Categoria: Mundo

  • Cuba estuda movimentação militar dos EUA diante de ameaças de Trump

    Cuba estuda movimentação militar dos EUA diante de ameaças de Trump

    Embaixador José Cabañas destaca que risco de invasão é permanente

    Diante das ameaças de Donald Trump de “tomar Cuba”, o governo em Havana tem estudado a movimentação militar dos Estados Unidos (EUA) na região. O embaixador cubano José R. Cabañas Rodríguez destacou que a invasão da ilha é uma possibilidade para a qual o país se preparou.

    “Os que precisam analisar a iminência, ou não, da invasão fazem o seu trabalho, se estuda constantemente o movimento das forças militares, sabemos que a guerra hoje pode ser liberada à distância”, disse o diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (Cipi), em Havana.

    Cabañas destacou à Agência Brasil que o risco de uma ação militar dos EUA está presente em Cuba desde o triunfo da Revolução, em 1959, e que sempre ressurge quando os EUA percebem um momento de fragilidade econômica que possa oferecer uma chance de sucesso

    “É uma possibilidade para a qual Cuba historicamente se preparou, e entendemos aqui que a chave para enfrentar tal situação é a unidade do povo”, completou, lembrando da invasão da Praia Girón, em 1961, apoiada pelos EUA e vencida pelas forças leais a Fidel Castro.

    O diplomata Cabañas atuou como representante de Havana em Washington a partir de 2012, tendo sido o primeiro embaixador de Cuba nos EUA durante governo de Barack Obama.

    Invasão iminente?
    O também professor de relações internacionais José Cabañas lembrou que, em muitos momentos, a invasão de Cuba parecia iminente, como quando os EUA invadiram a ilha de Granada, em 1983, ou durante a invasão dos EUA no Panamá, em 1989.

    “No ano de 1989, houve uma grande mobilização de forças militares nas proximidades de Cuba. Algumas pessoas pensavam que a invasão contra Cuba era iminente”, comentou.

    Cabañas destacou o agravante que, no caso de Cuba, os estadunidenses não precisariam se deslocar até a ilha. “Porque a base naval ilegal em Guantánamo permanece ocupada, onde eles mantêm forças e recursos. Assim, várias gerações de cubanos cresceram e viveram suas vidas sob essa ameaça”, disse. Os EUA têm uma base em Guantánamo, em Cuba, desde 1903.

    Diferentemente de outras épocas, agora existe um excesso de informação sobre possível invasão a Cuba que o diplomata avalia como tentativa de amedrontar a população.

    “Sabemos que as guerras atuais se lutam, de alguma maneira, usando a informação. Se trata de contaminar o país e a população que vão ser agredidos, para que as pessoas tenham medo, se desanimem. Lemos o que publica a imprensa corporativa estadunidense indicando nessa direção [da invasão]. Entendemos que se quer intoxicar a nossa população”, comentou.

    Negociação com EUA
    A Casa Branca tem renovado constantemente as ameaças de ação militar contra Cuba após o recrudescimento do bloqueio econômico imposto à ilha, com ameaças de sanção aos países que vendam petróleo para Havana.

    A medida fez Cuba ficar mais de três meses sem receber uma gota de petróleo, levando a apagões diários de mais de 12 horas na capital e de até o dia inteiro em municípios do interior do país de 11 milhões de habitantes.

    No final de março, um petroleiro russo furou o bloqueio dos EUA com 100 mil toneladas métricas de petróleo bruto, dando um pequeno alívio ao país. Porém, a carga daria para suprir a demanda de um terço do consumo de um mês, segundo o governo local.

    Nesse contexto, foram iniciadas negociações entre Havana e Washington em busca de acordo que permita a Cuba importar petróleo.

    O diplomata e acadêmico José Cabañas destacou que não é a primeira vez que Cuba faz negociação com a Casa Branca, mas que não deve admitir concessões que violem a soberania frente aos EUA.

    “Sempre negociamos com os EUA e com qualquer outro país a partir de uma posição de igualdade, respeito e reciprocidade. E Cuba nunca, nem mesmo nas piores circunstâncias, considerou que precisasse fazer concessões para alcançar uma relação respeitosa com os EUA”, destacou.

