Salvador, 2 de novembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Alimentação na Páscoa: quais são as alternativas para alérgicos e intolerantes?

Símbolo de tradição, cultura e comemoração, o período da Páscoa reúne familiares e amigos desde a Sexta-feira Santa até o Domingo em mesas repletas de alimentos que, geralmente, são peixes, frutos do mar e doces, como o chocolate. Essas são as opções mais procuradas em feiras, supermercados e docerias para o cardápio da ceia. Porém, algumas pessoas são alérgicas, intolerantes ou têm outras reações negativas a essas comidas. Nem todas podem ingerir esses pratos saborosos e acabam ficando de fora da festa, entrando numa dieta regrada durante esses dias.

A professora do curso de Nutrição da UNINASSAU Recife, campus Boa Viagem, Jussara Pessôa, indica quais alternativas podem ser seguidas para substituir algumas refeições e evitar danos à saúde durante o consumo. “O mercado oferece uma grande variedade de chocolates veganos ou zero alergênicos. São opções feitas com leite vegetal (como de amêndoas, arroz ou coco) e cacau puro, ideais para quem tem alergia à proteína do leite, intolerância à lactose ou doença celíaca”.

“Docinhos de tâmara com cacau, trufas de castanha-de-caju, se não tiver alergia a oleaginosas, e bolos com farinhas alternativas (arroz, coco ou aveia sem glúten) são opções saborosas e nutritivas. Também há os ovos de colher com recheios à base de biomassa de banana verde”, orienta.

Já aos alérgicos a frutos do mar e crustáceos, a docente apresenta outra alternativa. “Peixes de água doce, se não houver restrição, podem ser preparados. Há também receitas com cogumelos (shiitake, shimeji ou champignon), pois possuem textura e umami com um sabor que lembra o gosto do mar, ótimos para moquecas e risotos”.

Além disso, vegetais, cereais e frutas podem fazer parte do cardápio. “Grão-de-bico pode ser utilizado para criar bolinhos e croquetes que lembram os de peixe. O palmito é leve, neutro e absorve bem temperos, ótimo para recheios, salteados e ensopados. Até a jaca verde desfiada, quando bem temperada, fica com textura parecida com carne de siri ou peixe desfiado, simulando a textura de algumas comidas comuns. A berinjela também é outra alternativa, pois tem uma textura macia, sendo utilizada em preparos de moqueca ou camarão fake, quando empanada”, frisa Jussara.

A nutricionista ainda orienta as pessoas a evitarem comidas processadas, usufruindo sempre de substâncias in natura. Mas, se caso for preciso, é preciso ler os rótulos com atenção. Fazer as receitas em casa também é importante, pois o responsável tem total controle sobre os ingredientes e inclui toda a família nas adaptações, fazendo com que ninguém se sinta excluído e a experiência seja divertida e saudável para todos.

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