Categoria: Mundo

  • Homem atira durante jantar de Trump com correspondentes em Washington

    Homem atira durante jantar de Trump com correspondentes em Washington

    Suspeito foi detido pelo Serviço Secreto dos EUA

    Um homem fez disparos na noite deste sábado (25) durante um jantar, num hotel em Washington, do presidente Donald Trump com correspondentes que cobrem a Casa Branca.

    Tiros foram ouvidos nas imediações do local do evento e o presidente e a primeira-dama Melania Trump foram retirados rapidamente do lugar pelo Serviço Secreto norte-americano. O suspeito de ter feito o ataque foi preso e ainda não teve sua identidade revelada.

    Segundo informações obtidas pela Reuters, o suspeito atirou em um agente do serviço secreto, mas não se feriu graças ao colete à prova de balas que usava. Além dos disparos, testemunhas disseram a agências internacionais que também foram ouvidas explosões na área próxima ao hotel.

    O jantar teve as presenças do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio. Eles também foram retirados do hotel e estão em segurança.

    O presidente Trump deu uma entrevista coletiva na Casa Branca após o ataque e disse que o atirador é um “lobo solitário”, termo usado para descrever supostos criminosos que atuam sozinhos. Apesar da fala de Trump, o Serviço Secreto dos EUA não deu mais detalhes sobre o suspeito.

  • Governo Trump aprova fuzilamento, choque elétrico e asfixia por gás em caso de penas de morte nos EUA

    Governo Trump aprova fuzilamento, choque elétrico e asfixia por gás em caso de penas de morte nos EUA

    O governo dos Estados Unidos anunciaram, nesta sexta-feira (24), que voltarão a aplicar injeções letais em pessoas condenadas a penas de morte no país e também deverão adotar, de forma regular, métodos como o fuzilamento, o choque elétrico e a asfixia.

    A informação foi diculgada pelo Departamento de Justiça em um comunicado em que o órgão diz estar cumprindo uma ordem do presidente, Donald Trump, para agilizar e ampliar a aplicação de penas de morte. Nova medida seria válida para execuções de condenados à morte no âmbito federal.

    Segundo informações do g1, a nova orientação padroniza os tipos de execução, que até então eram utilizados de acordo com cada estado. Atualmente, cinco estados permitem execuções por fuzilamento: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.

    No caso da injeção letal, o método é um dos previstos no Código Penal dos EUA, um dos 55 países no mundo que adotam a pena capital. Mediante a determinação, o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, à frente do Departamento e Justiça, instruiu o Departamento de Prisões a “incluir métodos adicionais e constitucionais de execução que já são previstos pela legislação de certos estados”.

    No caso da injeção letal, o governo do ex-presidente democrata Joe Biden acatou uma série de pesquisas que apontavam “dor e sofrimento desnecessários no método”. Vários estados haviam pausado a aplicação desse tipo de execução após a moratória do então governo. No comunicado desta sexta, o Departamento de Justiça chamou a análise de Biden de “profundamente falha”.

    “Essas medidas são cruciais para deter os crimes mais bárbaros, fazer justiça às vítimas e proporcionar um desfecho há muito esperado aos familiares sobreviventes”, diz o comunicado.
    Bahia Notícias

  • Leão XIV mantém discurso de “bênção para todos”, mas sem formalizar uniões a casais do mesmo sexo

    Leão XIV mantém discurso de “bênção para todos”, mas sem formalizar uniões a casais do mesmo sexo

    O Papa Leão manteve o posicionamento da Igreja Católica contra a formalização de bênção a casais homoafetivos, nesta quinta-feira (23). O momento ocorreu durante entrevista à imprensa em um voo de retorno ao Vaticano, após viagem do religioso à Guiné Equatorial, na África.

    O sacerdote comentou que o assunto já foi debatido de forma ampla na Santa Sé e que não haveria mais discussão sobre qual seria a posição da religião.

    “A Santa Sé já conversou com os bispos alemães. A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais — neste caso, casais homossexuais — ou de casais em situações irregulares, além do que foi especificamente permitido pelo Papa Francisco, ao dizer que todas as pessoas recebam a bênção”, pontuou o papa.

    O sucessor de São Pedro relembrou e citou a declaração do papa Francisco sobre o tema. Ele concordou e manteve que a “bênção geral” deve ser concedida para todas as pessoas.