    Cuba denuncia bloqueio na ONU
    Na semana passada, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou às Nações Unidas (ONU) o bloqueio energético dos EUA contra o país como punição coletiva, com objetivo de subjugar o povo cubano pela fome, doenças e escassez de bens de primeira necessidade.

    “Mais de 96 mil cubanos, incluindo 11 mil crianças, aguardam cirurgias devido aos cortes de energia, apesar dos esforços das instituições de saúde para encontrar soluções. Mais de 16 mil pacientes que necessitam de radioterapia e 2.888 que dependem de hemodiálise são afetados pela interrupção de serviços que exigem fornecimento estável de energia”, disse.

    Cubanos que vivem em Havana relatam que o país vive o “pior momento”, com as dificuldades enfrentadas pela população, após o endurecimento do bloqueio energético imposto pelos EUA a partir do final de janeiro deste ano.

    A luta pela opinião pública dos EUA
    Na semana passada, Díaz-Canel recebeu parlamentares do Partido Democrata dos EUA, que são críticos ao bloqueio energético imposto por Trump. A deputada Pramila Jayapal defendeu que os EUA e Cuba deveriam normalizar as relações.

    “O embargo dos EUA contra Cuba é o mais longo da história mundial — e o bloqueio de combustível está causando uma crise humanitária ainda maior para o povo cubano”, comentou em uma rede social.

    O embaixador José Cabañas Rodríguez disse que, dentro dos EUA, existe um movimento de solidariedade a Cuba que pode pressionar contra uma invasão.

    “É talvez uma grande contradição que, no país com uma política oficial
    agressiva contra Cuba, existe possivelmente um dos maiores movimentos de solidariedade que temos no exterior, e que está ativo”, ressaltou

    Para falar diretamente com a opinião pública norte-americana, o presidente cubano concedeu entrevista exclusiva à emissora NBC News, publicada nesse domingo (12), destacando a determinação do governo de resistir a qualquer ação militar contra o país.

    “Se isso acontecer [uma invasão], haverá combate, haverá luta. Nós nos defenderemos, e se tivermos que morrer, morreremos, porque como diz nosso hino nacional: ‘morrer pela pátria é viver’”, afirmou.

    O aperto do cerco econômico ao país caribenho neste ano reforça a tentativa dos EUA de derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas. O embargo dos EUA contra Cuba já dura 66 anos, com as primeiras medidas adotadas logo após a Revolução Cubana, de 1959.

    Agência Brasil

  • Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz

    Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz

    Delegações dos 2 países passaram 21 horas em negociação no Paquistão

     

    As delegações do Irã e dos Estados Unidos (EUA), reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram “por não aceitar nossos termos”.

    “Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações”, disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington.

    O Irã tem defendido o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usarem isso de “pretexto” para impor uma “mudança de regime” no país persa.  Teerã sempre negou a intenção de desenvolver uma bomba atômica.

    O líder da delegação do Irã, o chefe do Parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf, enfatizou que tinham boa vontade para negociar, mas que, devido às experiências das duas agressões anteriores dos EUA e de Israel contra o país persa, “não confiávamos no lado oposto”.

    “[Apresentamos] iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, comentou a liderança iraniana em uma rede social.

    “Não vamos cessar nossos esforços por nenhum momento para consolidar nossas conquistas nesses 40 dias de defesa nacional”, acrescentou Ghalibaf.

    Estreito de Ormuz

    Navio-tanque no Estreito de Ormuz
21/12/2018
REUTERS/Hamad I Mohammed
    Navio-tanque no Estreito de Ormuz – Arquivo/Reuters/Hamad I Mohammed/proibida reprodução

    Após o fracasso das negociações iniciais, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que, como o Irã não estaria disposto a abrir mão de “suas ambições nucleares”, a Marinha estadunidense vai impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz.

    “Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”, afirmou o chefe da Casa Branca.

    A principal via marítima do comércio de petróleo do planeta, por onde transitam cerca de 20% das cargas de óleo globais, foi fechada pelo Irã em resposta a agressão sofrida pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro.

    Trump vinha ameaçando um genocídio contra o Irã caso eles não permitissem a passagem livre pelo Estreito de Ormuz até que foi anunciada a trégua de duas semanas de um frágil cessar-fogo.

    O novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, vem afirmando que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem daqui para frente, não devendo o Estreito voltar ao status que tinha antes da guerra.

