Salvador, 24 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Copernicus: emissão global de gases por incêndios é a menor em 24 anos

Informação do observatório europeu vale para o 1º semestre de 2026

O observatório europeu Copernicus divulgou, nesta segunda-feira (6), que o primeiro semestre de 2026 registrou o menor nível global de emissões de gases do efeito estufa decorrentes de incêndios, desde o início da série histórica em 2003.

De 1º de janeiro a 30 de junho, foram menos de 400 megatoneladas (milhões de toneladas) de carbono, reafirmando uma tendência geral de queda. No início das medições, em 2003, o valor ultrapassava um gigaton (bilhão de toneladas) de carbono e a série histórica nunca havia registrado valor abaixo de 500 megatoneladas.

De acordo com os dados do Sistema Global de Assimilação de Incêndios (GFAS, na sigla em inglês), a queda nas emissões tem sido impulsionada pela redução dos incêndios sazonais na África tropical.

Desde o início do ano, a África registrou aproximadamente 154 megatoneladas de carbono, enquanto no mesmo período de 2025 foram 213 megatoneladas de carbono. A Ásia reduziu as emissões de 164 para 113 megatoneladas de carbono.

Para o período de seis meses, a atividade mais intensa de incêndio florestal foi observada no estado de Victoria, no sudeste da Austrália, no início de janeiro. Durante o monitoramento foram observadas temperaturas recordes.

Embora a América do Sul historicamente emita menos que esses continentes, as emissões diminuíram ainda mais, passando de 40,9 para 38,8 megatoneladas de carbono.

Também foram observados incêndios intensos no continente, durante o primeiro semestre, com destaque para a região de Biobío, no Chile, e na província de Chubut, na Patagônia argentina.

El Niño
Segundo o cientista sênior do Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus, Mark Parrington, apesar do recorde, incêndios observademissão de gases por incêndios agência brasilos nas últimas duas semanas na Eurásia e na América do Norte acendem um alerta. E a situação pode ser agravada pelo El Niño, que tende a impactar as condições climáticas e intensificar a seca sazonal.

“Olhando mais adiante, as condições previstas para o El Niño têm o potencial de aumentar as emissões globais decorrentes de incêndios, como observamos durante os anos anteriores do fenômeno climático, em 2015 e 2019, quando a queima persistente de biomassa na Indonésia causou neblina regional generalizada e degradou gravemente a qualidade do ar”, alerta.

O sistema utilizado pelo Copernicus utiliza observações de satélites para calcular estimativas da potência dos incêndios florestais, determinando as emissões de carbono e outros poluentes. A evolução esperada desses incêndios é prevista por meio da integração com dados do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).

Agência Brasil

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