Salvador, 26 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Consumo de café pode impactar negativamente no tratamento da endometriose

Desde o seu surgimento, o café é uma das bebidas mais populares do mundo e no Brasil se tornou parte da cultura nacional, sendo a segunda bebida mais consumida no país inteiro. Mas, apesar de ser muito apreciada, para as mulheres que sofrem com endometriose – condição ginecológica em que o tecido semelhante ao revestimento do útero cresce fora do útero -, a bebida pode causar dores e inflamação.

Segundo o Dr. Thiers Soares, medico ginecologista especialista em endometriose, adenomiose e miomas, os sintomas da endometriose podem variar de leves a graves e incluem dor pélvica, dor durante as relações sexuais, períodos menstruais intensos e até mesmo infertilidade.

“A cafeína presente no café, e entre outras bebidas, pode aumentar a dor e a inflamação, agravando os sintomas da doença. Além disso, a cafeína pode interferir nos níveis hormonais, afetando o equilíbrio hormonal no corpo, o que é determinante para o manejo da endometriose”, explica Thiers.

Para evitar crises de endometriose é recomendado que mulheres que sofrem com a doença reduzam ou limitem o consumo de cafeína, mas também procurem um especialista para que uma dieta saudável e equilibrada auxilie na redução da inflamação, alivie a dor  e regule os níveis hormonais. Desta forma, os sintomas são reduzidos, aumentando a qualidade de vida da paciente.

“Cada mulher é única e pode responder de maneira diferente ao consumo de café e a outros alimentos. Por isso, a importância de procurar um especialista para discutir o caso. Vale lembrar que somente a alimentação não é o suficiente para promover mudanças na saúde da mulher. É necessário buscar um tratamento adequado para cada caso individual”, finaliza o especialista.

Sobre o Dr. Thiers Soares
Doctor Honoris Causa pela Universidade Victor Babes/Romênia, Dr. Thiers Soares, graduado em Medicina pela Fundação Universitária Serra dos Órgãos (2001), é ginecologista especialista em doenças como Endometriose, Adenomiose e Miomas. Também é médico do setor de endoscopia ginecológica (Laparoscopia, Robótica e Histeroscopia) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ). O especialista é membro honorário da Sociedade Romena de Cirurgia Minimamente Invasiva em Ginecologia, membro honorário da Sociedade Búlgara de Cirurgia Minimamente Invasiva, membro honorário da Sociedade Romeno-Germânica de Ginecologia e Obstetrícia e membro da diretoria e comitês de duas das maiores sociedades mundiais em cirurgia minimamente invasiva em ginecologia (SLS  e AAGL). O especialista foi um dos responsáveis por trazer para o Brasil a técnica de Ablação por Radiofrequência dos Miomas Uterino, um tratamento moderno e eficaz, que causa a destruição térmica de tumores uterino.

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