    No encontro, foram discutidos pontos como o Estreito de Ormuz, o assunto nuclear, indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim completo da guerra contra o Irã e na região, informou o porta-voz do Ministério das Relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei.

    “Era natural que tais questões não pudessem ser resolvidas em quase 24 horas de negociações”, acrescentou Baqaei à agência iraniana Irna. Segundo o porta-voz, persistiram divergências relacionadas ao Estreito de Ormuz e a questões regionais.

  • Conflito continua: EUA e Irã encerram negociações sem êxito

    Conflito continua: EUA e Irã encerram negociações sem êxito

    ISLAMABAD (AP) — Estados Unidos e Irã encerraram neste domingo (12) uma rodada de negociações presenciais sem alcançar um acordo para pôr fim à guerra, lançando incertezas sobre a manutenção de um frágil cessar-fogo de duas semanas.

    Autoridades americanas atribuíram o fracasso das conversas à recusa iraniana em assumir um compromisso de abandono do programa nuclear. Já representantes iranianos responsabilizaram os EUA pelo colapso das tratativas, sem detalhar os pontos específicos de divergência.

    Nenhuma das partes indicou quais serão os próximos passos após o fim do cessar-fogo, previsto para 22 de abril. Mediadores do Paquistão pediram que o acordo seja mantido. Ambos os lados afirmaram que suas posições permaneceram claras ao longo das negociações e voltaram a culpar o outro pelo impasse, evidenciando a pouca evolução no diálogo.

    “Precisamos de um compromisso claro de que eles não buscarão uma arma nuclear nem os meios para obtê-la rapidamente”, afirmou o vice-presidente JD Vance após mais de 20 horas de negociações.

    O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, que liderou a delegação do país, declarou que cabe agora aos Estados Unidos “decidir se podem conquistar nossa confiança”. Ele evitou detalhar os principais pontos de conflito, embora autoridades iranianas tenham mencionado anteriormente divergências em dois ou três temas centrais, criticando o que classificaram como exigências excessivas por parte de Washington.

    O Irã nega buscar armas nucleares, mas defende seu direito ao desenvolvimento de um programa nuclear civil. Especialistas apontam que o nível atual de urânio enriquecido no país está tecnicamente próximo do grau militar.

    Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, ao menos 3 mil pessoas morreram no Irã, 2.020 no Líbano, 23 em Israel e mais de uma dezena em países árabes do Golfo. A guerra também provocou danos significativos à infraestrutura em diversos países do Oriente Médio.

    O controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz praticamente interrompeu o fluxo de petróleo e gás da região, pressionando os preços globais de energia.

    O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou que seu país tentará intermediar uma nova rodada de negociações nos próximos dias. “É imperativo que as partes mantenham o compromisso com o cessar-fogo”, declarou.

    O impasse reflete divergências já observadas em negociações anteriores, como as realizadas na Suíça. Apesar de o presidente Donald Trump afirmar que o conflito visa pressionar o Irã a abandonar ambições nucleares, as posições de ambos os lados permanecem praticamente inalteradas após semanas de combates.

    Embora não haja confirmação sobre a retomada das conversas, o Irã sinalizou estar aberto ao diálogo, segundo a agência estatal IRNA. “Nunca buscamos a guerra. Mas não aceitaremos perder na negociação o que não foi perdido no campo de batalha”, afirmou o cidadão iraniano Mohammad Bagher Karami.

    Disputa pelo Estreito de Ormuz

    As negociações foram marcadas por propostas divergentes. O plano iraniano previa garantias para o fim da guerra, além do controle sobre o Estreito de Ormuz e a interrupção de ataques contra seus aliados regionais, incluindo o grupo Hezbollah.

    Já a proposta americana incluía mecanismos de monitoramento, reversão do programa nuclear iraniano e a reabertura da rota marítima. O estreito é estratégico: cerca de 20% do petróleo mundial passa por ali diariamente.

    Durante as negociações, os EUA afirmaram que destróieres cruzaram a região para operações de desminagem, o que foi negado por autoridades iranianas. “Estamos limpando o estreito. Haver acordo ou não não faz diferença para mim”, disse Trump.

    Conflito se intensifica no Líbano

    O impasse também amplia as incertezas sobre o conflito no Líbano. Israel manteve ataques após o anúncio do cessar-fogo, alegando que o acordo não se aplica àquele cenário — posição contestada por Irã e Paquistão.

