Salvador, 27 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Como a acreditação pode ajudar na prevenção do câncer?

Dia 4 de fevereiro é reconhecido como o Dia Mundial do Câncer, uma iniciativa global liderada pela União Internacional para o Controle do Cancro (UICC) com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registar mais de 600 mil novos casos de câncer até ao final deste ano. O aumento do número de casos está associado ao envelhecimento da população e à persistência de fatores de risco como o tabagismo, sedentarismo, obesidade e uma alimentação inadequada. Embora fatores genéticos também desempenhem um papel no desenvolvimento de vários tipos de câncer, estudos indicam que aproximadamente 40% dos casos podem ser evitados através de mudanças simples no estilo de vida.

Entre as principais medidas preventivas destacam-se a adoção de uma dieta equilibrada, com baixo consumo de açúcar e gorduras, evitando fritos e alimentos processados. A inclusão regular de frutas, legumes e verduras na alimentação tem um papel crucial na redução do risco de cancro. Além disso, a prática constante de atividade física é essencial para uma vida mais saudável e livre de doenças.

Mas como pode a acreditação ajudar na prevenção do câncer? A acreditação é um processo de avaliação que verifica se as instituições de saúde cumprem rigorosos padrões de qualidade e segurança no atendimento. Este processo não só assegura que as melhores práticas sejam aplicadas em todas as fases do cuidado ao paciente como contribui diretamente para a prevenção de doenças, ao garantir que cada paciente receba um tratamento humanizado, adequado e eficaz.

Para Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da ONA – Organização Nacional de Acreditação – a qualidade na saúde vai além da excelência assistencial dentro das instituições. A Organização Nacional de Acreditação (ONA) tem um papel fundamental ao incentivar que as organizações de saúde, sejam públicas ou privadas, desenvolvam programas de prevenção voltados à sociedade. “A promoção da saúde e a prevenção de doenças são pilares essenciais para um sistema de saúde mais eficiente e sustentável. Acreditamos que, por meio de orientações, iniciativas e boas práticas, é possível impactar positivamente a vida da população, reduzindo a incidência de doenças e promovendo o bem-estar coletivo. Nosso compromisso é apoiar e incentivar as organizações de saúde a assumirem essa responsabilidade, tornando a prevenção um elemento central em suas estratégias e contribuindo para um futuro mais saudável para todos”, complementa.

 

Prevenção e diagnóstico precoce: A acreditação incentiva as instituições de saúde a implementarem programas de rastreio e de educação sobre a prevenção do câncer. Estas iniciativas incluem campanhas de sensibilização sobre fatores de risco (como o tabagismo, dieta e exposição ao sol) e rastreios regulares, como exames específicos, que ajudam a identificar a doença em estágios iniciais, quando as chances de um tratamento eficaz são maiores.

Acreditação das instituições de saúde: Para serem acreditadas, as instituições devem seguir protocolos clínicos baseados em evidências científicas, como diretrizes para o acompanhamento de pacientes com fatores de risco para o cancro. Isso resulta numa abordagem mais proativa na prevenção e diagnóstico da doença.

Segurança do paciente: A acreditação também se concentra na segurança do paciente, prevenindo erros médicos e melhorando a qualidade dos tratamentos. Isso inclui a implementação de sistemas que garantam a correta realização de exames e tratamentos, reduzindo o risco de diagnósticos incorretos ou atrasados.

Cenário de acreditação no Brasil – Das mais de 380 mil organizações de saúde instaladas no País, segundo CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), 1932 são acreditadas. Deste total, a ONA é responsável por 72,1% no mercado de acreditação, o que corresponde amais de 1.500 organizações de saúde acreditadas, dos quais 422 são hospitais. Deste montante, 0,45% das instituições de saúde estão certificadas no Brasil. Considerando que 68,4% (917) são de gestão privada; 22,2% (298) são de gestão pública; 8,3% (111) de gestão filantrópica e 0,1% (gestão militar).

Atualmente, 61% das instituições acreditadas pela ONA estão concentradas na região Sudeste. O Sul é responsável por 12,7%; Nordeste 12,1%; Centro-Oeste, 11,4% e Norte por 2,8%. www.ona.org.br

 

 

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