    “A famosa expressão de Francisco “todos, todos, todos” expressa a convicção da Igreja de que todos são acolhidos; todos são convidados; todos são convidados a seguir Jesus; e todos são convidados a buscar a conversão em sua própria vida”, disse Leão XIV.
    Bahia Notícias

  • Brasileiras feridas a tiros nas pirâmides do México estão bem

    Brasileiras feridas a tiros nas pirâmides do México estão bem

    Homem armado matou mulher canadense
    As duas brasileiras que ficaram feridas após ataque a tiros nas pirâmides mexicanas de Teotihuacan já estão bem, segundo o Itamaraty. Uma mulher canadense morreu e o atirador tirou a própria vida na sequência na segunda-feira (20).

    A adolescente brasileira de 13 anos recebeu assistência médica, já foi liberada e está com a família. A outra brasileira, uma mulher de 55 anos, segue internada, mas sem risco de morte.

    As autoridades de segurança mexicanas disseram que 13 pessoas ficaram feridas no incidente. Não ficou imediatamente claro quantas foram baleadas. Uma testemunha, que pediu anonimato, disse à Reuters que um menino foi baleado na perna.

    Promotores locais disseram em um post no X que o atirador era Julio Cesar Jasso Ramirez, um cidadão mexicano.

    O tiroteio começou pouco depois das 11 horas da manhã na Pirâmide da Lua, uma das estruturas mais proeminentes do local fora da Cidade do México, de acordo com a testemunha, que tinha acabado de descer do mezanino do templo quando ouviu “estalos” e viu uma debandada de visitantes.

    O atirador permaneceu no topo do mezanino, disse a testemunha, acrescentando que ele parecia disparar a maioria dos tiros para o ar, em vez de diretamente contra as pessoas, enquanto carregava um tablet e gritava.

    Os espectadores, incluindo alguns com treinamento médico, prestaram os primeiros socorros aos feridos, usando garrafas de água e panos limpos para diminuir o sangramento até a chegada dos paramédicos, acrescentou a testemunha.

    As autoridades de segurança disseram que alguns dos feridos foram levados a hospitais, incluindo três colombianos, um deles uma criança de 6 anos, além de cidadãos norte-americanos, russos e brasileiros.

    Um segundo canadense também foi ferido no ataque, de acordo com uma postagem no X da ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand.

    A presidente Claudia Sheinbaum disse em uma postagem na rede social: “O que aconteceu hoje em Teotihuacan nos causa profunda dor. Expresso minhas mais profundas condolências às pessoas afetadas e suas famílias”.

    O tiroteio deve aumentar o escrutínio da segurança do México nos principais locais turísticos e culturais, já que o país se prepara para sediar a Copa do Mundo da Fifa 2026 ao lado dos Estados Unidos (EUA) e do Canadá. Espera-se que o evento atraia milhões de visitantes do exterior.

    A cidade pré-hispânica de Teotihuacan foi um dos centros culturais mais importantes da Mesoamérica e é um dos locais turísticos mais populares do México, recebendo 1,8 milhão de visitantes no ano passado.

    Embora o México tenha muitos incidentes de tiroteio devido à atividade dos cartéis, a violência em atrações turísticas é rara.
    Agência Brasil

  • Por mais turismo e comércio, Brasil quer voo mais curto para o Senegal

    Por mais turismo e comércio, Brasil quer voo mais curto para o Senegal

    País africano é o mais perto da América do Sul, mas sem ligação direta
    O governo brasileiro trabalha para diminuir o tempo de voo entre o país e a capital do Senegal, Dacar, na Costa Oeste da África. A medida beneficiaria o comércio e o turismo entre as duas nações e também vizinhos.

    Atualmente, não há voos diretos para brasileiros e senegaleses e, algumas vezes, é preciso ir para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, antes de desembarcar em Dacar, aumentando consideravelmente o tempo de deslocamento.

    Outra opção são hubs (pontos de distribuição de voos) em aeroportos europeus ou em cidades africanas mais afastadas da América do Sul.

    Em uma linha reta, 2,9 mil quilômetros (km) separam Natal, no Rio Grande do Norte, do Senegal. Já a distância da capital potiguar para Lisboa é quase o dobro. Para Dubai, quase quatro vezes mais longe.

    A informação de que o Brasil quer diminuir a duração do voo para o Senegal foi dada à Agência Brasil pela embaixadora do país sul-americano no Senegal, Daniella Xavier.