    Segundo a imprensa libanesa, um ataque israelense na vila de Maaroub, próxima à cidade de Tiro, deixou seis mortos no domingo. Apesar da redução de bombardeios em Beirute, os ataques no sul do país se intensificaram, acompanhados de uma nova ofensiva terrestre.

    Negociações entre Israel e Líbano devem começar na terça-feira (14), em Washington, conforme anunciou o presidente libanês Joseph Aoun. A decisão ocorre mesmo sem relações diplomáticas formais entre os países e já provocou protestos em Beirute.

    Israel pressiona para que o governo libanês desarme o Hezbollah, conforme previsto em um cessar-fogo firmado em novembro de 2024 — medida que enfrenta resistência histórica do grupo.

    No mesmo dia em que o cessar-fogo com o Irã foi anunciado, Israel bombardeou Beirute, deixando mais de 300 mortos, no episódio mais letal no Líbano desde o início da guerra, segundo autoridades de saúde locais.

  • Negociações entre EUA e Irã entram em “fase técnica”

    Negociações entre EUA e Irã entram em “fase técnica”

    Tratativa pela paz deve se estender pela noite, no Paquistão

    As negociações diretas entre EUA e Irã entraram na “fase técnica” e deverão se prolongar por toda a noite em Islamabad, no Paquistão, segundo informações da agência Lusa.

    Neste momento, as autoridades dos dois países estão discutindo os detalhes finais de um possível acordo.

    De acordo com a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, as questões ligadas ao Estreito de Ormuz continuam sendo o maior ponto de divergência entre as duas partes.

    O estreito é a passagem por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e está bloqueada pelos iranianos no momento. Trump exige que a região seja reaberta.

    O Irã também reivindica o desbloqueio dos ativos do país e uma indenização pelos ataques feitos pelos norte-americanos e israelenses.

    Ainda de acordo com a Tasnim, os enviados dos Estados Unidos fazem demandas consideradas excessivas pelos representantes iranianos. Washington ainda não se manifestou sobre o avanço das tratativas.

    As delegações dos EUA e do Irã estão reunidas num hotel no Paquistão, desde a manhã deste sábado (11), para negociações pela paz.

    Na terça-feira (7), o presidente Donald Trump decretou cessar-fogo para que norte-americanos e iranianos pudessem tentar chegar a um acordo.

    *Com informações das agências Lusa e Reuters.

  • Israel manda evacuar dois hospitais em Beirute; OMS condena ação

    Israel manda evacuar dois hospitais em Beirute; OMS condena ação

    Evacuação exigiria transferência de 450 pacientes
    As Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram alerta para evacuação de toda a área densamente povoada de Al-Janah (ou Jnah), em Beirute, capital do Líbano, onde estão dois dos maiores hospitais do país, o Hospital Universitário Rafik Hariri e o Hospital Al Zahraa. A ação foi condenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    “Neste momento, não há instalações médicas alternativas disponíveis para receber aproximadamente 450 pacientes dos dois hospitais (incluindo 40 pacientes na UTI), tornando a evacuação operacionalmente inviável”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

    O chefe da organização acrescentou que as instalações estão operando em capacidade máxima e que a zona que Israel mandou evacuar também abrange o complexo do Ministério da Saúde do Líbano, que abriga mais de 5 mil pessoas refugiadas da guerra.

    “Exorto Israel a reverter essa ordem e garantir a proteção de todas as instalações de saúde, trabalhadores de saúde, pacientes e civis”, completou Tedros.

    A OMS alerta que os hospitais do Líbano estão sobrecarregados após um dos dias mais mortais na recente escalada, quando Israel lançou bombardeios massivos em diversas partes do país, matando 303 pessoas e ferindo 1,1 mil. Ao todo, a guerra no Líbano já matou mais de 1,8 mil pessoas, ferindo outras 6 mil desde o dia 2 de março.

    “Os hospitais continuam a receber relatos de corpos não identificados e partes de corpos que foram recuperadas”, disse Abdinasir Abubakar, representante da OMS no Líbano.

    A organização ressalta que o pessoal médico, as instalações e o transporte são protegidos pelo direito internacional humanitário, alertando que, sem eles, o atendimento vital não pode ser prestado a tempo.

