Aprovação do presidente registra saldo positivo de apenas quatro pontos percentuais. Pesquisa também aponta que 73% dos brasileiros consideram Lula um líder forte, mas 57% não o consideram honesto.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aprovado por 48% dos brasileiros, enquanto 44% desaprovam a atual gestão. É o que aponta pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8). Outros 8% não souberam responder ou não opinaram. O resultado mostra estabilidade em relação ao levantamento de 24 de outubro, quando os índices eram de 48% de aprovação e 45% de desaprovação.
O levantamento também revela que a economia é a principal preocupação da população em relação ao novo mandato. Para 27% dos entrevistados, questões como gastos públicos, dívida, juros e situação econômica representam os maiores desafios do governo. Na sequência aparecem segurança pública, violência, facções criminosas, milícias e drogas, citadas por 17%.
Corrupção, escândalos e denúncias de irregularidades foram mencionados por 12% dos entrevistados. O mesmo percentual apontou preocupações com a governabilidade, a relação com o Congresso Nacional e a oposição.
Aprovação após reeleição
A margem entre aprovação e desaprovação de Lula é a menor registrada entre presidentes brasileiros após a conquista de um segundo mandato. Em 1998, Fernando Henrique Cardoso iniciou seu segundo governo com 54% de aprovação e 44% de desaprovação. Em 2006, Lula tinha 69% de avaliação positiva, contra 31% negativa. Já Dilma Rousseff, em 2014, registrava 59% de aprovação e 41% de desaprovação.
No atual levantamento, a diferença entre os índices de aprovação e reprovação de Lula é de apenas quatro pontos percentuais.
Imagem pessoal e prioridades
Apesar da avaliação dividida sobre o governo, Lula mantém uma percepção positiva em alguns atributos pessoais. Para 73% dos entrevistados, o presidente é um líder forte, enquanto 25% discordam. Outros 61% consideram que ele sabe o que está fazendo, e 58% afirmam que o petista demonstra energia.
A pesquisa também mostra que 55% acreditam que Lula se importa com as outras pessoas. Por outro lado, a honestidade é o atributo com pior avaliação: 57% dos brasileiros dizem não considerar o presidente honesto, enquanto 34% afirmam o contrário. Outros 9% não souberam responder.
Questionados sobre as prioridades que o governo deve adotar a partir das promessas de campanha, 17% dos entrevistados apontaram o fim da escala de trabalho 6×1. A isenção de impostos sobre produtos da cesta básica aparece em segundo lugar, com 16%. A valorização do salário mínimo foi citada por 11%, enquanto 10% defenderam o pacto contra o feminicídio.
Expectativas para a economia
O levantamento indica uma redução da preocupação dos brasileiros com o futuro do país em comparação com o período anterior ao início do atual mandato. Atualmente, 48% dizem estar preocupados, enquanto 44% demonstram otimismo. Em dezembro de 2022, antes da posse de Lula, os índices eram de 54% e 41%, respectivamente.
Apesar da melhora nesse indicador, as expectativas para os próximos 12 meses estão divididas. Para 39% dos entrevistados, a situação do país deve melhorar. O mesmo percentual acredita que haverá piora. Outros 19% avaliam que o cenário permanecerá igual, e 3% não souberam responder.
O resultado representa uma mudança em relação à pesquisa realizada em agosto, quando 46% esperavam melhora na economia e apenas 24% projetavam uma piora. Na ocasião, 25% acreditavam que a situação permaneceria estável e 5% não souberam opinar.