    “Temos que continuar a trabalhar nesse sentido, pois não é lógico que tenhamos que ir à Europa para vencer menos de 3 mil km! Imaginem a redução dos tempos de voo e nos custos também em benefício dos demais países da África Ocidental, da América Latina e do Caribe”, disse.

    A embaixadora participou do Fórum Internacional de Dacar sobre a Paz e Segurança na África, sediado na cidade de quase 4 milhões de habitantes na segunda (20) e na terça-feira (21).

    Interromper círculo vicioso
    Brasília (DF), 22/04/2026 – Embaixadora do Brasil no Senegal, Daniella Xavier Cesar.
    Foto: Itamaraty/Divulgação
    Embaixadora Daniella Xavier Cesar prevê crescimento no comércio entre Brasil e Senegal. Itamaraty/Divulgação. Foto: Itamaraty/Divulgação
    Para a diplomata, é preciso romper um círculo vicioso: “o comércio e o turismo não têm escala por falta de conexões; e as conexões não se fazem por falta de escala”.

    Daniella Xavier informou que se reuniu recentemente com o ministro das Infraestruturas e dos Transportes de Senegal, Yankhoba Diémé, e com a direção da companhia aérea estatal senegalesa Air Senegal.

    A embaixadora disse ser preciso fomentar entendimentos entre empresas brasileiras – no país, todas privadas – e a Air Senegal ou até mesmo de países africanos, como Marrocos, Etiópia e Turquia, para que desenvolvam cooperação de codeshare, quando uma empresa vende passagens para os voos da outra e vice-versa.

    Laços históricos
    Ao ressaltar o que classifica como “excelente relação” entre os dois países, Daniella Xavier lembrou que o Senegal, que se tornou independente da França no início da década de 1960, têm laços históricos e profundos com o Brasil, sendo a raiz disso o tráfico de escravizados.

    Fica no Senegal a Ilha de Gorée, ponto importante de tráfico de negros para as Américas.

    A embaixada brasileira foi aberta em Dacar em 1961. Dois anos depois, houve a reciprocidade. A representação diplomática do Senegal em Brasília é a única do país africano na América do Sul.

    Comércio
    Em 2025, o comércio entre Brasil e Senegal, país de quase 19 milhões de habitantes, alcançou US$ 386,1 milhões, com saldo de US$ 370,8 milhões para o Brasil, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A interpretação desses números é que vendemos muito mais do que importamos.

    “O Senegal ainda exporta pouco para o Brasil. Poderia, por exemplo, investir na exportação de amendoim e derivados das flores do nenúfar [lírios-d’água], como produtos gourmet, assim como tecidos, produtos artesanais, entre outros”, avalia a embaixadora.

    Ela disse à Agência Brasil que o comércio entre os países tem tendência de aumento e que trabalha para expandir investimentos. No ano passado, uma missão levou 50 empresários brasileiros ao Senegal.

    Indústria genética agrícola
    Um investimento, cita ela, foi o anúncio, em outubro do ano passado, da criação da primeira indústria de genética agrícola no Senegal, com objetivo e produzir 30 milhões de ovos e 400 mil aves reprodutoras. O investimento inicial será de US$ 20 milhões.

    A iniciativa é da empresa brasileira West Aves em parcerias com os africanos. A estimativa é a criação de 300 empregos diretos e 1 mil indiretos, além de transferência de tecnologia para o Senegal.

    “Caso bem sucedido, o projeto poderá permitir a autossuficiência total do país na produção de aves e a redução de 20% de seus custos para o consumidor final”, sustenta.

    Há ainda entendimentos que tratam de o Brasil levar para o Senegal tecnologias na área da agropecuária, programa de merenda escolar e defesa.

    Multilateralismo
    Para a representante brasileira, a relação entre os países ganhou dinamismo. “Diante de um cenário internacional conturbado, é preciso ampliar a coordenação política entre países que coincidem em grande parte em suas posições multilaterais e encontrar alternativas comercias”, conclui.

    Quando se fala de interesses multilaterais, um dos exemplos concretos é a defesa de reformas em organismos internacionais. Uma delas no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), pleito antigo do Brasil e de africanos.

    Atualmente, apenas cinco países têm presença permanente no conselho e poder de veto (Rússia, Estados Unidos, China, Reiuno Unido e França), nenhum deles da América do Sul ou da África. Entre as funções do CS estão a imposição de sanções internacionais e permitir intervenção militar.

