Salvador, 16 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

É verão! Especialista em cuidados com à pele destaca tratamentos indicados durante à alta estação; e quais você deve evitar

De acordo com a biomédica esteta Jéssica Magalhães, ácidos e clareadores devem ser interrompidos nas áreas expostas ao sol, enquanto depilação a laser e remoção de microvasos exigem avaliação cuidadosa do profissional.

Com a chegada do verão, a procura por tratamentos corporais que preparem a pele e o corpo para os meses de sol voltam à crescer. A temporada, marcada pelo calor e exposição solar intensos, pede atenção especial à proteção da pele, à fim de evitar manchas ou danos dos raios UV e UVB.

A estação também exige cuidado redobrado na escolha dos procedimentos, já que nem todos os protocolos são indicados para radiação intensa. Para alcançar os melhores resultados, consultórios e profissionais espalhados pelo Brasil optam por técnicas que respeitam a sensibilidade da pele e o fototipo de cada paciente.

Somando mais de dez anos de experiência à frente do mercado, a biomédica esteta e especialista em pele preta, Jéssica Magalhães, explica que esse é um período estratégico para começar tratamentos corporais – desde que não gerem inflamação ou sensibilização. A profissional explica que procedimentos bem planejados ajudam a melhorar o contorno, textura e metabolismo da pele de forma segura e gradual.

“No meu consultório, eu priorizo protocolos que não aumentem o risco de manchas, especialmente em peles negras e em fototipos mais altos, que têm maior tendência à hiperpigmentação pós inflamatória. Um tratamento muito procurado no verão é a drenagem linfática combinada a enzimas não fotossensíveis, que reduz a retenção, auxilia no contorno e no metabolismo sem gerar hematomas. Também é possível iniciar tratamentos não ablativos para flacidez e celulite, escolhendo técnicas que não causem grandes lesões na pele”, afirma.

A especialista detalha os benefícios de outros 3 procedimentos indicados para o verão, como: ‘ultrassom microfocado’, que oferece firmeza imediata e remodelação de colágeno progressiva; a ‘drenagem linfática com enzimas’, que traz a redução de retenção e melhora do edema logo nas primeiras sessões; e a ‘intradermoterapia’, quando adaptada para o calor, melhora textura, reduz medidas e dá sensação de leveza.

Para Jéssica, os tratamentos “não ablativos” para estrias também apresentaram uma preferência maior no período, devido ao ganho de uniformidade e estímulo de colágeno sem inflamação excessiva. Já nos procedimentos de ‘intradermoterapia’ para gordura localizada, emagrecimento ou ganho de massa, Jéssica afirma que deve-se observar os parâmetros específicos para o verão, reduzindo o risco de hematomas.

“Qualquer marca ‘roxa’ em pele escura pode evoluir para uma mancha, então ajusto a frequência, profundidade e escolha de ativos para garantir total segurança. Esses cuidados fazem toda a diferença para resultados visíveis sem prejudicar a derme, principalmente a pele preta, durante o verão”, explica.

Entre os tratamentos à ser evitados durante a alta estação, a profissional aconselha evitar procedimentos que causam abrasão, descamação ou inflamação intensa, como peelings médios, lasers ablativos, microagulhamentos profundos e combinações que aumentem risco de hematoma ou ruptura vascular. Ácidos e clareadores também devem ser interrompidos nas áreas expostas ao sol, enquanto depilação a laser e remoção de microvasos exigem avaliação cuidadosa do tom de pele, sensibilidade e aparelho ideal.

“Eu sempre reforço que a regra no verão é nítida, escolher procedimentos que entreguem resultado sem agredir a pele. Durante a estação, é necessário atenção especial à hidratação, uso diário de protetor solar, ingestão de água e cuidados comportamentais como evitar atrito ou roupas apertadas nas áreas tratadas. Com esses cuidados simples e consistentes, é possível atravessar o verão com a pele uniforme, protegida e com resultados melhores”, conclui.

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