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    O Ministério da Saúde do Líbano registrou que até antes da última escalada, iniciada no dia 8 de abril, foram realizados por Israel 93 ataques contra unidades de saúde, matando 57 profissionais e ferindo 158.

    Israel
    Por sua vez, Israel não se manifestou sobre as ordens de evacuação dos dois hospitais em Beirute, mas o porta-voz do Exército vem acusando o Hezbollah de usar infraestrutura civil, incluindo ambulâncias e hospitais, para atividades militares.

    “Caso não se pare com essa conduta, Israel agirá, de acordo com o direito internacional, contra qualquer atividade militar realizada pelo Hezbollah terrorista utilizando essas instalações e ambulâncias”, disse Avichay Adraee, porta-voz das FDI para mídia árabe.

    A justificativa de Israel é rejeitada pela Anistia Internacional, que afirma que Tev Aviv não apresenta provas das acusações que faz, e que repete uma estratégia usada em Gaza, e no Líbano em 2024, de bombardear instalações médicas.

    “Lançar acusações alegando que instalações de saúde e ambulâncias estão sendo usadas para fins militares sem apresentar qualquer prova não justifica tratar hospitais, instalações médicas ou transporte médico como campos de batalha, nem tratar médicos e paramédicos como alvos”, diz Kristine Beckerle, diretora regional adjunta para o Oriente Médio e Norte da África da Anistia Internacional.
    Agência Brasil

  • Israel assassina mais três jornalistas em 24 horas no Líbano e em Gaza

    Israel assassina mais três jornalistas em 24 horas no Líbano e em Gaza

    Sobe para sete número de profissionais de mídia mortos no Líbano

    A Força de Defesa de Israel (FDI) assassinou três jornalistas em um dia, sendo um na Faixa de Gaza e dois no Líbano. Com isso, chega a sete o número de jornalistas mortos por bombardeios israelenses no Líbano desde o día 2 de março, gerando críticas de entidades representantes dos jornalistas.

    A jornalista libanesa Ghada Daikh, da Rádio Sawt Al-Farah (Voz da Alegria), foi assassinada em Tiro, no sul do Líbano. Outra jornalista morta no mesmo dia foi Suzan Al-Khalil, da emissora TV Al-Manar.

    Em Gaza, Israel assassinou o jornalista Muhammad Washah, da emissora árabe Al-Jazeera, que tem sede no Catar. Nesse caso, a FDI emitiu comunicado assumindo a autoria do atentado contra o jornalista.

    “Washah atuava sob o disfarce de jornalista da Al Jazeera, explorando essa identidade para promover atividades terroristas contra as forças de defesa de Israel e o Estado de Israel”, disse o Exército israelense.

    A emissora Al-Jazeera classificou o ato como “crime hediondo” e refutou a acusação de que Washah era do Hamas, lembrando que o profissional atuava na empresa desde 2018.

    “Isto constitui uma violação nova e flagrante de todas as leis e normas internacionais e reflete uma política sistemática contínua de perseguição a jornalistas e silenciamento da voz da verdade. É um crime deliberado e direcionado, com o intuito de intimidar jornalistas e impedi-los de exercer suas funções profissionais”, disse comunicado da TV do Catar.

    Washah foi morto após um drone atingir o carro em que viajava a oeste da cidade de Gaza, segundo a emissora. Com isso, chega a 262 o número de jornalistas assassinados em Gaza desde o dia 7 de outubro de 2023.

    O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York, nos Estados Unidos (EUA), condenou os três assassinatos contra os profissionais de imprensa cometidos por Israel.

    “O assassinato de jornalistas em Gaza e no Líbano hoje não é incidental – é parte de um ataque mais amplo à liberdade de imprensa. A comunidade internacional deve agir agora para detê-lo”, diz comunicado da CPJ. 

    Israel já matou mais jornalistas e profissionais de mídia do que qualquer guerra da história mundial. São mais mortes que a soma de outros sete importantes conflitos: as 1ª e 2ª guerras mundiais, a Guerra Civil Americana, a da Síria, do Vietnã (incluindo os conflitos no Camboja e no Laos), além das guerras na Iugoslávia e na Ucrânia.