    >>Ao lado do Brasil, Senegal persegue protagonismo no Sul Global

    Visão de Senegal
    Também presente no Fórum Internacional de Dacar sobre a Paz e Segurança na África, a embaixadora do Senegal no Brasil, Marie Gnama Bassene, enfatizou que o seu país assume um papel importante na construção da confiança, no fortalecimento da cooperação e na prevenção de conflitos por meio do diálogo, “com o objetivo de promover e defender a paz em sua região e em nível continental”.

    Ao contextualizar que o Senegal tem “longa tradição de contribuições eficazes” para as operações de paz da ONU e da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), que reúne 12 países, Marie Gnama Bassene associou o país africano a uma tradição do Brasil.

    “Ao observar a situação do Brasil e suas relações com seus vizinhos na América do Sul, não posso deixar de perceber muitas semelhanças com o Senegal”, disse à Agência Brasil.

    “Nossos dois países compartilham o mesmo compromisso com o multilateralismo, a diplomacia, a paz e a segurança, bem como a prevenção e a resolução pacífica de conflitos por meio do diálogo e da consulta”, completou.

    De 2026 a 2030 o Senegal irá presidir a Comissão da Cedeao, braço executivo da comunidade. O país é também um dos integrantes da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), aliança com mais de 20 países, a maioria africanos, voltada para a manutenção da parte Sul do Oceano Atlântico livre de guerras e de disputas geopolíticas.

    Há menos de duas semanas, o Brasil assumiu a liderança do grupo, em um evento no Rio de Janeiro.

    A senegalesa chama a parceria entre a terra natal e o Brasil como “forte, estável e duradoura, marcada por quase 65 anos de relações diplomáticas, com visões convergentes sobre a maioria das questões internacionais”.

    Brasil e a paz na África
    Apesar de o fórum ter a África no nome, o encontro foi aberto para países de fora do continente. Estiveram presentes chefes de Estado, ministros e diplomatas de 38 países, sendo 18 dos 54 africanos.
    Ao conceder entrevista no fim do evento, o ministro da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Exterior, Cheikh Niang, foi indagada pela Agência Brasil se o país sul-americano, com profunda herança africana, pode contribuir de alguma forma para a segurança e a paz no continente.

    “Acho que o simples fato de participar de uma discussão, apresentar ideias e fazer propostas já é útil”, respondeu.

    “Portanto, desse ponto de vista, a participação não só é desejada, como também é, para nós, de grande utilidade para a qualidade do trabalho que realizamos”, completou o ministro.

    Agência Brasil

  • Papa Leão XIV alertaque o futuro da humanidade pode estar comprometido

    Papa Leão XIV alertaque o futuro da humanidade pode estar comprometido

    Durante viagem pela África, o papa Leão XIV alertou nesta terça-feira (21) que o futuro da humanidade pode estar “tragicamente comprometido” diante das guerras em curso e do enfraquecimento do direito internacional. A declaração foi feita em um discurso contundente na Guiné Equatorial, última etapa de uma turnê por quatro países do continente.

    Primeiro pontífice norte-americano, Leão XIV também criticou o que classificou como “colonização” dos recursos naturais, como petróleo e minerais, afirmando que essa exploração tem alimentado conflitos violentos ao redor do mundo.

    Segundo ele, sem uma mudança de postura por parte das lideranças políticas e sem respeito às instituições e acordos internacionais, o destino da humanidade fica em risco. Em encontro com o presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo e outras autoridades, o papa reforçou que a religião não deve ser usada para justificar violência, dominação ou discriminação.

    O líder religioso também prestou homenagem ao seu antecessor, Papa Francisco, falecido há um ano, e adotou um tom mais incisivo ao longo da viagem, com críticas à desigualdade global e à atuação de governos autoritários.

    Na véspera, em evento em Angola, Leão XIV já havia denunciado que populações ao redor do mundo estão sendo exploradas por regimes autoritários e prejudicadas por elites econômicas.

    No mesmo contexto, o pontífice voltou a condenar o uso da fé como justificativa para conflitos armados, retomando críticas feitas anteriormente a líderes que recorrem à religião para legitimar ações de guerra.

  • Lula diz que África do Sul não pode ser vetada do G20

    Lula diz que África do Sul não pode ser vetada do G20

    Presidente afirma que EUA não têm direito de desconvidar países
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira (20) a ameaça de veto, pelo governo dos Estados Unidos (EUA), à participação da África do Sul no G20, grupo das maiores economias do planeta mais a União Europeia (UE).

