Salvador, 17 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Doença cardiovascular aumenta em mulheres na menopausa e o AVC mata mais mulheres do que homens no Brasil

Cardiologista do Núcleo TB, Carolina Thé, explica fatores de risco

De acordo com o Ministério da Saúde, as mulheres tem maior mortalidade por AVC do que os homens no Brasil. A cardiologista do Núcleo TB, Carolina Thé, destaca que, uma vez diagnosticada a menopausa, os riscos de doenças cardiológicas para elas aumentam bastante. Ao contrário do que pode estar no imaginário popular, as mulheres morrem mais de doenças cardiovasculares do que de câncer de mama.

O alerta vale, principalmente, para a faixa etária de 45 a 65 anos. O climatério, que representa a transição entre a fase reprodutiva e a fase pós-menopausa, é por si só um fator de risco. “Durante esse período, há uma redução de hormônios responsáveis pelo controle do LDL, que é o colesterol ruim, e o aumento do HDL, que é o colesterol bom sendo esta alteração fundamental para o aumento de doenças ligadas ao coração”, explica Carolina Thé.

Além disso, as mulheres costumam ter artérias coronárias menores e mais estreitas do que as dos homens, podendo causar dor no peito, mesmo sem obstrução de de grandes vasos. Os fatores não param por aí. Fatores de risco como obesidade e diabetes costumam ser mais frequentes no sexo feminino, trazendo uma grande preocupação para elas quanto à saúde do coração.

“Também é importante ressaltar que questões ligadas à saúde mental, como estresse e ansiedade, podem ser fatores de risco. Elas costumam ser bem comuns entre as mulheres devido à carga de trabalho dentro e fora de casa e o acúmulo de tarefas”, alerta a médica cardiologista.

É preciso que elas fiquem atentas a qualquer sinal diferente. Enquanto ambos os sexos podem sentir dor no peito, as mulheres podem apresentar desconforto nas costas, mandíbula, pescoço e ombros, além de náusea, falta de ar, fadiga e sudorese. Menos típicos, esses sintomas podem tornar o diagnóstico mais desafiador.

Para evitar o acometimento das doenças cardiovasculares, as recomendações da especialista são: manter alimentação adequada, praticar regularmente atividade física, não fumar, reduzir consumo de álcool e fazer controle de peso. Também vale fazer acompanhamento regular para monitoramento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.

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