Salvador, 5 de novembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Agosto Verde Claro destaca a importância do diagnóstico precoce no combate à leishmaniose visceral

Campanha de conscientização reforça que a prevenção, a vigilância epidemiológica e a identificação precoce dos casos são fundamentais para proteger a saúde animal e humana.

O Agosto Verde Claro é dedicado à conscientização sobre a leishmaniose, doença que representa um importante desafio para a saúde pública e para a Medicina Veterinária. A campanha busca ampliar o conhecimento da população sobre formas de prevenção, diagnóstico precoce e controle da enfermidade, destacando que a identificação rápida dos casos é essencial para reduzir a disseminação da doença e orientar o acompanhamento adequado dos pacientes.

A leishmaniose visceral é uma zoonose transmitida pela picada do mosquito-palha infectado e pode acometer tanto animais quanto seres humanos. Nesse contexto, especialistas reforçam que o diagnóstico laboratorial é uma ferramenta indispensável para compreender a ocorrência da doença, monitorar sua circulação e subsidiar ações de vigilância epidemiológica.

“O diagnóstico é o ponto de partida para qualquer estratégia de controle da leishmaniose. É por meio dele que conseguimos identificar os casos, compreender a dinâmica da doença e orientar medidas de prevenção e acompanhamento, beneficiando tanto a saúde animal quanto a saúde humana”, afirma Camila Eckstein, especialista de Produtos da Bioclin.

A evolução dos métodos diagnósticos têm contribuído para tornar a investigação mais eficiente. Atualmente, diferentes metodologias, como testes rápidos, ensaios sorológicos e exames moleculares por PCR, podem ser utilizadas conforme a necessidade clínica, auxiliando desde a triagem até a confirmação e o monitoramento dos pacientes.

Segundo Camila, um dos principais desafios ainda é superar o receio relacionado ao diagnóstico da leishmaniose em cães. “Durante muitos anos, o resultado positivo foi associado à eutanásia, o que levou muitos reposnsáveis pelos animais a evitarem a testagem. Hoje existem protocolos terapêuticos que permitem controlar a doença e proporcionar qualidade de vida aos animais, desde que eles permaneçam sob acompanhamento veterinário e com medidas de proteção contra o vetor”, explica.

A especialista também destaca que a vigilância não deve se limitar aos cães. Embora menos frequente, a leishmaniose também pode acometer felinos, tornando importante que essa espécie seja considerada nas estratégias de investigação quando houver indicação clínica.

Além do trabalho realizado por profissionais e instituições de saúde, campanhas como o Agosto Verde Claro reforçam a importância da informação para ampliar a conscientização da população. A divulgação de conteúdos técnicos e científicos e o incentivo à educação continuada contribuem para fortalecer a prevenção, estimular o diagnóstico precoce e ampliar o conhecimento sobre uma doença que continua exigindo atenção em diversas regiões do país.

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