Salvador, 3 de novembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Acupuntura cresce como opção para tratar ansiedade

Diante de uma epidemia silenciosa que atinge milhões de brasileiros, cresce o interesse por terapias complementares no combate à ansiedade. Uma delas, a acupuntura médica, tem ganhado espaço nos consultórios como aliada no controle dos sintomas — e com respaldo da ciência.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking global de transtornos de ansiedade, com 9,3% da população — cerca de 18,6 milhões de pessoas — afetadas pela condição. Uma pesquisa recente do Instituto Cactus, em parceria com a AtlasIntel, revela que 68% dos brasileiros se sentem frequentemente nervosos, ansiosos ou tensos.

Nesse cenário, a busca por alternativas que complementem tratamentos tradicionais se intensifica. É o que observa o médico anestesiologista e acupunturista George Ferreira, que atua em grandes hospitais de Salvador. “A acupuntura regula o sistema nervoso, promovendo o equilíbrio entre os sistemas simpático e parassimpático”, explica.

“Esse mecanismo estimula a liberação de neurotransmissores como serotonina, endorfinas e dopamina, que estão diretamente relacionados à sensação de bem-estar e relaxamento. Ao mesmo tempo, reduz os níveis de cortisol, o hormônio do estresse”, completa o especialista, pós-graduado em Acupuntura Médica.

O tratamento não tem efeitos colaterais quando realizado por profissionais qualificados. A média recomendada é de oito a 12 sessões com frequência de uma a duas por semana, com duração aproximada de 30 minutos cada.

“Os efeitos costumam ser perceptíveis já nas primeiras sessões. Pacientes relatam melhora na qualidade do sono, na irritabilidade e no controle de pensamentos ansiosos,” afirma Dr. George Ferreira.

Embora não substitua a psicoterapia ou o uso de medicamentos quando necessários, a acupuntura é vista por especialistas como uma estratégia eficaz de suporte, sobretudo por não envolver o uso de substâncias químicas e não ter efeitos colaterais.

A técnica, de origem milenar chinesa, já é reconhecida como prática integrativa pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde. No Brasil, para que a acupuntura seja considerada médica, é necessário que o profissional tenha formação em medicina e especialização na área na área de acupuntura.

“É fundamental que o tratamento seja conduzido por um médico acupunturista, porque isso garante uma abordagem mais segura, que leva em conta todo o histórico de saúde do paciente,” reforça George Ferreira.

A crescente procura pela técnica reflete não só a busca por alívio da ansiedade, mas também, um movimento de pacientes em direção a tratamentos que integrem corpo e mente de forma mais ampla e menos invasiva.

Veja também

gás
Reajuste no valor do gás de cozinha na Bahia é o maior desde 2021
Aumento de 17,5% anunciado para novembro deve elevar preço do botijão entre R$ 12 e R$ 15. Produto já...
Dr
Atendimento rápido ao infarto pode salvar vidas e evitar sequelas
Do primeiro sintoma à reabilitação, a integração entre equipes e a adoção de protocolos de emergência...
Crédito da imagem - Marketing Central de Outdoor da Bahia
Central de Outdoor da Bahia recebe homenagem do Hospital Martagão Gesteira
Reconhecimento destaca a contribuição da entidade para a manutenção das atividades do hospital, que homenageou...
image (1)
Blue Run movimenta Salvador com esporte e experiências na orla do Rio Vermelho
Agência Comunicando Ideias, Kiolo e RG+ assinaram Lounge VIP para convidados, com ambientação da Breton...

Opinião

ucsal
UCSal: semeando saberes e sonhos ao longo de 65 anos