Salvador, 18 de maio de 2026
Editor: Chico Araújo

Brasil amarga derrota histórica para o Japão em amistoso em Tóquio

Seleção faz 2 a 0 na etapa inicial, mas leva virada no segundo tempo

A seleção brasileira masculina de futebol sofreu derrota inédita para o Japão nesta terça-feira (14), em amistoso contra o Japão, em Tóquio, depois da empolgante goleada de 5 x 0 sobre a Coreia do Sul na última sexta (10).

Após começar na frente no lotado Estádio Ajinomoto, com 2 a 0 na etapa inicial – com gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli – a seleção levou a virada no segundo tempo em apenas 20 minutos, com gols de Minamino, Nakamura e Ueda.A partida faz parte da preparação para a Copa do Mundo de 2026, no Canadá, Estados Unidos e México.

Até então elogiado pelo técnico Carlo Ancelotti, o sistema defensivo brasileiro sofreu dois gols pela primeira vez nos últimos cinco jogos – apenas contra a Bolívia a Amarelinha perdera por 1 a 0 nas Eliminatórias. Os próximos amistosos do Brasil serão contra Senegal e Tunísia, na Europa, na próxima data Fifa em novembro.

Jogo

A Seleção Brasileira precisou de paciência na primeira etapa diante da marcação japonesa bem montada com cinco homens na defesa. A primeira boa chance de gol foi dos adversários, aos 21 minutos: pela direita o camisa 10 se livrou da marcação de Carlos Augusto e tocou para Ueda, que dentro da área, desviou para o gol, mas a bola passou por fora, rente à trave.

Quatro minutos depois do susto, a Amarelinha abriu o placar com o lateral Paulo Henrique que chutou certeiro na saída do goleiro, após passe de primeira de Bruno Guimarães. A partir daí, o Brasil passou a controlar a partida. Aos 31 minutos, Lucas Paquetá de fora da área levantou de cavadinha para Gabriel Martinelli estufar da rede de canhota.

Após o intervalo, o Brasil diminuiu o ritmo e pagou caro: levou três gols nos primeiros 25 minutos. O primeiro deles, aos seis minutos de jogo, após erro individual de Fabrício Bruno na saída de bola, Minamino aproveitou e chutou forte para o fundo da rede.

O empate asiático saiu dez minutos depois: Ito cruzou certeiro na segunda trave e Nakamura chutou forte. Fabrício Bruno ainda tentou cortar, mas a bola acabou entrando sem chance para o goleiro Hugo Souza.

Após o empate, o técnico Carlo Ancelotti fez as primeiras substituições: colocou Rodrygo no ataque no lugar de Vinícius Júnior e o volante Joelinton substituiu Bruno Guimarães. Apesar das mudanças, o Japão seguiu dominando, e virou o placar aos 25 minutos: Ueda cabeceou sozinho, após cobrança de escanteio de Ito.

Atrás no placar, Ancelotti fez mais três substituições: no ataque tirou Luiz Henrique e colocou Estevão, na lateral esquerda entrou Caio Henrique no lugar de Carlos Augusto, e Richarlison assumiu o meio-campo até então com Paquetá.

Mesmo assim, os japoneses seguiram no ataque e por pouco não ampliaram aos 41 minutos, após chute de fora da área de Tanaka, mas Hugo Souza espalmou para fora, cedendo escanteio.

No último suspiro, a seleção quase chegou ao empate aos 45 minutos, com linda bola levantada por Estêvão para Richarlison na pequena área, mas o camisa 9 desviou de cabeça por cima do gol. Final: Japão 3 x 2 Brasil.

Agência Brasil

Deixe um comentário

Veja também

convocacao_ultima_selecao_2025
Ancelotti confirma Neymar e deixa Luciano Juba de fora da Copa do Mundo
Sem muitas surpresas, o técnico da Seleção Brasileira, o italiano Ancelotti divulgou há pouco, no Museu...
morta
Canabrava: casal é encontrado morto dentro de casa; caso é investigado pela Polícia Civil
Um casal foi encontrado morto dentro da casa onde morava, no bairro de Canabrava, em Salvador, no domingo...
Lula
Terras raras: "Brasil não abre mão de sua soberania", diz Lula
Presidente inaugurou linhas de luz síncrotron do Projeto Sirius O presidente da República Luiz Inácio...
Fiocruz
Justiça Federal manda derrubar perfis com desinformação sobre Fiocruz
Ação indica publicação de fake news como dados oficiais da instituição A Justiça Federal do Rio de Janeiro...

Opinião

WhatsApp Image 2026-04-10 at 12.30
Compra de terras por estrangeiros no Brasil: o problema real pode estar no processo, não na lei