Salvador, 17 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Estresse de fim de ano aumenta risco de esgotamento físico e mental, e especialistas do Instituto de Saúde Corpo e Mente explicam como prevenir

Com a chegada de dezembro, cresce a sensação de urgência, a agenda se aperta e a mente acelera. O período marcado por encerramentos, balanços emocionais e pressão por resultados costuma provocar uma sobrecarga que afeta diretamente o corpo. De acordo com especialistas do Instituto de Saúde Corpo e Mente (ISCM), o estresse contínuo pode evoluir para exaustão, ansiedade, insônia, alterações cardíacas e desgaste físico significativo.

Para o psicanalista Iadson Oliveira, especialista em hipnose clínica, o fim do ano funciona como um gatilho emocional. Ele explica que as pessoas revisitam metas, acumulam pressões e entram em um ciclo de desconexão entre corpo e mente. “É como se o corpo pedisse pausa, mas a mente insistisse em acelerar. Isso gera ansiedade, cansaço intenso e até culpa por não ter feito mais. Em dezembro, muitos percebem o esgotamento emocional que vinham ignorando”, afirma.

A médica Aiêsca Almeida, com formação em Medicina do Sono pelo Hospital Israelita Albert Einstein, reforça que o estresse prolongado desencadeia respostas fisiológicas reais. Segundo ela, semanas sob pressão aumentam cortisol e adrenalina, bagunçam o sono, aceleram o coração e favorecem inflamações silenciosas, elevando o risco de arritmias, crises hipertensivas e eventos cardiovasculares. “Se as noites estão ruins, o dia seguinte já começa em desequilíbrio. Cuidar do sono é também cuidar do coração”, destaca.

Ambos alertam para sinais precoces de sobrecarga: palpitações, cansaço desproporcional, tensão muscular, irritabilidade, dificuldade de foco e incapacidade de “desligar” para dormir. Para Iadson, a prevenção começa pela desaceleração consciente: reservar pausas, meditar, caminhar, ouvir músicas tranquilas e praticar gratidão. Ele também aponta a hipnose clínica como recurso terapêutico para reorganizar pensamentos e liberar tensões acumuladas.

A Dra Aiêsca recomenda ajustes simples para proteger o corpo e a mente: rotina de sono regular, redução de telas à noite, alimentação leve e distante do momento de ir deitar, hidratação adequada e pequenas pausas de respiração ao longo do dia. Ela lembra ainda que conexões afetivas, conversas leves e convivência familiar reduzem o estresse e regulam o humor. “Encerrar o ano com autocuidado pode ser o primeiro passo para viver um novo ciclo com mais equilíbrio, presença e saúde”, diz a médica.

As duas abordagens integram o trabalho do Instituto de Saúde Corpo e Mente, que atua de forma multidisciplinar para reorganizar hábitos, regular o sono e fortalecer a saúde emocional de quem deseja iniciar o novo ciclo com mais equilíbrio e qualidade de vida.

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