    O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não convidaria o líder sul-africano, Cyril Ramaphosa, para o próximo encontro do G20, que ocorrerá em novembro, nos EUA, que este ano preside o fórum. Desde o ano passado, Trump promove falsas acusações contra o governo da África do Sul a respeito de uma lei sobre reforma agrária aprovada pelo país e chegou a determinar recentemente o fim de ajuda financeira ao país.

    “Eu disse ao Ramaphosa [presidente da África do Sul], esta semana, que os Estados Unidos não têm o direito de proibir um membro fundador do G20 de participar do bloco. Eu disse ao Ramaphosa que ele deve comparecer ao G20. Ele não pode deixar de ir porque o Trump disse para ele não ir. Vamos lá ver o que vai acontecer, se vão deixar ele entrar ou não.”, afirmou Lula.

    Em entrevista em Hannover, na Alemanha, após se reunir com o chanceler Friedrich Merz, o presidente disse que se fosse Ramaphosa, iria ao G20 não como convidado, mas como membro fundador”. Lula está em viagem oficial à Europa, onde já passou pela Espanha e, após a visita à Alemanha, irá a Portugal antes de retornar a Brasília.

    Ao ser questionado por jornalistas, Lula reforçou que as acusações de Trump sobre um “genocídio branco” no país africano são inverídicas, e que ele não tem o direito nem o poder de vetar a participação de um país do G20, o que fragilizaria o grupo.

    “Se vai tirar a África do Sul hoje, daqui a pouco vão tirar a Alemanha, depois vão tirar o Brasil. Se a gente não se juntar, dar as mãos, eles vão tirando um por um. Aqui não é o Conselho da Paz [criado e controlado por Donald Trump, presidente dos EUA].

    Lula lembrou que o G20 é um fórum multilateral, que participou da criação dele, por ocasião da crise econômica de 2008. “Uma crise nascida no coração dos EUA. Aquilo foi criado para resolver problemas econômicas. Os 20 membros fundadores têm o direito de participar”, disse.
    Agência Brasil

  • Lula e Merz criticam guerra no Oriente Médio e ameaças contra Cuba

    Lula e Merz criticam guerra no Oriente Médio e ameaças contra Cuba

    Líderes de Brasil e Alemanha também criticaram paralisia da ONU
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se, nesta segunda-feira (20), em Hannover, na Alemanha, com o chanceler federal do país, Friedrich Merz. Esta é a terceira vez que eles se encontram, desde 2023. Além da visita oficial ao país europeu, Lula discursou na abertura da maior feira industrial do mundo, a Hannover Messe, que este ano destaca o Brasil. Ele também participou de um encontro com empresários brasileiros e alemães, em que destacou as oportunidades no setor de biocombustíveis.

    Após a reunião bilateral, em que os dois líderes assinaram acordos de cooperação em diversas áreas, Lula e Merz concederam uma entrevista à imprensa e comentaram a situação de incerteza global em meio a guerra no Oriente Médio. Também abordaram outras ameaças em curso, como a possibilidade dos Estados Unidos deflagrarem uma intervenção militar em Cuba, com base em ameaças reiteradas do presidente norte-americano Donald Trump.

    Lula voltou a dizer que o atual conflito no Oriente Médio não tem justificativa e criticou o que chamou de uma omissão da própria Organização das Nações Unidas (ONU) em fomentar soluções diplomáticas que interrompam a situação de instabilidade global.

    “A prevalência das forças sobre o direito é a mais grave ameaça à paz e à segurança internacional. Estamos profundamente preocupados com os riscos da retomada do conflito no Irã e da escalada no Líbano. A sobrevivência do Estado Palestino e do seu povo segue ameaçada”, afirmou.

    O presidente brasileiro também citou o conflito na Ucrânia, onde “a almejada paz permanece cada vez mais distante”.

    “Entre a ação dos que provocam guerra e a omissão dos que preferem se calar, a ONU está mais uma vez paralisada. Brasil e Alemanha defendem há décadas uma reforma que recupere a legitimidade do Conselho de Segurança”, pontuou o presidente brasileiro.

    Questionado por jornalistas, o chanceler alemão afirmou ter pedido uma reunião extraordinária nas Nações Unidas para conversar sobre medias a serem propostas. Ele lamentou o fato do Estreito de Ormuz, no Irã, ter sido fechado novamente e ressaltou as implicações econômicas para a guerra que vão muito além do Oriente Médio.

