Salvador, 9 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Comemoração ao Dia Nacional da Baiana de Acarajé e Mingau reforça cultura e valorização do ofício

 

O Dia Nacional das Baianas de Acarajé e Mingau, comemorado na próxima segunda-feira (25), foi o foco de um encontro promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) com a realização de uma palestra com o nutricionista Lincon Pimentel. O tema abordado foi a “Cultura Alimentar na Bahia” e destacou a gastronomia como elemento fundamental da identidade baiana e sua contribuição histórica.

 

A atividade, ocorrida na última terça-feira (19), reuniu profissionais do segmento na Escola de Saúde Pública Municipal, no Comércio. Gilmara Sodré, subcoordenadora do setor de alimentos da Vigilância Sanitária de Salvador (Visa) ressaltou o valor socioeconômico da profissão, pontuando como as baianas de acarajé geram emprego e fomentam o turismo na Bahia.

 

“O acarajé é conhecido mundialmente, e isso gera uma grande responsabilidade tanto em termos culturais quanto sanitários. A vigilância sanitária tem um papel importante em garantir que os alimentos sejam preparados e comercializados de forma segura”, afirmou. Ela também mencionou o trabalho contínuo de capacitação e fiscalização para promover boas práticas alimentares e garantir a saúde do trabalhador.

O nutricionista Lincon Pimentel, por sua vez, abordou o papel da comida baiana, como o acarajé, na construção da identidade cultural do estado. “A comida baiana é muito mais do que apenas alimento; ela carrega consigo uma história de resistência, de ancestralidade e da contribuição dos povos africanos na formação da nossa culinária”, disse.

 

Para Pimentel, a gastronomia é uma verdadeira manifestação cultural que transcende a simples refeição e se torna um patrimônio imaterial da Bahia.

Angelimar Trindade, diretora administrativa da Associação das Baianas de Acarajé e Mingau (Abam), compartilhou sua experiência de 17 anos como vendedora de acarajé e destacou as ações municipais que têm contribuído para a valorização das profissionais.

 

“Além das capacitações promovidas pela Vigilância Sanitária, a Prefeitura tem investido em programas que ajudam as baianas a se empoderarem e de se atualizarem, como o curso de boas práticas alimentares e o projeto de transformação de resíduos. Essas ações fazem toda a diferença na nossa rotina de trabalho”, contou.

O evento também foi uma oportunidade para reforçar a importância das certificações e dos cuidados com a saúde no exercício da profissão, aspectos essenciais para garantir a qualidade dos alimentos e a segurança de quem trabalha na venda das iguarias.

 

As baianas e baianos de acarajé têm sido cada vez mais reconhecidos como agentes culturais e empreendedores que, com seus tabuleiros, mantêm viva uma tradição centenária, sendo patrimônio imaterial do Brasil desde 2005.

Fotos: Otávio Santos/ Secom PMS

Veja também

morta
São Franciso do Conde: suspeito de matar mulher com mais de 40 facadas após discussão por ciúmes é preso
Um homem de 36 anos foi preso na segunda-feira (7), suspeito de matar uma mulher com mais de 40 golpes...
crime
Homem que confessou ter feito disparo que matou filha de PMs no Imbuí já tinha sido preso em 2024 com moto roubada
O homem que foi preso após confessar ser o responsável pelo disparo que matou a filha de dois policiais,...
Edifício sede do Banco do Brasil, em Brasília
Bancários da Bahia anunciam greve em instituições públicas a partir da próxima quinta-feira
O Sindicato dos Bancários da Bahia anunciou a paralisação das atividades por tempo indeterminado no estado,...
flamengo
Flamengo é indicado ao prêmio de melhor clube masculino da Bola de Ouro 2026
O Flamengo está entre os cinco indicados ao prêmio de melhor clube masculino de 2026 da Bola de Ouro....

Opinião

WhatsApp Image 2026-08-24 at 12.03
Opinião: Formação profissional em jornalismo: o debate que o futuro exige