Salvador, 16 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Ceias de Natal e Réveillon podem representar risco para pacientes renais; especialista orienta cuidados

A contagem regressiva para as festas de fim de ano já começou. Tais momentos, que representam alegria, amor, união e as tradicionais ceias para alguns, também podem indicar preocupação e desafios para outros, a exemplo de pessoas que convivem com doenças renais. Para a médica nefrologista baiana Manuela Lordelo, os excessos dessa época do ano são verdadeiros vilões para quem já tem a função renal comprometida. “Isso porque essas festas possuem alimentos ricos em sódio, potássio e fósforo, e, quando consumidos em grande quantidade, podem causar desequilíbrios e sobrecarregar os rins, causando retenção de líquidos, edema, pressão alta e risco de distúrbios eletrolíticos”, afirma.

Para evitar complicações, a médica recomenda um cardápio adaptado. “Comece a refeição com saladas frescas temperadas com azeite, limão e ervas, evitando molhos industrializados. As carnes devem ser magras e sem pele (frango, peru ou peixe). Além disso, é muito importante evitar itens processados, embutidos e alimentos muito salgados como tenders ou presuntos. Nas sobremesas, fuja do pavê, pudim, chocotone ou outra sobremesa rica em açúcar. Prefira opções de baixo teor de potássio, como maçã, pera, abacaxi e melancia, a exemplo de salada de frutas”, detalha Manuela Lordelo.

O álcool é outro tópico sensível. A nefrologista é taxativa: “pacientes com doenças renais devem evitar o consumo de bebidas alcoólicas, pois além de sobrecarregar os rins e o seu volume, podem interferir nos medicamentos usados durante o tratamento. Por isso, a moderação é essencial”, reforça a especialista, recomendando sempre o consumo de água e sucos.

Preceptora na residência de Nefrologia no Hospital Ana Nery, em Salvador, Manuela Lordelo conta que cada paciente renal, sobretudo quem realiza diálise, deve conversar com seu médico ou nutricionista antes das festas, porque a dieta é individual, dependendo do grau da doença (e comprometimento dos rins), exames de sangue e tratamentos associados. “Com planejamento e substituições adequadas, os pacientes podem celebrar com seus entes queridos de maneira segura e saudável”, garante a médica.

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