     

    Agência Brasil

  • Irã ameaça romper cessar-fogo após ataques de Israel contra o Líbano

    Irã ameaça romper cessar-fogo após ataques de Israel contra o Líbano

    Tel Aviv lança ataques massivos contra Beirute e o sul do Líbano

    O Irã ameaça romper o cessar-fogo e retaliar Israel em resposta aos sucessivos bombardeios realizados contra o Líbano nesta quarta-feira (8). Fontes do governo iraniano informaram às agências de notícias do país persa que Teerã estuda retomar os ataques devido ao rompimento do acordo por parte de Israel. 

    “O Irã pode se levantar em uma ofensiva de defesa em grande escala a qualquer momento, já que o regime israelense está recorrendo à violação de um cessar-fogo frágil e temporário, alertou um alto funcionário da segurança”, disse a mídia estatal iraniana Press TV.

    O alto funcionário pediu que os países mediadores intervenham. O Irã exige que o cessar-fogo envolva todas as frentes de batalha, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza, alvos de bombardeios israelenses nos últimos 40 dias de guerra no Oriente Médio.

    Em rede social, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, defendeu a suspensão do cessar-fogo e o fechamento do Estreito de Ormuz.

    “Em resposta à invasão selvagem dos sionistas ao Líbano, agora mesmo deve-se parar o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Os libaneses deram suas vidas por nós, e não devemos deixá-los sozinhos nem por um momento. Cessar-fogo ou em todas as frentes ou em nenhuma frente”, disse.

    Em comunicado divulgado pela mídia iraniana, as Forças Armadas do país informaram que manterão controle “inteligente” sobre o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás mundial, sem especificar como seria esse controle.

    A reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas foi uma das condições para o cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã.

    Israel ataca Líbano

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que apoia o acordo costurado entre os EUA e o Irã, mas acrescentou que o Líbano ficaria fora do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram ter bombardeado 100 alvos em dez minutos no sul do Líbano e Beirute.

    O Ministério da Saúde do Líbano informou que, em contagem preliminar, os ataques de hoje causaram “dezenas de mortes e centenas de feridos”.

    Vídeos de prédios destruídos no centro da capital libanesa circulam nos veículos do país vizinho. O Hezbollah pediu aos moradores deslocados pela guerra que não retornem às suas residências até que o cessar-fogo seja oficialmente decretado no Líbano.

    O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, lamentou os ataques de Israel contra bairros residenciais e densamente povoados.

    “[Israel não se importa] com todos os esforços regionais e internacionais para deter a guerra, não obstante o desprezo total pelos princípios do direito internacional e do direito internacional humanitário, que nunca respeitou de fato”, escreveu em uma rede social.

    O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou o frágil cessar-fogo entre o Irã e os EUA, afirmou que a violação do acordo compromete o processo de paz.

    “Eu apelo sinceramente e com toda a seriedade a todas as partes para que exerçam moderação e respeitem o cessar-fogo por duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel de liderança rumo a uma solução pacífica para o conflito”, afirmou em mensagem nas redes sociais.

    Até ontem, o Ministério da Saúde do Líbano calculava que a atual fase do conflito, iniciada no dia 2 de março, matou mais de 1,5 mil pessoas, ferindo mais 4,8 mil.

    Israel ainda bombardeou 93 unidades de saúde libanesas e 57 profissionais de saúde foram assassinados. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas de suas residências no período.

    Agência Brasil

  • Trump recua e aceita suspender ataques ao Irã por duas semanas

    Trump recua e aceita suspender ataques ao Irã por duas semanas

    Irã informou que cessará ataques desde que não sofra novas ameaças

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. 

    Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã.

    “Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas mídias sociais.

    “Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, disse Trump.

    Segundo Trump, uma proposta de 10 pontos foi apresentada para um acordo e que “acredita que é uma base viável para negociar”.

    Irã

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi, informou nesta terça-feira (7), em nota oficial, que seu país irá cessar os ataques, desde que não sofra ataques e ameaças.

    A mensagem foi divulgada após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter concordado em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”.

    Araqchi disse ainda que haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz nas próximas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas.

    “Durante duas semanas, a passagem segura através do Estreito de Ormuz será possível com a coordenação das forças armadas do Irã e tendo em conta as restrições técnicas existentes”, diz a nota do ministro iraniano.

    Ameaça

    Mais cedo, Trump ameaçou acabar com “uma civilização inteira” hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz.

    “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã.

    Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta.

    Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares.

    Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade.

