Salvador, 21 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Baixa temperatura? Especialista alerta para cuidados com a pele no inverno, frente à dias secos e queda da temperatura

Com o avanço do inverno no Hemisfério Sul, marcado por dias mais secos e ondas de frio, especialistas seguem alertando para os cuidados com a pele. As temperaturas mais baixas costumam provocar ressecamento, aspereza e sensação de repuxamento, especialmente em áreas como bochechas, cotovelos e pernas. Os efeitos previstos para a estação já são perceptíveis em diversas regiões, reforçando a importância da atenção com a saúde da pele durante esse período.

 

Esses efeitos são resultado da combinação entre a queda nos termômetros, intensificação dos ventos e o aumento da frequência de banhos quentes. Essa estação influencia diretamente na hidratação natural da pele e pode enfraquecer a barreira cutânea. A expectativa é que essas alterações dermatológicas persistam até a chegada da primavera, em 22 de setembro.

 

Diante da perda de umidade causada pelo clima frio e seco, a pele negra é uma das principais afetadas pelas mudanças atmosféricas. De acordo com a biomédica esteta Jéssica Magalhães, é natural que a pele negra seja mais propensa a produzir e apresentar manchas visíveis devido às sutis descamações durante o frio, que embora passem despercebidas à primeira vista, interferem na textura e no viço (brilho natural) da derme.

 

“Durante o inverno, a pele negra enfrenta as barreiras da desidratação. Isso ocorre porque, além do clima frio intensificar o ressecamento, geralmente consumimos menos líquido, agravando o quadro dermatológico. Como resultado, a pele do corpo perde seu brilho natural, os lábios racham e o rosto apresenta leves descamações. Para manter a pele saudável e bonita durante essa estação, é essencial adotar uma rotina de hidratação mais eficaz e prestar mais atenção à ingestão de água”, explica.

 

Há mais de 10 anos no mercado de biomedicina, Jéssica recomenda ajustar a rotina para reforçar a hidratação e a proteção da pele preta. Nos dias frios, a especialista explica que a prioridade é preservar a barreira cutânea, aconselhando à substituir os sabonetes com ácidos por produtos mais suaves, a exemplo de hidratantes mais densos ou que possuam ingredientes como pantenol e manteiga de karité. “Caso use ácidos, reduza a frequência para evitar sensibilidade e tenha mais atenção às reações da pele para poder interromper se necessário; e mantenha o uso de protetor solar, mesmo nos dias nublados”, recomenda.

A especialista em pele preta enfatiza que o ressecamento mais acentuado e o aspecto acinzentado da derme torna a estação ainda mais estratégica e preventiva. Somado às festas de São João e São Pedro, que geralmente causam inflamações cutâneas e dermatites, Jéssica alerta para uma maior tendência à hiperpigmentação pós-inflamatória durante o período.

 

A proximidade com as fogueiras, o clima seco e a desidratação natural do período são fatores à se preocupar durante os próximos dias. Para a especialista, é fundamental uma adaptação da skincare, alinhada à alimentação rica em frutas e verduras, que juntas auxiliam na nutrição correta da pele. Desmitificando outros cuidados com a pele preta no inverno, Jéssica reforça que o uso de protetor solar é indispensável o ano inteiro, independente da estação.

 

“A radiação UVA, responsável pelo envelhecimento precoce e pelas manchas, permanece presente mesmo em dias nublados ou frios. E quando falamos de pele negra, que já tem maior propensão a hiperpigmentações (produção de manchas), o filtro solar é uma ferramenta de proteção e prevenção essencial. Além disso, quem faz uso de ácidos ou tratamentos clareadores deve manter o protetor como parte obrigatória dessa nova rotina”, conclui.

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