Salvador, 18 de agosto de 2026
Editor: Chico Araújo

Área urbanizada no Brasil cresceu 12,3% de 2019 a 2022, mostra IBGE

Toda a extensão urbana equivale a apenas 0,6% do território nacional

A área urbana no Brasil cresceu 12,27% no período de 2019 a 2022. Nesse intervalo, o país ganhou 5.954,99 quilômetros quadrados (km²) de malha urbanizada, isto é, uma área praticamente do tamanho do Distrito Federal (5.760 km²).

Os dados de 2022 são os mais recentes disponíveis e revelam que o país tinha 53.925 quilômetros quadrados de área urbanizada, o que representa apenas 0,6% de todo o território brasileiro. É como se toda a área urbanizada do país ocupasse o tamanho da Paraíba (56,5 km²).

Os dados fazem parte do levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil, divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O instituto chegou às informações com base em interpretação de imagens de satélite. Por questões de metodologia, a única comparação possível é com os dados de 2019.

A analista da pesquisa, Andressa Rosas de Menezes, ressalta que o estudo não apresenta dados sobre número de população nas áreas mapeadas nem crescimento vertical das áreas.

“A gente olha telhados, a gente vê de cima. Então essa pesquisa não traz nenhuma informação de verticalização”, diz.

Áreas densas e vazios
Veja como o IBGE detalha a extensão urbana do país:

Áreas urbanizadas (identificadas pela presença de moradias, comércio e indústrias): 48,8 mil km²
Outros equipamentos urbanos (estruturas não residenciais como aeroportos, portos, cemitérios, estação de tratamento de água e usinas fotovoltaicas): 1,6 mil km²
Vazios intraurbanos (áreas não edificadas dentro do tecido urbano, como parques e lagoas): 503 km²
Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas sem edificações suficientes para serem consideradas urbanizadas, representando vetores de expansão): 2,9 mil km²
Outra classificação feita pelo instituto é relacionada à densidade das áreas urbanizadas:

Densa (forte concentração de edificações e pouca arborização ou espaços vazios): 70,66% do total
Pouco densa (construções mais espaçadas, comuns em periferias ou vetores de expansão): 23,88%
Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas ainda sem construções significativas): 5,46%
A analista da pesquisa aponta que os objetivos do estudo são mapear e medir as formas urbanas e a sua distribuição em todo o território nacional, de forma a acompanhar a evolução do fenômeno urbano.

“Isso possibilita retratar e projetar a distribuição da urbanização, fornecendo dados essenciais para o planejamento urbano para a implementação de políticas públicas e impactando análise de questões como mobilidade, habitação e sustentabilidade”, destaca.

Concentração da urbanização
O levantamento identificou a concentração da ocupação urbana em municípios costeiros. Essas cidades ocupam 5,02% do território do país, mas representam 19,5% de toda a área urbanizada.

No outro extremo, a Amazônia Legal (abrange os estados de Rondônia, do Acre, Amazonas, de Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, de Mato Grosso e a maior parte do Maranhão) ocupa 59,11% da área do país, mas apenas 14,27% da extensão urbanizada.

“Podemos notar uma forte concentração da urbanização no litoral brasileiro”, assinala Andressa Rosas.

Ao classificar as cidades pelo tamanho de área urbana, a pesquisa mostra que, das dez maiores extensões, apenas a última, Campinas, no interior paulista, não é capital.

Cidades com maiores superfícies urbanizadas Área
1. São Paulo 922,41 km²
2. Brasília 662,54 km²
3. Rio de Janeiro 644,36 km²
4. Curitiba 338,41 km²
5. Goiânia 312,71 km²
6. Manaus 287,18 km²
7. Belo Horizonte 279,09 km²
8. Fortaleza 254,91 km²
9. Campo Grande 254,29 km²
10. Campinas (SP) 253,56 km²
O instituto calculou também quais cidades têm maior proporção de área urbanizada. Em todo o país, 20 municípios têm mais de 60% do território ocupado pela urbanização, sendo 11 no estado de São Paulo:

Cidades com maiores proporções de superfícies urbanizadas Área urbanizada
1. São Caetano do Sul (SP) 100%
2. São João de Meriti (RJ) 99,99%
3. Olinda (PE) 96,36%
4. Carapicuíba (SP) 94,29%
5. Osasco (SP) 93,38%
6. Taboão da Serra (SP) 91,44%
7. Diadema (SP) 89,63%
8. Belo Horizonte 84,23%
9. Jandira (SP) 82,61%
10. Poá (SP) 82,51%
11. Fortaleza 81,61%
12. Belford Roxo (RJ) 79,66%
13. Curitiba 77,81%
14. Mauá (SP) 69,99%
15. Barueri (SP) 66,30%
16. Recife 66,02%
17. Hortolândia (SP) 62,44%
18. Ferraz de Vasconcelos (SP) 61,28%
19. São Paulo 60,64%
20. Natal 60,34%
Para Andressa Rosas, as áreas urbanizadas do Brasil apresentam dinâmicas heterogêneas que demandam “respostas integradas por meio do monitoramento geoespacial, além de indicadores socioambientais, no sentido de orientar políticas públicas de ordenamento territorial”.

Agência Brasil

Veja também

Agosto Lilás alerta para os impactos da violência emocional na saúde mental das mulheres
Manipulação, humilhação, controle e gaslighting podem deixar marcas profundas e dificultar até mesmo...
Foto2_Divulgação Vai Chegar
Oficinas gratuitas incentivam expressão artística de crianças e adolescentes no Engenho Velho da Federação
Com matrículas abertas para novos participantes, as oficinas seguem até novembro no Centro Cultural Vai...
WhatsApp Image 2026-08-17 at 11.21
Alinne Rosa, Cortejo Afro e Bailinho de Quinta comandarão Réveillon Baluarte 2027
A contagem regressiva para a chegada de 2027 já tem endereço certo em Salvador. No dia 31 de dezembro,...
Justiça_PopRuaJud_Foto_Divulgação
Mutirão PopRuaJud chega a Camaçari na sexta-feira com serviços diversos e gratuitos
A população camaçariense poderá acessar, gratuitamente, diversos serviços oferecidos pelo Mutirão PopRuaJud,...

Opinião

advs
Eleições na era digital: o uso da Inteligência Artificial nas eleições de 2026