     

    Agência Brasil

  • Missão lunar Artemis 2 bate recorde de distância da Terra

    Missão lunar Artemis 2 bate recorde de distância da Terra

    Astronautas ultrapassaram distância de 248 mil milhas do planeta

    Os quatro astronautas da missão Artemis 2 da Nasa voaram nesta segunda-feira para o ponto mais profundo do espaço alcançado por qualquer ser humano, navegando ao longo de uma trajetória de atração gravitacional lunar a caminho de um raro sobrevoo tripulado sobre o lado oculto da Lua.

    A tripulação da Artemis 2, que viaja em sua cápsula Orion desde o lançamento na Flórida na semana passada, começou seu sexto dia de voo espacial quando acordou por volta das 11h50 (horário de Brasília), com uma mensagem gravada do falecido astronauta da Nasa Jim Lovell, que voou a bordo das missões lunares Apollo 8 e Apollo 13, na época da Guerra Fria.

    “Bem-vindos à minha antiga vizinhança”, disse Lovell, que morreu no ano passado aos 97 anos. “É um dia histórico, e sei que vocês estarão muito ocupados, mas não se esqueçam de apreciar a vista… boa sorte e sucesso.”

    Os quatro astronautas da Artemis estabeleceram um novo recorde de voos espaciais nesta segunda-feira, quando ultrapassaram a distância máxima de 248.000 milhas (quase 400.000 km) da Terra alcançada em 1970 pela Apollo 13, depois que um defeito quase catastrófico na espaçonave interrompeu a missão, forçando Lovell e seus dois companheiros de tripulação a usar a gravidade da Lua para ajudá-los a retornar em segurança à Terra.

    Mais tarde, nesta segunda-feira, a tripulação da Artemis, composta pelos astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e pelo astronauta canadense Jeremy Hansen, deveria alcançar sua própria distância mais distante da Terra – 252.755 milhas, 4.117 milhas (6.626 km) além do recorde mantido pela tripulação da Apollo 13 por 56 anos.

    Nomeando crateras

    Ao longo do caminho, os membros da tripulação passaram algum tempo atribuindo novos nomes provisórios às características lunares que anteriormente não tinham designações oficiais.

    Em uma mensagem de rádio para o controle da missão em Houston, Hansen sugeriu que uma cratera fosse chamada de Integrity (Integridade), em homenagem ao nome dado à cápsula Orion da tripulação, e que outra cratera, às vezes visível da Terra no limite entre os lados oculto e visível da Lua, recebesse o nome em homenagem à falecida esposa de Wiseman, Carroll.

    “Há alguns anos, começamos essa jornada, nossa família de astronautas muito unida, e perdemos um ente querido”, disse Hansen sobre a falecida esposa do comandante da missão, com a voz embargada pela emoção ao descrever a posição de seu homônimo lunar. “É um ponto brilhante na Lua, e gostaríamos de chamá-lo de Carroll.”

    Se tudo correr conforme o planejado, a Orion navegará em seguida ao redor do lado mais distante da Lua, observando-a a cerca de 4.000 milhas acima de sua superfície escura, enquanto eclipsa o que parecerá ser uma Terra do tamanho de uma bola de basquete no fundo distante.

    Como a Lua gira na mesma velocidade em que orbita em torno da Terra, seu lado oculto está sempre voltado para longe do nosso planeta, de modo que poucos seres humanos — apenas os membros das tripulações da Apollo que orbitaram a Lua durante suas missões — já olharam diretamente para sua superfície.

    O marco representará um ponto culminante na missão Artemis 2 de quase 10 dias, o primeiro voo de teste com tripulação do programa Artemis da Nasa, sucessor do projeto Apollo dos anos 1960-1970 da Nasa, e a primeira viagem do mundo a enviar seres humanos para as proximidades da Lua em mais de meio século.

    Fotos rasas e detalhadas

    A série multibilionária planejada de missões Artemis tem como objetivo levar os astronautas de volta à superfície da Lua até 2028, antes da China, e estabelecer uma presença de longo prazo dos EUA no local na próxima década, construindo uma base lunar que serviria como campo de provas para possíveis missões futuras a Marte.

    A última vez que os astronautas caminharam na Lua — um feito até agora alcançado apenas pelos Estados Unidos — foi na missão Apollo final, em 1972.

