Salvador, 14 de junho de 2026
Editor: Chico Araújo

Entre rotina e amor materno, data reforça importância dos momentos em família

Foto: Free Pick

Por: Guilherme Rios e Ingrid Reis

O Dia das Mães vai muito além dos presentes e das homenagens tradicionais. Para muitas famílias, a data representa um momento de reencontro, afeto e criação de memórias que permanecem por toda a vida. Em meio à correria do cotidiano, especialmente para mães que conciliam trabalho e cuidados com os filhos, a celebração ganha ainda mais significado ao reunir pessoas queridas e fortalecer os laços familiares.

A gerente de loja Silmara Luz, mãe de um menino de 5 anos, conta que a data é marcada por lembranças afetivas e encontros em família. Segundo ela, todos os anos as mães da família se reúnem na casa da matriarca para celebrar juntas, enquanto os pais organizam a programação do dia. “A gente reúne todas as mães da família e celebra o Dia das Mães com nossos pequenos”, afirmou.

Silmara relata que viveu a maternidade de forma tardia. Ela teve o primeiro filho aos 37 anos e lembra que chegou a ouvir de médicos que já estava em uma idade considerada avançada para engravidar. Apesar disso, descreve a experiência como transformadora. “A gente conhece o verdadeiro amor quando se torna mãe”, disse. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de mulheres que decidem engravidar mais tarde vem crescendo no Brasil nos últimos anos, principalmente devido à estabilidade profissional e financeira buscada antes da maternidade.

Mesmo com a rotina intensa do varejo, Silmara afirma que o filho se tornou sua maior motivação diária. “Com todo o cansaço do mundo, eu chego em casa e ao olhar para meu filho, todo o cansaço vai embora”, contou. Ela destaca ainda a importância de proporcionar atenção, saúde emocional e momentos de diversão para a criança. Especialistas em desenvolvimento infantil reforçam que experiências afetivas e tempo de qualidade com os pais são fundamentais para o desenvolvimento emocional dos filhos.

Para a gerente, o mais importante no Dia das Mães não está necessariamente no valor do presente, mas nas experiências vividas em família. Uma das lembranças mais marcantes aconteceu durante uma brincadeira organizada no último ano, em que os filhos, vendados, precisavam reconhecer suas mães apenas pelo toque. “Teve filho que reconheceu logo de primeira e outros tiveram dificuldade. Foi muito divertido”, relembrou.

A poucos dias da celebração, histórias como a de Silmara ajudam a reforçar o verdadeiro significado da data: carinho, presença e construção de memórias afetivas. “O presente é só uma forma de mostrar que lembrou, mas a memória afetiva que vai ser criada é pelo momento mesmo”, concluiu.

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