Salvador, 25 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Especialista destaca os benefícios da fisioterapia no controle do lipedema

Professora da Unijorge explica que o tratamento da doença vai além da famosa drenagem linfática e envolve diversas abordagens fisioterapêuticas

Pernas pesadas, dores frequentes, hematomas e acúmulo desproporcional de gordura nos membros inferiores estão entre os principais sintomas do lipedema, doença crônica que afeta predominantemente as mulheres. Apesar de a drenagem linfática ser um dos tratamentos mais conhecidos, o controle da doença exige uma abordagem multidisciplinar, na qual a fisioterapia desempenha papel fundamental.

Segundo a professora do curso de Fisioterapia da Unijorge, Danielle Oliveira, uma das técnicas mais indicadas é a Drenagem Linfática Manual, desenvolvida para reduzir o edema característico do lipedema por meio de manobras suaves, adequadas à fragilidade dos tecidos afetados.

“A drenagem deve ser realizada apenas por profissionais capacitados. Quando feita de forma inadequada, pode agravar o edema, aumentar a dor e comprometer a evolução do tratamento”, alerta.

Além da drenagem, a fisioterapia pode incluir o uso de meias de compressão, prescritas conforme as características de cada paciente, e exercícios terapêuticos para fortalecimento muscular e melhora da mobilidade. Atividades como hidroginástica e natação também são recomendadas por favorecerem o retorno venoso e linfático, desde que orientadas por um profissional.

Nos casos em que a lipoaspiração é indicada, a fisioterapeuta ressalta que o procedimento não representa a cura da doença. “A cirurgia reduz o tecido adiposo comprometido, mas a fisioterapia, associada aos exercícios, à terapia compressiva e ao acompanhamento multiprofissional, continua sendo essencial para controlar os sintomas e evitar a progressão do lipedema”, afirma.

Reconhecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID) em 2022, o lipedema ainda é frequentemente confundido com obesidade, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento. Nos últimos anos, a doença ganhou maior visibilidade após personalidades como Yasmin Brunet e Bárbara Reis compartilharem publicamente seus diagnósticos.

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