    “A reabertura do Estreito de Ormuz tinha sido anunciada e feita, e depois fecharam de novo. Por isso, os preços [do petróleo] aumentaram de novo. Nosso apelo vai para o Irã, de cessar-fogo. Nosso apelo vai também para os EUA para que procurem soluções diplomáticas. As implicações e consequências da guerra não atingem apenas o Oriente Médio, mas pode levar a uma desestabilização política”, afirmou Friedrich Merz.

    Segundo o chefe do governo alemão, a estabilidade energética mundial tem como pré-requisito o fim imediato do conflito.

    Cuba

    Sobre Cuba, Friedrich Merz afirmou que a Alemanha não vê nenhuma base legal para qualquer intervenção no país caribenho.

    “Não vemos que exista algum tipo de perigo para países terceiros, então não sei porque seria necessário haver uma intervenção”, disse o chanceler alemão que, novamente, apelou por soluções diplomáticas.

    “Poder se defender não quer dizer poder interferir em outros países que têm sistemas políticos que não nos agradam”, acrescentou.

    Já Lula reafirmou sua posição contrária a intervenções unilaterais seja em Cuba ou em outras regiões como Venezuela, Ucrânia, Irã e Faixa de Gaza.

    “Sou contra a falta de respeito à integridade territorial das nações. Eu sou contra qualquer país do mundo se meter a ter ingerência política sobre como uma sociedade deve se organizar ou não”, disse o presidente Lula.

    Ele também criticou o bloqueio econômico imposto pelos EUA a Cuba há quase 70 anos. “Se a gente continuar a acreditar que deve prevalecer a lei do mais forte, isso já aconteceu outras vezes no mundo e não deu certo”, completou.

    Acordo Mercosul-UE
    20.04.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Declaração conjunta à imprensa. Palácio de Herrenhause, Alemanha.

    Foto: Ricardo Stuckert / PR
    Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Declaração conjunta à imprensa. Palácio de Herrenhause, Alemanha. Foto: Ricardo Stuckert/PR
    Na declaração à imprensa, os dois líderes celebraram a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que entrará em vigor, de forma provisória, a partir de maio.

    “O Brasil foi e é um grande defensor do acordo UE-Mercosul. Fizemos parte daquele grupo que realmente insistiu que aquele acordo entrasse em vigor, então foi êxito em comum. E, entrando em vigor, vai fomentar cada vez mais nossa cooperação na área de tecnologia, inteligência artificial, economia circular, agricultura, energia”, destacou o chanceler alemão.

    Para Lula, a entrada em vigor do acordo no mês que vem abre espaço para uma parceria abrangente, que vai muito além do livre comércio. “Estamos falando de um modelo de cooperação que valoriza e protege os trabalhadores, os direitos humanos e o meio ambiente”, disse.

    O presidente brasileiro, no entanto, criticou medidas europeias de impor, segundo ele, mecanismos unilaterais de cálculo de carbono que desconsidera o baixo nível de emissões do processo produtivo brasileiro baseado em fontes renováveis.

    “Um acordo só se sustenta se há equilíbrio nas concessões feitas de parte a parte. Uma série de medidas adotas pela União Europeia ameaçam, no entanto, desnivelar os pratos dessa balança. É legítimo impulsionar políticas de descarbonização, preservação ambiental e desenvolvimento industrial, mas não é correto adotar métricas que não são fidedignas à realidade nem compatíveis com regras multilaterais”, argumentou.

    Acordos assinados
    Em sua declaração a jornalistas, Lula afirmou que os governos de Brasil e Alemanha assinaram acordos de cooperação nas áreas de defesa, inteligência artificial, tecnologias quânticas, infraestrutura, economia circular, eficiência energética, bioeconomia e pesquisa oceânica e climática.

    Terceira maior economia mundial, a Alemanha figura atualmente como o quarto principal parceiro comercial do Brasil, com intercâmbio de cerca US$ 21 bilhões em trocas de bens e serviços entre os dois países, segundo números de 2025. É um dos maiores investidores diretos no Brasil, com estoque de mais de US$ 40 bilhões.

    Minerais críticos e biocombustíveis
    Friedrich Merz também manifestou o interesse da Alemanha em explorar o setor de minerais críticos, elementos essenciais para tecnologias modernas, defesa e transição energética (baterias, painéis solares, turbinas), cuja oferta enfrenta riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores. O Brasil está entre as maiores reservas dessas matérias-primas no planeta.

