Salvador, 7 de novembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Câncer colorretal: saiba como a alimentação interfere no surgimento da doença

Desenvolvido a partir de pólipos, lesões benignas que se formam no intestino grosso, o câncer colorretal é um dos mais recorrentes no país e mundo. De acordo com previsões do Instituto Nacional de Câncer (Inca), entre 2026 e 2030, a doença será a terceira mais impactante para homens e mulheres, ficando atrás apenas de neoplasias no estômago, pulmão/traqueia e mama.

 

“O surgimento desse tipo de câncer tem forte relação com padrões alimentares inadequados. O consumo exagerado de carnes vermelhas, açúcares e alimentos ultraprocessados, em detrimento da ingestão de fontes de fibras, aumenta consideravelmente o risco”, alerta Mirela Carvalho, nutricionista e professora do curso de Medicina da Universidade Salvador (UNIFACS).

 

Obesidade, tabagismo e excesso de bebidas alcoólicas também têm sido observados em pacientes que apresentam os tumores que afetam o cólon, a parte final do intestino e o ânus. Outras ligações incluem idade igual ou acima de 45 anos e histórico familiar.

 

Diante desses fatores, a profissional ressalta que o principal meio de prevenção é a mudança no estilo de vida, a começar pela adoção de uma dieta mais equilibrada. “Alimentos na sua versão natural, com maior concentração de vitaminas e minerais, sempre vão promover a saúde do maior órgão de defesa do nosso corpo, o trato gastrointestinal”, diz.

 

Estratégias alimentares

Prática de atividades físicas, controle do peso corporal e alimentação saudável são grandes aliados no combate à neoplasia. No que diz respeito ao padrão alimentar, a nutricionista destaca que a orientação é o consumo de itens sem adição de conservantes artificiais, a exemplo de frutas, verduras, legumes, raízes, cereais integrais, carnes magras (bovina, suína, aves e peixes), leguminosas, grãos e sementes.

Cirurgiã geral, coloproctologista e também professora do curso de Medicina da UNIFACS, Ursula Galvão reforça que a ingestão de carne vermelha precisa ser limitada. “Estudos associam o consumo excessivo a inflamações no intestino. Por isso, é importante balancear a proteína no cardápio”, pontua. Segundo o Ministério da Saúde, o ideal é até 500 gramas por semana.

 

Outro auxílio preventivo, conforme a especialista, é a vitamina D. “Evidências científicas apontam que a suplementação de vitamina D está veiculada à diminuição do risco de câncer do cólon e reto. Apesar disso, o uso deve ocorrer apenas com prescrição médica e nutricional, uma vez que a quantidade é definida de acordo com as necessidades de cada indivíduo”, afirma

 

Detecção precoce 

Além de hábitos saudáveis para manter o funcionamento e a integridade da barreira intestinal, o rastreio da doença é determinante na identificação de pólipos, assim como no diagnóstico do câncer em estágio inicial. A realização da colonoscopia é o meio mais eficaz de detecção, sendo recomendada a partir dos 45 anos e repetido a cada cinco anos, a depender da indicação médica.

“A colonoscopia é o exame padrão-ouro para diagnóstico e prevenção, pois permite avaliar a presença e retirar os pólipos antes da evolução para tumores malignos. Por esse motivo, em casos de histórico familiar positivo, doenças genéticas e demais fatores de risco, o rastreamento deve começar mais cedo, impedindo o desenvolvimento do câncer de intestino”, conclui Ursula Galvão.

Sobre a UNIFACS  

Há 53 anos transformando vidas pela educação, a Universidade Salvador (UNIFACS) é integrante do maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do país. A Universidade oferta formação em todas as áreas do conhecimento, com mais de 100 cursos de graduação e pós-graduação, cinco unidades em Salvador e Feira de Santana, a marca conta com investimentos constantes em educação e atenção às demandas sociais. Além de ser uma das principais instituições de ensino superior no Nordeste, também tem mais de 15 anos de atuação em Feira de Santana. Além disso, os alunos de Medicina da UNIFACS contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. A UNIFACS também contribui para democratização do Ensino Superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do estado. São mais de cinco décadas de muitas realizações e a universidade acredita que, nas próximas décadas, é possível fazer muito mais na Bahia e com a Bahia. Para mais informações: www.unifacs.br

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