Salvador, 26 de julho de 2026
Editor: Chico Araújo

Carnaval da prevenção: entenda as diferenças entre os medicamentos que evitam a infecção pelo HIV

Em meio ao clima de diversão e encontros, o período carnavalesco reforça a necessidade de prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (IST), especialmente a provocada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o estado registrou mais de 3 mil casos de HIV/Aids somente em 2024. Nos últimos seis anos, a maioria das ocorrências da doença foi entre homens com idade de 20 a 34 anos.

 

Com esse cenário, estratégias preventivas combinadas têm ganhado cada vez mais força. Entre elas estão as tecnologias medicamentosas conhecidas como PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e PEP (Profilaxia Pós-Exposição), que são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

“O indivíduo interessado passará por uma avaliação de risco para determinar se é indicado para o seu caso, seguindo os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Caso seja considerado elegível, receberá a prescrição e as orientações de uso”, explica Astrid Tatiana Otero, médica infectologista e professora do curso de Medicina da Universidade Salvador (UNIFACS)

 

PrEP

A Profilaxia Pré-Exposição é composta por dois medicamentos antirretrovirais (tenofovir + entricitabina), que deve ser ingerido diariamente por pessoas que não vivem com HIV, mas que estão em alto risco de exposição: indivíduos que têm parceiro ou parceira sexual HIV positivo, profissionais do sexo, pessoas com comportamento sexual de risco, usuários de drogas injetáveis, entre outros. Se tomado corretamente, reduz o risco de infecção em mais de 90%.

 

Para ter acesso ao recurso, basta procurar centros de testagem e aconselhamento, Unidades Básicas de Saúde (UBS) que contam com serviços especializados em ISTs/HIV/AIDS ou hospitais que dispõem de ambulatórios especializados.

 

PEP

A Profilaxia Pós-Exposição é recomendada para pessoas que foram expostas ao vírus, seja por situações como violência sexual, relações desprotegidas, rompimento do preservativo, compartilhamento de agulhas ou acidentes ocupacionais em profissionais da saúde. A administração da medicação precisa ser iniciada o mais rápido possível, idealmente dentro de 72 horas após a exposição.

 

Os interessados podem encontrá-la em hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e alguns centros de testagem e aconselhamento, especialmente aqueles vinculados a hospitais. “O tratamento com PEP dura 28 dias e o acompanhamento médico é essencial durante esse período para monitorar efeitos colaterais e a eficácia da profilaxia”, alerta a infectologista.

 

Combo preventivo

Embora o uso de camisinha masculina e feminina seja indispensável em todas as relações sexuais, a combinação de métodos amplia a proteção contra o HIV/Aids. Além das profilaxias, a testagem regular – pelo menos a cada seis meses – e o acesso à informação e aos serviços de saúde também são fundamentais.

 

“É importante ressaltar que, embora PrEP e PEP sejam altamente eficazes na prevenção do HIV, não protegem contra outras ISTs. Por isso, o uso de preservativo continua sendo uma estratégia crucial. Sempre consulte um profissional de saúde para orientações específicas e suporte”, orienta a professora do curso de Medicina da UNIFACS, parte integrante da Inspirali.

Sobre a UNIFACS  

Há 53 anos transformando vidas pela educação, a Universidade Salvador (UNIFACS) é integrante do maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do país. A Universidade oferta formação em todas as áreas do conhecimento, com mais de 100 cursos de graduação e pós-graduação, cinco unidades em Salvador e Feira de Santana, a marca conta com investimentos constantes em educação e atenção às demandas sociais. Além de ser uma das principais instituições de ensino superior no Nordeste, também tem mais de 15 anos de atuação em Feira de Santana. Além disso, os alunos de Medicina da UNIFACS contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. A UNIFACS também contribui para democratização do Ensino Superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do estado. São mais de cinco décadas de muitas realizações e a universidade acredita que, nas próximas décadas, é possível fazer muito mais na Bahia e com a Bahia. Para mais informações: www.unifacs.br

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