    “Estamos aprofundando nossa relação na área de matéria-prima crítica e isso e uma base central para desenvolvermos as tecnologias do futuro”, disse o alemão.

    Sobre esse tema, Lula reforçou a posição brasileira de não ser apenas um fornecedor do mineral, mas sim um desenvolvedor de tecnologia.

    “Nossas reservas também nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer exportações excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities”.

    Ambos os líderes também destacaram o potencial de parceria na área de biocombustíveis, inclusive como ferramenta de descarbonização do setor de transportes.

    “Não existe segurança energética sem diversificação. A recente alta nos preços do petróleo mostra que está mais do que na hora da Europa superar sua resistência ideológica aos biocombustíveis. Eles são uma opção barata, confiável e eficiente para descarbonizar o setor de transporte. Com o conhecimento acumulado ao longo de cinco décadas, o Brasil é capaz de produzir etanol e biodiesel sem comprometer a produção de alimentos e as áreas de florestas”, afirmou Lula.

    Na mesma linha, Friedrich Merz defendeu investimentos na adoção de combustíveis renováveis como forma de diversificar as fontes.

    “Tem um caminhão no stand da feira [de Hannover] movido a biocombustível. Sabemos que, no Brasil, essa tecnologia avançou muito e demonstra que nós podemos aprender com o Brasil também”, disse.
    Agência Brasil

  • Oito crianças morrem em ataque a tiros nos EUA; polícia aponta caso como violência doméstica

    Oito crianças morrem em ataque a tiros nos EUA; polícia aponta caso como violência doméstica

    Oito crianças, com idades entre 1 e 14 anos, morreram após um ataque a tiros na cidade de Shreveport, no estado da Louisiana, na manhã deste domingo. De acordo com a polícia, o caso foi classificado como uma ocorrência de natureza doméstica.
    Segundo as autoridades, os disparos ocorreram por volta das 5h (horário local), quando um homem atirou contra um grupo de 10 pessoas. As vítimas estavam em três locais diferentes: duas residências situadas no mesmo quarteirão e uma terceira casa em outra área do bairro.
    Equipes policiais foram acionadas pouco antes das 6h e, ao chegarem a uma das casas, encontraram as vítimas. “Todas as vítimas neste caso são crianças”, afirmou o cabo Chris Bordelon.
    Durante o ataque, uma das pessoas baleadas conseguiu fugir para uma residência próxima, ainda conforme a polícia. Após os disparos, o suspeito roubou um veículo e tentou escapar.
    O homem foi perseguido por agentes até outro bairro da cidade. Durante a ação, os policiais atiraram contra o suspeito, que não resistiu aos ferimentos e morreu.
    As identidades das vítimas e do autor dos disparos ainda não foram divulgadas. A polícia informou que aguarda a notificação oficial dos familiares antes de tornar os nomes públicos. Autoridades também indicaram que algumas das crianças eram parentes do atirador.
    O prefeito de Shreveport, Tom Arceneaux, lamentou o ocorrido e destacou o impacto da tragédia na comunidade. “Temos famílias sofrendo, policiais e funcionários do instituto médico legal abalados. Isso afeta toda a cidade”, afirmou.
    Já o chefe de polícia, Wayne Smith, disse não conseguir compreender a dimensão do crime. “Não consigo imaginar como um evento como esse pode acontecer”, declarou.
    A investigação segue em andamento, com apoio da polícia estadual da Louisiana e de outras agências. As autoridades afirmam que irão trabalhar para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.

  • Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA”

    Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA”

    Leão XIV diz que continuará a falar com força sobre a guerra

    Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem à África, o papa Leão XIV disse que não tem medo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. “Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”.

    Leão XIV respondeu às críticas de Trump, feitas na rede Truth Social, de que o papa é fraco em política externa e deve deixar de agradar a esquerda radical.

    “Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou fazendo exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.” Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito porque era estadunidense, pensaram que seria a melhor forma de lidar com o republicano, e pediu que ele seja grato.

    Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. “A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra”

    Durante a viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “É uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ele visitará até a próxima quinta-feira (23) a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

    Falar com força contra a guerra
    Segundo Leão XIV, a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada como alguns estão fazendo. “Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”.

    Ele diz que sua mensagem é para todos os líderes do mundo, não apenas para Trump: “Tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”.
    Agência Brasil