júri foi presidida pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos, titular do 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, e se estendeu ao longo de todo o dia. O julgamento foi acompanhado de perto por familiares de Mãe Bernadete e por estudantes de Direito.
Durante os trabalhos no plenário, duas testemunhas de acusação prestaram depoimento. Ao ser interrogado, Josevan fez uso do direito constitucional de permanecer em silêncio diante das perguntas do juízo e da acusação, respondendo apenas aos questionamentos formulados por sua defesa.