    O sobrevoo lunar desta segunda‑feira levará a tripulação à escuridão e a breves apagões nas comunicações, enquanto a Lua bloqueia a Rede de Espaço Profundo da Nasa — um conjunto global de enormes antenas de rádio usado pela agência para se comunicar com a tripulação.

    Durante o sobrevoo de seis horas, os astronautas usarão câmeras profissionais para tirar fotos detalhadas da Lua através da janela da Orion, mostrando um ponto de vista raro e cientificamente valioso da luz do Sol filtrada em suas bordas.

    A tripulação também terá a chance de fotografar um momento raro em que seu planeta natal, ofuscado pela distância recorde no espaço, se porá e nascerá com o horizonte lunar à medida que eles se movem, apresentando um remix celestial do nascer da Lua tipicamente visto da Terra.

    Uma equipe de dezenas de cientistas lunares posicionados na Sala de Avaliação Científica do Centro Espacial Johnson da Nasa, em Houston, fará anotações enquanto os astronautas, que estudaram uma série de fenômenos lunares como parte do treinamento da missão, descrevem sua visão em tempo real.

     

    Agência Brasil

  • Irã desafia ultimato de Trump: Ormuz jamais retomará status anterior

    Irã desafia ultimato de Trump: Ormuz jamais retomará status anterior

    Teerã diz que Israel e EUA não devem acessar estreito como antes

    Em meio a mais um ultimato do presidente Donald Trump, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) desafiou os Estados Unidos (EUA) afirmando que o Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como era, especialmente para os EUA e Israel”.

    “A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica está concluindo os preparativos operacionais para a nova ordem do Golfo Pérsico”, diz comunicado publicado nas redes social no domingo (5).

    A iniciativa visa estabelecer novas regras para passagem pelo Estreito de Ormuz. As autoridades iranianas têm defendido que as regras para passar pelo Estreito serão definidas em parceria com o Omã, sem interferência das potências estrangeiras ao Golfo Pérsico.

    O Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás do planeta, está fechado desde o início da agressão dos EUA/Israel contra o Irã, só sendo permitida a passagem de navios autorizados por Teerã.

    O presidente dos EUA vem repentinamente ameaçando destruir o Irã “enquanto nação”, com quase 90 milhões de habitantes, caso não aceitem as condições impostas por Washington para o fim da guerra, chegando a dizer que vai levar o país para “Idade das pedras”.

    Acordo distante

    Um documento com 15 pontos tem circulado como proposta de Trump para o fim da guerra, o que inclui o fim do programa nuclear pacífico do Irã, até o desmantelamento do seu programa balístico.

    Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (7), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as propostas estadunidenses, consideradas “altamente excessivas e incomuns, além de ilógicas”.

    O Irã tem exigido compensação financeira pelos danos causados pelos ataques; a saída definitiva das bases militares dos Estados Unidos (EUA) da região, além de um fim definitivo da guerra, o que incluiria as frentes de combate no Líbano e na Faixa de Gaza.

    O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, em comunicado publicado nesta segunda-feira, disse que é necessário levar o inimigo a um “arrependimento genuíno para evitar a repetição da guerra no futuro”.

    “Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado. Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado”, disse Akraminia, segundo agência iraniana Tasnim.

    Ataques iranianos e retaliações

    Em mais um vídeo publicado hoje, o porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, anunciou os alvos da 98ª onda de ataques do Irã contra instalações ligadas à Israel e EUA no Oriente Médio.

    Segundo o porta-voz da Guarda Revolucionária (IRGC), foram alvejados um navio porta-contêineres SDN&, além de “locais estratégicos” em Tel Aviv. Haifa, Be’er Sheva e Bat Hafer, em Israel.

    Zulfiqari acrescentou que quaisquer ataques a alvos civis seriam respondidos com múltiplas medidas contra os interesses do inimigo em qualquer ponto da região.

    “Caso os ataques a alvos civis se repitam, a próxima fase de nossas operações ofensivas e retaliatórias será realizada com intensidade e abrangência muito maiores, e as perdas e os danos sofridos pelo inimigo, caso persista nessa abordagem, serão multiplicados muitas vezes”, afirmou o porta-voz iraniano.

    Chefe de inteligência

    O Irã confirmou o assassinato de mais um alto dirigente militar do país. Dessa vez, o chefe da inteligência da IRGC, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, foi morto em um ataque aéreo israelense em Teerã

    Agência Brasil